Política

Partidos de Rio Preto concordam com mudança na data da eleição

Eles dizem que a transferência é necessária por causa da pandemia e é uma medida responsável

Os partidos políticos e os pré-candidatos à eleição deste ano em Rio Preto concordam com a mudança da data da eleição municipal. Todos os consultados admitem que a prioridade é a questão sanitária e que adiar a eleição por 45 dias não muda nada. Apenas o presidente do Republicanos, Diego Polachini, disse que o partido acabou concordando, embora ache a mudança desnecessária. 

O prefeito Edinho Araújo, MDB, vê bom senso no adiamento. “Prevaleceu a orientação de especialistas e cientistas de que, no mês de outubro, ainda haverá o registro elevado de casos do coronavírus. Assim, as eleições municipais deste ano terem sido adiadas para novembro foi uma demonstração de bom senso do Congresso Nacional, após diálogo republicano com o TSE, com a preocupação de proteger vidas em primeiro lugar”, afirma.

O pré-candidato do PSDB, Renato Pupo, disse que é uma medida preventiva responsável. “Muita gente que não era favorável começa a ceder”. Para ele, mesmo que se tome todas as cautelas necessárias durante a eleição, existe o período de campanha em que o corpo a corpo é inevitável. “Você adia o começo da campanha e quando a gente tiver que ir para a rua encontra uma condição sob controle, sem risco tanto para aquele que faz a visita quanto para aquele que é visitado pelo candidato”. 

O presidente do diretório municipal do PP, vereador Paulo Pauléra, emitiu uma nota onde afirma que vê o adiamento “como uma vitória da democracia pois estamos num momento pandemia aonde o eleitor não tem nenhuma condição psicológica de pensar em votar. Digo que as eleições prorrogadas trarão mais condições de debates em torno das ideias dos candidatos, sem deixar de mencionar que seria injusta para os novos candidatos que entrariam em desvantagem dos atuais que tem mandato”.

Pauléra acredita se as eleições fossem mantidas em outubro, os novos candidatos, que não são conhecidos, não competiriam na mesma igualdade. Não teriam como fazer o contato corpo a corpo com o eleitor. “Uma campanha para vereador é o corpo a corpo, o cumprimento, o cafezinho e o bate papo”, disse.

O presidente do diretório municipal do PDT, Carlos Arnaldo acha “a medida ponderada”. “Vai dar um tempo para que não aconteça as convenções e as eleições em si, no platô dos casos de Covid. Medida ponderada”, avalia. Para o presidente do DEM em Rio Preto, Roberto Toledo, a nova data não altera o pleito. “O curso é o mesmo apenas com data alterada. Para quem precisava de mais tempo para campanha foi beneficiado. Favorece quem está no poder porque, além do tempo que teve para propagar seu nome, vai prorrogar sua grife”.

Para os partidos de esquerda, a medida não muda nada. O presidente do diretório municipal do PT, engenheiro Carlos Henrique, disse que adiamento aprovado estava dentro do planejamento e que “não muda nada”. Luciana Fonte, presidente do Psol, acredita que a mudança “indica de fato a possibilidade exercício dos nossos direitos políticos sem as suas limitações, sem as inseguranças. Esse adiamento vai trazer um pouco mais segurança tanto para o partido quanto para os seus pré-candidatos para que consigam se colocar na disputa eleitoral e no cumprimento de todos os prazos legais previstos”.

O Republicanos de Rio Preto estava preparado para a eleição em 4 de outubro, segundo o presidente Diego Polachini. “Nós éramos contra, mas houve uma movimentação grande em Brasília, do TSE, e o partido decidiu concordar”, afirma. “Não sei se vai fazer muita diferença”, mas admite que adiamento dá aos candidatos mais tempo para a campanha de rua. “Se ela fosse mantida iria reduzir muito e prejudicar os candidatos", admite.

O diretório do Novo em Rio Preto diz que o partido “foi favorável à mudança nas datas das eleições neste ano única e exclusivamente por conta da pandemia”. Diego Fonn, vice-presidente do diretório municipal, diz que o “calendário alterará a estratégia do partido por conta das restrições de custos”. O Novo não vai usar dinheiro do Fundo Partidário na campanha, segundo ele, “respeitando o dinheiro do cidadão”. O Novo afirma que cada município deve decidir sobre a eleição na cidade e bancar os seus custos.

Marco Casale, pré-candidato e presidente do diretório do PSL na cidade, diz que a transferência é “muito positiva”. “Nesta época de pandemia que vivemos, com as regras de isolamento e sem possibilidade de reuniões com muitas pessoas presencialmente, é de extrema importância que sejamos cautelosos”. Para ele, “o adiamento vai ser fundamental” para que os candidatos tomem fôlego e tempo na construção e reuniões com grupos de apoiadores.

Por Rubens Celso Cri em 03/07/2020 13:08