Política

Constroeste pede R$ 100 mil de representante do MBL em ação por danos morais

Warlen Miiller diz que empresa venceu 4 concorrências públicas em apenas 15 dias, no valor de R$ 10 milhões, e que os contratos não deveriam ter sido assinados entre o município e uma empresa condenada por corrupção

A Constroeste entrou com uma ação por danos morais contra o representante do Movimento Brasil Livre, MBL, Warlen Miiller. A construtora pede R$ 100 mil de indenização. A história começa em um vídeo, onde Warlen informa que a Constroeste venceu quatro licitações em apenas 15 dias que somam um total de R$ 10 milhões. Ele afirma que a Constroeste foi condenada pelo Ministério Público por corrupção e não pode continuar mantendo relações com o poder público.

Warlen postou um segundo vídeo em que diz que a ação da empresa não vai calar a voz dele. Pelo contrário, vai estimular a continuidade das denúncias e da fiscalização. 

Na verdade, o Ministério Público não condena. Apenas faz a denúncia, quem condena é o Poder Judiciário. Warlen se refere à condenação que envolveu irregularidades na renovação do contrato de coleta do lixo urbano ainda no governo Valdomiro Lopes. 

A empresa, segundo sentença do Poder Judiciário, presenteou o Procurador Geral do Município, à época Luiz Antônio Tavolaro, com um Passat Alemão importado e outros benefícios. Outros membros do primeiro escalão também foram sentenciados como culpados incluindo o próprio prefeito Valdomiro Lopes da Silva Júnior.  

Warlen também faz queixas a atual administração. Questiona o prefeito Edinho Araújo por contratar a empresa, que foi condenada por improbidade administrativa e por atos de corrupção. Segundo a legislação, uma empresa condenada por esses crimes fica legalmente proibida de fazer negócios com o Poder Público. No caso da Constroeste, ela entrou na Justiça e conseguiu uma autorização para manter o direito de participar das licitações com os entes federativos municipais, estaduais e federal.

A Prefeitura não pode impedí-la de participar dos certames licitatórios. A assessoria de imprensa da Prefeitura enviou a seguinte resposta: “A empresa é livre pra entrar com ação, assim como ele. A prefeitura não tem qualquer relação com isso. A prefeitura não vai se manifestar”. Consultada, a Constroeste não se posicionou sobre o vídeo.

Por Rubens Celso Cri em 27/07/2020 13:58