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Política

Sorteio define CPI que vai investigar nomeação suspeita de assessora

Ex-diretora legislativa Cristiane Pereira dos Santos foi nomeada mesmo tendo contratos junto a Prefeitura

A CPI que vai apurar a nomeação da ex-diretora legislativa Cristiane Pereira dos Santos Pavan e sua relação com a empresa Vitrine Serviços Eirelli foi definida nesta quarta-feira, dia 6. Em sorteio ficou decidido que a comissão terá como presidente o vereador Jean Charles Serbeto (MDB), o relator será Fábio Marcondes (PR) e a vereadora Márcia Caldas (PPS) como membro. A vereadora Cláudia De Giuli (MDB) fica como suplente. A CPI foi proposta pelo vereador Marco Rillo (PT) e oficializada após leitura de requerimento na sessão de terça-feira, dia 5, a primeira desta ano.

A primeira CPI de 2019 foi protocolada com oito assinaturas, contando com a do próprio autor Rillo, Jean Dornelas (PRB), Renato Pupo (PSD), Karina Caroline (PRB), José Lagoeiro (DEM), Márcia Caldas (PPS), Jean Charles (MDB) e Pedro Roberto (PRP) , duas a mais do que o mínimo exigido. De acordo com o petista, Anderson Branco (PR), Cláudia de Giuli (PMB), Fábio Marcondes (PR), Francisco Júnior (DEM), Celso Peixão (PSB) e José Carlos Marinho (PSB) aderiram após ele ter conseguido as assinaturas necessárias para a abertura da apuração do caso. Segundo Rillo a maioria dos vereadores ligados a Pauléra só assinou o requerimento para terem a chance de fazer parte da CPI e, com isso, “melar” as investigações”. “Esse pessoal quer apenas proteger o Pauléra”, diz Rillo.

Investigação

O foco da investigação é a nomeação de Cristiane, que deixou o comando da empresa que possui R$ 4 milhões em contratos com a Prefeitura para assumir cargo de diretora na Casa com salário de R$ 6 mil. Ela foi demitida do cargo pelo próprio Pauléra uma semana após a sua nomeação. Ela assumiu o cargo no dia 2 de janeiro, mas deixou o comando da empresa só no dia 4, conforme consta em certidão da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). A nomeação ocorreu no dia 5 do mês passado. Por Lei Federal fica proibida a contratação de qualquer pessoa que mantenha contratos ou preste serviços ao Poder Público. A empresa fornece mão de obra e serviços para a Secretaria de Serviços Gerais e feiras-livres, redutos eleitorais do presidente Pauléra.

Pauléra se mostra tranquilo com o início das investigações. “Agora os trabalhos ficam a cargo da comissão, que terá 120 dias para a realização dos trabalhos. Se for necessário, o prazo pode ser prorrogado por mais 120 dias”, disse ele após o sorteio.

Por Raphael Ferrari em 06/02/2019 às 17:10
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