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Ministério Público vai investigar nomeações políticas na Jari

Secretário de Saúde, de Planejamento e sub-prefeito de Talhado fazem parte de juntas que analisam recursos de trânsito

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A pedido do promotor Sérgio Clementino o Ministério Público de Rio Preto deve analisar a composição dos membros que formam a Jari (Junta Administrativa de Infrações), vinculada à Secretaria de Trânsito de Rio Preto.
O órgão é o responsável por analisar contestações de motoristas que entram com recursos para invalidar multas aplicadas, ou apontar erros na emissão dos autos de infração na cidade.
O vereador Jorge Menezes (PTB) questionou a Prefeitura para revelar os nomes das pessoas que formam as três juntas que compõem a Jari em Rio Preto. A revelação aponta que altos integrantes do primeiro escalão do governo Edinho estão na lista. São eles: Pedro Nimer, subprefeito do distrito de Talhado e presidente do MDB local, partido do prefeito Edinho Araújo , Sérgio Porcino, tesoureiro do PR, partido do vereador Fábio Marcondes, o secretário de Planejamento, Israel Cestari, além do atual secretário de saúde, o médico Aldenis Borim.
O que chama atenção na denúncia recebida pelo promotor Clementino é que todos estes nomes tem ligações políticas. Entendimento do MP e do próprio Contram (Conselho Nacional de Trânsito) deixa claro que para a composição destas juntas parte dos indicados deve ter amplo conhecimento sobre a área de atuação, o trânsito. Todos recebem para atuar na Jari.
Dados do Portal de Trânsparência da Prefeitura mostram que no caso do secretário de saúde Aldenis Borin ele teria recebido cerca de R$ 12 mil reais somente neste ano, apenas para atuar em uma das juntas da Jari. Já o subprefeito de Talhado, Pedro Nimer, recebeu mais de R$ 33 mil neste ano. Cada reunião dos membros para analisar os recursos gera um ganho extra de até R$ 500 reais. Podem ocorrer até nove encontros por mês, ou seja, R$ 4,5 mil reais para cada um.
Os integrantes do governo Edinho deverão ser convocados para prestar esclarecimentos, e se comprovado favorecimento político, poderão ter de ressarcir os cofres públicos em valores reajustados.
 

 

 

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