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Política

Prefeitura vai gastar mais R$ 5 mi com limpeza de bocas de lobo e canais antienchentes

Com novo valor gasto, obras antienchentes em Rio Preto já superam os R$ 174 milhões

A Prefeitura de Rio Preto prepara processo licitatório para contratação de empresa especializada na manutenção e limpeza das lagoas e dispositivos de drenagem, como bocas de lobo, das obras antienchentes. Segundo o governo, o valor estimado para execução do serviço é de R$ 5,1 milhões. A contratação, justifica a Prefeitura, é essencial já que “são necessários equipamentos e alguns serviços específicos que o município não possui. Estes serviços não estavam contemplados no contrato antienchente”.

Com esse valor divulgado, os gastos com as obras antienchentes poderão chegar a aproximadamente R$ 174 milhões. Inicialmente as obras antienchentes estavam orçadas em R$ 125 milhões. O prefeito Edinho Araújo (MDB) assinou recentemente ordem de serviço para que a empresa Constroeste realize obras complementares de microdrenagem na avenida Bady Bassitt esquina com a rua Pedro Amaral (próximo ao miniterminal), na rua Paquetá, e diversas ruas do bairro Vila Sinibaldi.

O valor do contrato é de quase R$ 4 milhões, com prazo de conclusão de 9 meses. Os locais foram escolhidos porque mesmo com as obras de macrodrenagem, já entregues, os pontos sofrem com alagamentos nos períodos de chuvas.

A programação de início das obras é para esta segunda-feira, dia 11, nas ruas do bairro Vila Sinibaldi. Edinho justificou os investimentos alegando que o projeto original, executado pelo governo de Valdomiro Lopes (PSB), não previu obras de microdrenagens nestes locais. “São obras complementares. Somente as obras de macrodrenagens não se mostraram suficientes, porque tivemos áreas inundadas.” Edinho evitou comentar sobre as obras feitas pelo antecessor e se elas são eficientes.

“Temos uma característica de canalização, então você limita a capacidade de escoar das águas. Foram muitas obras, torço para que estas obras sejam suficientes. Agora, se chover 100 milímetros por hora não dá para escoar essas águas”, justificou.

Obra milionária

Uma CPI na Câmara Municipal investigou as obras antienchentes e terminou a apuração no fim de outubro de 2017 sem chegar a conclusão dos pontos que se propôs a investigar, um deles se houve superfaturamento da obra e se elas, de fato, são eficientes. O serviço, a cargo da Constroeste, afetou cerca de 50 bairros da cidade, em especial aqueles vizinhos às avenidas Bady Bassitt, José Munia e Brasilusa - onde foi construído o maior piscinão da empreitada, com aproximadamente 18 metros de profundidade.

A investigação na Câmara foi proposta pelo vereador Renato Pupo (PSD), que ficou apenas como suplente na CPI, cujos integrantes foram definidos por sorteio. O relatório da investigação, elaborado pelo vereador Marco Rillo (PT), aponta que a falta da contratação de um perito teria sido a principal razão para CPI ter fracassado em investigar as denúncias relativas à obra, que incluíam ainda atraso e ineficiência. A CPI chegou a pedir a contratação de perito ao então presidente da Câmara, Jean Charles (PMDB), mas a solicitação foi rejeitada, com o argumento de que o requerimento que criou a CPI não trouxe o pedido.

O caso segue com o Ministério Público que até o momento não avançou nas apurações. Sobre os motivos que levam enchentes em vários pontos da cidade, mesmo com a conclusão das obras, em nota, a Prefeitura afirma que “a Secretaria de Obras vem realizando projetos de drenagem, buscando soluções para estes problemas quando surgem e captando recursos para realização das obras”, consta.

Por Raphael Ferrari em 07/02/2019 às 23:59
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