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Vereadores transformam plenário em ringue de lutas

O presidente da Câmara de Rio Preto, Fábio Marcondes, protagonizou junto com o vereador Marco Rillo uma das brigas durante sessão

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O plenário da Câmara de Rio Preto tem se destacado nas últimas semanas pelas discussões entre parlamentares da base aliada do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) e integrantes da chamada oposição. Oriunda do francês, a palavra parlamento significa “falar” ou “discursar”, mas nas duas últimas sessões, os discursos políticos foram deixados de lado, e os nobres partiram para ofensas e muito bate-boca. Esse foi o caso do presidente do Legislativo Fabio Marcondes (PR) e do vereador Marco Rillo (PT), que na última terça-feira (dia 17) trocaram insultos por quase 25 minutos, com transmissão ao vivo pela TV Câmara e pela rádio Educativa da Prefeitura.

O bate-boca teve início após a base aliada, rejeitar proposta do petista que queria revogar limitação de CPIs imposta por Marcondes no ano passado. Com a medida, requerimento que pede investigações de obras antienchentes e que até o momento conta com cinco assinaturas (são necessárias seis assinaturas) terá que aguardar conclusão de investigações contra a CPFL e Internet Gratuita na zona norte.

“Esse pilar da democracia ruiu, o cidadão que vem de longe teve a brilhante ideia de limitar a quantidade de CPIs na Câmara, não bastasse a influência maligna do prefeito nessa casa e ainda vem essa medida do Marcondes”, afirmou Rillo.

Visivelmente irritado, Marcondes foi à tribuna, onde aos berros criticou a postura de Rillo, que para o presidente do Legislativo não contribui com o desenvolvimento da cidade. “Mesmo sendo de fora, já fiz muito por Rio Preto, ao contrário de vossa excelência que só sabe utilizar essa tribuna para conseguir alguns votos. Mas tenho certeza que no próximo ano as coisas ficarão complicadas para o PT”, ressaltou Marcondes. Os insultos se acentuaram quando Rillo disse que Marcondes trabalhava para o mal, sendo rebatido que não seria bandido, em alusão aos escândalos envolvendo o Governo Federal. Ainda durante a sessão desta terça, os vereadores Renato Pupo (PSD) e Dourival Lemes (sem partido), praticamente selaram a paz, após o segundo afirmar que durante a campanha passada, o único crime cometido por Pupo teria sido colar adesivos de Valdomiro em seus carros. Dourival havia dito na última na sessão da última semana que Pupo teria cometido erros graves durante a eleição de 2012.

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