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Política

Secretário de Governo admite movimentação política para reeleger Edinho

Moretti falou durante a entrega do novo Terminal, disse que não vai demitir suspeitos por desviarem combustíveis, que oito políticos querem ser vice de Edinho e que coloca área no perímetro porque o déficit habitacional da idade é de 12 mil casas

O secretário de Governo Jair Moretti, MDB, disse que os dois funcionários em cargo de confiança que foram denunciados pela CPI dos Combustíveis por desviarem gasolina e óleo diesel e vendido a terceiros não serão exonerados. Cristiano da Silva e Roger Balista foram denunciados pela CPI por desvio e venda de gasolina e óleo diesel da Garagem Municipal e da Usina de Reciclagem da Prefeitura durante o governo Valdomiro Lopes. A CPI foi formada pelos vereadores Pedro Roberto, do Patriotas, Renato Pupo, do PSD, e Anderson Branco, do PL. A denúncia foi feita pelo vereador Marco Rillo, do PT e comprovada, segundo o relatório final da CPI. 

Jair Moretti disse que a CPI não tem poderes jurídicos e policiais e que se houver prova ela deve ser enviada ao Promotor Público e ao Poder Judiciário.  “Caso o juiz mande demitir a gente demite”. Se a Prefeitura demitir por causa da denúncia da CPI e os dois funcionários entrarem na Justiça podem conseguir os cargos de volta e quem fez a demissão pode ser punido. “Se eles têm provas, peçam para a Justiça. Se ela mandar, a gente demite”. O caso parou no coloco do secretário de Governo porque o secretário da Administração, Luiz Roberto Thiese, disse que em resposta para a Câmara que a decisão é de Moretti.

Garantiu que o MDB está se movimentando para se fortalecer para a eleição do ano que vem. A intenção é reeleger Edinho Araújo. Moretti admitiu também que está tentando montar uma super chapa de candidatos a vereador. Lembrou as filiações que o partido já fez entre elas do ex-vereador Márcio Larranhaga e da ex-presidente da OAB de Rio Preto, a advogada Suzana Quintana, e disse que conversa com os vereadores Cláudia de Giuli, PMB, (segundo ele, quase no partido), Luiz Antônio Peixão, PSB, e namora Márcia Caldas, do PPS.

”Queremos montar uma chapa completa com 26 pessoas, 17 homens e 7 mulheres”. Admitiu, no entanto, que filiar mulheres com esse objetivo é mais difícil. Um dos problemas é a resistência do atual vereador do MDB, Jean Charles Serbeto. Afinal, se tornam concorrentes a poucas vagas. Estavam na inauguração do novo terminal os ex-vereadores Daniel Caldeira, PSL, e Alexandra Trigo, PSDB. Ele negou conversa com os dois. Perguntado quem vai ser o vice de Edinho na eleição de 2020, disse: ”todos querem” e que tem “uns oito candidatos”. Não nominou nenhum.  

Moretti também admitiu que a Prefeitura precisa colocar áreas no perímetro urbano de Rio Preto para zerar um déficit habitacional de 12 mil casas. “As pessoas perguntam por que não lotear os atuais vazios urbanos. Não é possível porque um lote num lugar desse custa R$ 700 mil”. Ele falava de quatro áreas que estão sendo colocadas no perímetro urbano em regiões periféricas. “Precisa”, diz. Esses novos lotes cabem no bolso das pessoas que precisam de moradia. Lembrou que a área que você coloca no perímetro urbano hoje só vai ter casa em cima e ser usado daqui a oito anos. Por isso é necessário.

Adiantou que o loteamento Alferville vai ser regularizado pela Prefeitura por determinação do Poder Judiciário. “Não temos o que fazer”, revela. Disse que a Prefeitura está atrás de um parceiro, “mas não está fácil conseguir”, admite. Os Aurfervilles (são cinco loteamentos diferentes) tem um total de cinco mil lotes. Eles foram aprovados no governo Liberato Caboclo. O loteador começou a vender os lotes antes de concluir as benfeitorias obrigatórias por lei. A Prefeitura permitiu e o loteador não cumpriu a promessa, faliu e morreu. Os poucos compradores entraram na Justiça para que a Prefeitura assuma a responsabilidade. Ela cobra IPTU da região como se ele tivesse redes de água, esgoto, iluminação pública, asfalto e sarjetas. Mas não tem nada disso. O Poder Judiciário deu três anos de prazo. Agora, faltam dois. “A gente está procurando um parceiro para não sair do cofre público. Está difícil, mas a gente vai fazer. Se começar atrasado, pedimos mais um prazo para a Justiça”.

Por Rubens Celso Cri em 30/11/2019 às 10:00
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