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Política

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 13 de setembro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias de Rio Preto e do Brasil

Desanimada 
Até a esquerda da cidade começa a dar a reeleição do prefeito Edinho Araújo como favas contadas. Uma raposa velha e vermelha disse que a guerra, agora, é para que Edinho mantenha sua base parlamentar na Câmara. “Eles estão loucos por causa disso”, rosnou a raposa, há tanto tempo no sol e na chuva, que começa a ficar rosa. “Estão fazendo três grupões para a eleição de vereadores e estão com medo”, disse.

A esquerda tem razão
Não é que ela tem razão. Um pássaro do ninho emedebista disse que agora é pensar na governabilidade e que reeleger a atual base é a estratégia. Para isso, o MDB se fortalece para manter ou aumentar seus vereadores. Além dos pesos pesados que já possui, a briga agora é para levar César Gelsi, PSDB, que teve 3.800 votos e ficou de fora na última eleição. Cláudia de Giuli, hoje no nanico PMB, faz parte da estratégia.  

O blocão está na rua
Outro que vai desembocar no MDB é Celso Luís Peixão. Muitos acreditavam que o primeiro mandato de Peixão era um voou de galinha. Está no segundo e só cresce na região onde canta de galo, a Vila Toninho. Na verdade, a tentativa de manter a base passa pelo MDB, DEM, o PP de Pauléra, PL de Anderson Branco e seus colonos amestrados e o Patriota, com Pedro Roberto. Este último também tem um time que garante uma vaga. Mas dizem que se as coligações voltarem até março, fica melhor ainda. Ninguém engoliu o balão de ensaio de Fausto Pinato, PP. Nem vai engolir. Incluindo o PP local.

Um homem forte
A mesma fonte afirma que Edinho não está nem um pouco preocupado com o vice. Lembrou que ele foi eleito em 2000 com Maureen Cury e em 2004, com Eliana Storino. As duas sem nenhum capital político. A história se repetiu com Eleuses Paiva. “Da mesma forma que antes, se elege sozinho. Ficou mais fácil”.  

A espera de Eleuses
Mas existem articulações. A primeira, claro, é esperar Eleuses Paiva se decidir. Ele se mexe para uma voo mais alto, a Câmara Federal em 2022. Se fortalece na região. Conseguir a filiação de João Dado, PSD, prefeito de Votuporanga, faz parte do esquema. Portanto, permanecer vice faria parte da estratégia. Mas o homem é um enigma. Seu desejo é ser prefeito, mas parece que ainda não é a hora. As pesquisas cantam muito alto. 

Pupo, o sonho
Com esse capital, Edinho vai dar as cartas. Isso inclui não se ajoelhar para Rodrigo Garcia, vice-governador pelo DEM. Essa língua ferina jura que seu sonho dourado é ter o vereador Renato Pupo, hoje PSD, no PSDB, como vice. Se isso acontecer, e sem possibilidade de um terceiro mandato consecutivo, Pupo de cacifa para ser o próximo prefeito, em 2024. O eleitor de direita da cidade gosta do Edinho. Mais ainda de Pupo. Essa estratégia cerca 100% dos grandes e fecha a porteira.
  
Na contramão
A eleição de 2020 tem uma única chance de ter alguma surpresa. Ela se chama Coronel Helena. Mulher, negra e de origem humilde. Se tiver estrutura (partido e grana, porque a briga é muito grande) pode ser. Por hora, apenas pode ser.  

Skaf vem aí
Nesta sexta, dia 13, no presidente da Fiesp, Paulo Skaf dá uma palestra para os empresários de Rio Preto às 9h30 no auditório do Senai. Vem falar das reformas que o país precisa para sair da estagnação econômica. A realização é do Ciesp (Centro das Indústria do estado de São Paulo), regional Rio Preto.

 

Por Rubens Celso Cri em 13/09/2019 às 15:46
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