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Política

Rio Preto sedia seminário para tornar cidades resilientes

Evento foi realizado no Parque Tecnológico de Rio Preto, na manhã de quinta-feira, dia 12

Cerca de 100 cidades da região participaram de um seminário promovido pela Defesa Civil de Rio Preto. Durante o evento foi lançado o Plano de Cidade Resiliente, que prevê o envolvimento de todas as forças envolvidas na área da defesa, de empresas e voluntários que formam as brigadas de bombeiros voluntários. O comandante da Defesa Civil de Rio Preto é o Coronel Carlos Lamim, responsável pelo plano e pelo seminário.

Uma cidade é resiliente quando está preparada para desastres naturais ou provocados pela população. Os eventos naturais mais impactantes na cidade são as chuvas torrenciais que provocam enchentes, perdas monetárias e mortes e as queimadas, que além das dos prejuízos financeiros impactam na saúde das pessoas, com fumaça e fuligem, e na biodiversidade, eliminando animais de pequeno porte, como tatus, cobras e tamanduás, e até mesmo ninhos de aves que procriam em pastagens e pequenos arbustos. 

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo, disse que Rio Preto se prepara para essas ocorrências e que a cidade tem uma estrutura grande e forte para enfrenta-las. Lembrou que a cidade tem que se construir pensando em possíveis problemas futuros. Citou o sistema da rede de energia elétrica como um possível causador de problemas quando ele não é bem feito. Para ele, não é o caso de Rio Preto. Lembrou que uma das questões mais importantes é construir uma cultura permanente na sua população sobre o assunto e lembrou que a rede municipal de ensino tem uma tarefa muito importante nessa obrigação.  

O coronel Luiz Henrique, comandante do CPI-5, estava no local e disse que todas as forças de segurança de uma cidade, incluindo a Polícia Militar, fazem parte desse contingente. A Polícia Militar obviamente está inserida nessa para ser mais uma força à disposição da população”, lembrando que ela pode “ajudar a diminuir o impacto do problema”.

Presente ao ato, o Coronel Walter Nyakas, secretário chefe da Casa Civil do Estado e Coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil do Estado de São Paulo falou em entrevista sobre a construção dessa rede de cidades resilientes. Um dos grandes problemas da região Noroeste, embora Rio Preto tenha uma estrutura exemplar, é que a maioria das cidades da região não possui Corpo de Bombeiros. Por isso, dependem de brigadas de voluntários.

Um dos assuntos tratados foram as barragens que compõem as hidroelétricas da região. “Embora todas estejam protegidas fazemos controle constante”, disse. Lembrou que as nossas barragens têm características diferentes das barragens de minérios que, mesmo assim, precisam cumprir requisitos de segurança e são vistoriadas. Inclusive as barragens que fazem divisa com outros estados, como a de Marimbondos e Três Irmãos, entre São Paulo e Minas.

O seminário contou com a presença de uma centena de pessoas de cidades que pertencem ao Noroeste paulista que vieram ouvir e ver como a estrutura da Defesa Civil de Rio Preto é formada e como ela atua. É uma referência para todo o Estado. A região sofre, neste momento, com o intenso calor, a baixa umidade e as eventuais queimadas provocadas pelo homem. Às vezes, para limpar um terreno, outras para o corte de cana.

Ontem, dia 11 de setembro, a região de Rio Preto registrou o dia mais quente do ano em todo o Noroeste paulista, superando uma média de 35º. Houve cidade em que a temperatura bateu na casa dos 40°, informou o Comandante do Corpo de Bombeiros de Rio Preto. O período de queimadas no estado de São Paulo vai de 1° de agosto à 30 de outubro. Entre novembro e março é o período considerado de chuvas e possíveis enchentes.

Por Rubens Celso Cri em 12/09/2019 às 23:59
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