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Política

Apenas um funcionário municipal poderá deixar as funções para dirigir Sindicato dos Servidores

Emenda do vereador Marco Rillo, do PT, autoriza que um segundo funcionário se afaste desde o Sindicato pague seu salário

Apenas o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais poderá se afastar de suas funções administrativas para se dedicar à atividade sindical. Projeto do prefeito Edinho Araújo, do MDB, aprovado na sessão de 12 de Novembro, terça-feira, proíbe que todos os diretores possam se afastar e prestem serviços apenas ao Sindicato. Emenda do vereador Marco Rillo, do PT, autoriza que um segundo servidor possa se afastar de suas funções desde que o Sindicato pague o seu salário. O tempo de afastamento, no entanto, continua valendo para efeito de contagem para a aposentadoria.

Marco Rillo pediu o adiamento dessa votação por três sessões para que a atual diretoria do Sindicato revertesse á proposta numa conversa com o prefeito. Mas os vereadores não aprovaram o pedido do petista. Marco Rillo alegou que a Prefeitura tem dezenas de secretarias, autarquias e outros órgãos e que apenas dois diretores não conseguem dar conta de toda a relação com a categoria. Fábio Marcondes, do PL, abriu divergência no Plenário e disse que os diretores eleitos passam anos sem trabalhar e que isso custa aos cofres públicos. Marcondes chegou a usar o termo “eles mamam no dinheiro público sem prestar qualquer serviço”. Hoje são quatro os diretores eleitos dispensados pela Prefeitura para prestar serviços apenas ao Sindicato. 

Na verdade, Rillo viu mais uma tentativa de interferência na atuação do Sindicato. Acusou Marcondes de ouvir empresários da cidade, entre eles Olavo Tarraf, e de dar as costas ao funcionalismo público. Marcondes desmentiu lembrando que é dele projeto que permitiu que os funcionários públicos recebam um ticket refeição de R$ 400 ao mês e que o Sindicato, na oportunidade, foi contra. Ao ser acusado de conversar com empresários, Marcondes disse que prefere conversar com Olavo Tarraf, ”que é m empresário respeitável” do que falar com o ex-presidente Lula, que é “ladrão” e que está solto, mas continua condenado. 

O vereador petista disse que essa proposta do prefeito faz parte de uma estratégia de desmantelar o Sindicato dos Servidores. Parte das categorias que compõem o funcionalismo público municipal começa criar sindicato independente. Um exemplo é o pessoal da Educação que conseguiu transformar a Atem (Associação dos Trabalhadores na Educação Municipal) em Sindicato. Ele lembrou que outras categorias estão fazendo o mesmo. “Dessa forma, cada categoria poderá ter um representante dispensado das atividades profissionais e serão bem mais do que os do Sindicato dos Servidores”. Citou a criação de uma associação de funcionários do Poupatempo em conjunto com Servidores da Câmara que começa a se articular nessa direção. 

Marcondes acusou os atuais diretores do Sindicato de estarem à frente da instituição há mais de 20 anos e que nesse período eles nunca trabalharam. Na última eleição, dia 31 de Outubro e 1ºde Novembro a atual diretoria foi reeleita para mais quatro anos. Segundo o projeto, até mesmo o presidente eleito terá que ter autorização do prefeito para se afastar de suas funções como funcionário público. São perto de cinco mil funcionários públicos municipais, mas apenas aproximadamente dois mil são sindicalizados.  O vereador do PL disse que a direção do Sindicato é tão incompetente que sequer sindicalizar os funcionários públicos conseguiu. O projeto segue agora para que o prefeito o sancione e o transforme em lei. Os dois funcionários que poderão se afastar, um pago pela Prefeitura e o outro pela direção do Sindicato, têm sessenta dias para fazer pedido oficialmente.

Por Rubens Celso Cri em 13/11/2019 às 09:25
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