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Banco recua e suspende fechamento às 17h

Banco do Brasil foi o primeiro a não respeitar os horários que estavam nos cartazes fi xados na entrada da agência no centro de Rio Preto

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Clientes de instituições fi nanceiras convivem nos últimos dias com o risco dos bancos fecharem seus serviços de autoatendimento após o horário de expediente bancário. Em Rio Preto,
o Banco do Brasil foi o primeiro a colocar cartazes informando que os caixas eletrônicos funcionariam a partir de quinta-feira (dia 6) das 9h às 17h e ficaria fechado aos sábados, domingos e feriados. Mas, a instituição fi nanceira recuou da decisão e na tarde do primeiro dia do aviso (quinta-feira), manteve normalmente os caixas eletrônicos em funcionamento.
Até o fechamento desta edição, a assessoria do Banco do Brasil não havia respondido aos questionamentos da reportagem.

Durante audiência pública realizada na quarta-feira (dia 5), na Câmara de Rio Preto, o diretor de negócios da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Leandro Vilain, pediu a anulação da lei que exige seguranças armados em agências bancárias durante 24 horas. “Vim aqui humildemente compartilhar os nossos impactos operacionais e de segurança e peço que reconsidere a decisão de obrigatoriedade de colocar um vigilante ao lado do terminal fora do horário de funcionamento”, afirmou ele.

Vilain afi rmou ainda que a presença de segurançasé inviável, porque exige instalação de banheiros, local para troca de roupas e até mesmo para guardar arma, além de possivelmente colocar em risco a vida do trabalhador. “Desnecessário dizer que teremos problemas em colocar esta decisão em prática, uma vez que este trabalhador não tem onde se alimentar ou trocar de roupa ao fi nal de cada turno”, ressaltou.

Já a vereadora Alessandra Trigo (PSDB), autora da legislação, reafi rmou que mesmo com as agências bancarias fechadas, os bancos continuarão sendo multados. “A lei é clara em dizer que as agências com caixas eletrônicos devem manter vigilantes armados durante 24 horas”, afirmou a vereadora. Durante a reunião, o vereador Marco Rillo, ironizou a falta de propostas da Febraban para ampliar a segurança nas agências, cobrando inclusive a instalação de câmeras de segurança nestes locais. “O representante da Febraban insiste em fazer uma defesa sem apresentar propostas. Por que não se fala em ampliar os sistemas de segurança?”, ressaltou.

Para o vereador Paulo Pauléra, no estilo pagar para ver, afirmou que os vereadores devem aguardar e ver o que irá acontecer. “Não podemos permitir que os bancos venham aqui e nos obriguem a revogar uma lei, proponho aguardar 30 dias”, afirmou.

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