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Política

Partidos de Rio Preto discutem cancelamento das eleições

Deputados e senadores cogitam essa decisão por causa da pandemia do Covid-19. Projetos são apresentados no Congresso Nacional

Os partidos políticos de Rio Preto concordam em adiar a eleição deste ano por causa da pandemia do novo coronavírus. O adiamento vai possibilitar a realização da eleição este ano e impedir que os atuais mandatos sejam prorrogados. Se ela for cancelada, os mandatos serão prorrogados e os atuais vereadores e prefeitos ficarão no cargo por seis anos. 
Pedro Nimer, presidente do diretório municipal do MDB de Rio Preto não discutiu o assunto porque, segundo ele, “ainda não é pauta” e que terá uma posição definitiva depois que “o diretório nacional tomar uma posição”. 

O pré-candidato do PSDB a prefeitura, vereador Renato Pupo, diz que “é necessário agir com responsabilidade”, mas que se for necessário é a favor do adiamento ou do cancelamento. “Aulas estão adiadas, os comerciantes estão fechados, eventos internacionais importantes e que movimentam milhões como Fórmula 1, NBA, Olimpíadas, Champions Ligue, Eurocopa, Copa América também” e que se “os especialistas recomendarem” elas devem ser adiadas.

O ex-prefeito Valdomiro Lopes da Silva, PSB, que até agora é o nome do partido para disputar a eleição, consultado, não retornou às solicitações da Gazeta. 
Roberto Toledo disse que tanto o DEM de Rio Preto como o de São Paulo vai obedecer a decisão do diretório nacional. Ela ainda não foi decidida. A provável candidatura do partido em Rio Preto, do ex-deputado estadual Orlando Bolçone, ainda está em cima do muro.

Diego Polachini, presidente do diretório municipal do Republicanos , diz “que não há que se falar em cancelamento, mas em um eventual adiamento para novembro ou dezembro”. Mas frisa que isso depende “da evolução da pandemia”.

Marcos Casale, cotado para ser vice de Renato Pupo, concorda com o adiamento. “Caso seja realmente necessário estender esse isolamento até setembro, como ouvimos o ministro Mandetta falar, uma saída seria adiar as eleições para dezembro deste ano, com a posse ocorrendo em janeiro, como sempre”. Mas diz que a prorrogação de mandatos é “antidemocrático e inconstitucional”.

Kawel Lott, do Podemos, diz que o certo é adiar as eleições como foi feita com a Olimpíada de Tóquio, mas não o cancelamento. Para ele, o momento é crítico “e a prioridade é preservar a saúde e a vida das pessoas” e “buscar um equilíbrio para não quebrar o Brasil”. Diz que é preciso esperar mais algumas semanas.
O vereador Fábio Marcondes, PL, acredita que nesse momento não tem coragem de comentar estratégia política e que seria mesquinho diante da “pandemia global que assola o mundo”. 

Os dilemas da esquerda

Luciana Fontes, presidente do diretório municipal do PSOL em Rio Preto, acredita que “inicialmente, seria interessante que nos preocupássemos em estabelecer um plano de contingência para preservar estes prazos e procedimentos que antecedem as eleições e, a princípio, manter o calendário eleitoral”. Ela discorda da posição da ministra Rosa Weber, presidente do TSE, que acredita que o debate é prematuro. E cria insegurança jurídica.

Para Carlos Henrique, do PT, “embora seja cedo para opinião sobre o cancelamento da eleição, é certo que aqueles que se aliam com o fascista do Bolsonaro deverão lutar para adiar as próximas eleições visto o isolamento político”. Caso mantenham as eleições deste ano, mesmo superando a pandemia, “sofrerão uma vergonhosa derrota”.

Por Rubens Celso Cri em 26/03/2020 23:59
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