Política

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 17 de janeiro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias de Rio Preto e do Brasil

Anunciado
A transferência do domicílio eleitoral (quando alguém transfere o título de cidade) de Itamar Borges, MDB, para Rio Preto é pedra cantada há mais de um ano. Bons atores, tanto ele como seus assessores juravam de pés juntos que tudo não passava de fofoca para colocá-lo contra o prefeito Edinho Araújo, do mesmo partido. Com domicílio aqui, pode ser candidato na cidade.

Traição
Márcia Fonseca, à época sua escudeira mais devota, negou as informações e disse que Itamar jamais faria isso com o prefeito Edinho Araújo, uma espécie de padrinho político do homem do bigode. Transferir o domicílio para Rio Preto seria uma traição à história dos dois. Itamar foi prefeito de Santa Fé lançado por Edinho com quem fez dobradinho para deputado na sequência. “Ele jamais disputa uma eleição contra Edinho”, dizia.

Ninho
Depois da transferência do domicílio todos querem saber onde Itamar vai se abrigar. Não há indícios de conversas entre ele e outro partido político em Rio Preto. O MDB não pode ter dois candidatos. A vaga é do Edinho. Cá entre nós, Itamar não transferiu o título eleitoral para Rio Preto para fazer graça. Em política, não existe gesto gratuito. 

Vácuo
Itamar pode ser o próximo Judas da cidade. Ele disse que ocupou um “vácuo”. Deixado por quem? Pelo prefeito de seu partido? Tem muita gente querendo entender. Uma hipótese muito remota e que não funciona é transferir o título na tentativa de evitar que Fausto Pinato, PP de Fernandópolis, o faça. Para congestionar a pista. Essa não é uma estratégia, mas uma trapalhada.  
 
Ser ou não ser
Falando em Fausto, por ora, o deputado federal do Progressista só cantou de galo. Ia transferir seu título de Fernandópolis para Rio Preto em janeiro. Não transferiu. Diz que tem tempo. Ia fazer uma pesquisa qualitativa para saber se conquistaria os votos de Bolsonaro na cidade. Não fez. Empurra com a barriga. Só pode empurrar até o começo de abril.

Musculatura 
Enquanto isso, seu partido, o PP da cidade caminha. Paulo Pauléra conseguiu, enfim, agregar um grupo independente, mas com muitos votos, liderado por Mateus Barbosa e Paulo Rocha. O grupo resistia por causa do segundo puxador de votos do PP, Gerson Furquim. Não queriam ser colonos do mais antigo vereador da Câmara. Embora Pinato tenha saído na foto, Pauléra trabalha para conquistar o grupo há mais de um ano. 

O silêncio de Pupo
O silêncio do vereador Renato Pupo, PSD, com mala pronta para se transferir para o PSDB na janela entre março e abril, e ser o pré-candidato a prefeito é ensurdecedor. Se os acordos estaduais se mantiverem vem aí uma chapa PSDB/DEM. Mas... 

Número
Rio Preto tem uma enxurrada de novos e de pequenos partidos nascendo a todo dia. Em geral, de direita e buscando o espaço entre os liberais. Novas lideranças, mas desconhecidas. Seria necessário muito dinheiro para fazê-las interferir nos números finais da eleição. Não existe um outro fenômeno Bolsonaro à vista. 

E agora, Valdomiro?
Valdomiro Lopes, PSB, já não ia encarar um candidato se o considerasse imbatível, mesmo se estivesse bonito na foto. Depois da segunda condenação por improbidade, desta vez por ter levado vantagem para entregar a concessão da coleta do lixo para a Constroeste, é que ele vai desaparecer de vez. Recoloca a candidatura de Orlando Bolçone no circuito para impedir que o PSB desapareça na cidade. 

Edinho e Rillo
Garantidos mesmo apenas Edinho Araújo, MDB, e João Paulo Rillo, PSOL, por uma frente da esquerda da província. O último, pela quarta vez consecutiva. Mesmo que não queira, levou um xeque-mate das circunstâncias políticas que a esquerda nacional vive. 

Por Rubens Celso Cri em 17/01/2020 16:30