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Contradições marcam depoimentos à CPI do auxílio-atleta

Beneficiário do programa afirma que jogou por times de futebol e futsal mas que não se recorda de adversários nem de detalhes do próprio uniforme

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A CPI da Câmara de Rio Preto que investiga supostas fraudes na distribuição do auxílio atleta ouviu quatro depoentes nesta segunda-feira, dia 8. O depoimento que chamou mais a atenção foi do atleta José Carlos Vieira. Ele afirmou que foi jogador do “Maquininha” – time de futebol amador da cidade – entre 2014 e 2015, mas não soube dar detalhes sobre o uniforme que usava nem o nome do patrocinador do time.

Questionado pelos vereadores membros da comissão – Marco Rillo (PT), Renato Pupo (PSD) e Jorge Menezes (PTB) – não soube dizer quais adversários enfrentou e nem o local de treinamento.

De acordo com a comissão, não há dados sobre as atividades do atleta entre os documentos enviados pela Prefeitura a Comissão. O atleta afirmou que assinou relatórios em 2014 e confirmo que recebeu o auxílio m dinheiro.

Segundo o presidente da Comissão, o vereador Marco Rillo (PT), o próximo passo para a CPI será verificar a legalidade dos pagamentos feitos a atletas do time amador.

Os membros da comissão ouviram ainda uma menor de idade que afirma ter recebido pelo menos R$ 1,5 mil auxílio pela prática de ginástica. Porém, ela consta na lista como integrante do time de basquete. A menor disse que jamais foi jogadora de basquete.

Professora de educação física, Cibele Santos Teixeira afirmou à comissão que nunca participou de competição oficial, mas que dava treinamentos a atletas que defendiam as cores da cidade em competições oficiais. Ela negou que tenha recebido irregularmente o auxílio.

Também foi ouvida a assessora da Secretaria de Esportes Karina Campo Fernandes. Ela afirmou que fez o planejamento de competições e que ministrava aulas a atletas. A CPI entende, no entanto, que servidores alocados em serviços considerados burocráticos não deveriam receber o auxílio.

O vereador Francisco Junior (DEM) era o secretário de Esportes no período que está sob investigação dos vereadores. Ele nega as irregularidades.

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