Política

Rillo diz que não é mais possível tolerar as ações de Branco e pede Conselho de Ética

O vereador Anderson Branco afirma tratar-se de perseguição de seus adversários em ano eleitoral

 

O vereador Marco Rillo, Psol, diz que não é mais possível tolerar as práticas políticas do vereador Anderson Branco, PL, e, por isso, está recolhendo assinaturas para apresentar uma denúncia contra ele no Conselho de Ética da Câmara Municipal. Branco disse que está tranquilo e que tudo não passa de “picuinha e perseguição pessoal”. Na última sessão, terça-feira, realizada por videoconferência, o vereador Renato Pupo, PSDB, fazia uma exposição e teria sido atrapalhado por Branco várias vezes. O sistema técnico da Câmara usou o aplicativo Zoom.

Enquanto Renato Pupo fazia uso dos 10 minutos destinados aos líderes de bancada, um áudio de uma música atrapalhava a fala do vereador e, na sequência, aparecia a imagem de Anderson Branco. Na ocasião, Pupo reclamou e chegou a acusar Branco de interferência. Segundo a política de privacidade do aplicativo Zoom toda vez que alguém emite um som a imagem se direciona automaticamente para ele e interrompe a exposição anterior.

Rillo pede providências ao presidente da casa, Paulo Paulera, PP. O pessolista afirma que Branco quis de fato atrapalhar a sessão porque os técnicos da TV Câmara desligavam o áudio, mas o parlamentar insistia em ligar novamente. Anderson Branco se defende alegando que nunca usou o aplicativo e não está acostumado com ele e não sabe operá-lo, embora admite que os técnicos tenham feito uma exposição sobre o funcionamento. Disse “Não estou acostumado” e afirmou não saber se atrapalhou a fala de Pupo.

Ainda segundo Rillo, esta não é a primeira vez que Branco ataca colegas de plenário. O parlamentar citou o fato de que um assessor ligado ao gabinete de Branco divulgou fake news após rejeição de uma moção de repúdio contra o governador João Dória. Na ocasião, a divulgação de um cartaz com fotos de alguns dos vereadores que votaram contra o documento foi divulgada dizendo que eles tinham votado contra a reabertura do comércio. O caso quase virou uma CPI, mas o assessor segue investigado por uma comissão de funcionários concursados da casa.

O outro lado

O vereador Anderson Branco disse nesta quinta-feira pela manhã que foi “pego de surpresa” e que “é uma coisa muito pequena, é mais para o lado pessoal do que para Conselho de Ética”, entende. Para ele, em ano de eleição, os seus adversários políticos “querem me denegrir, mas não vão conseguir”. Alega que essa decisão de Marco Rillo é porque "estamos em ano de eleição. Então tudo pode acontecer. É uma coisa muito insignificante. Apenas o meu áudio, o meu microfone estava ligado”. Ele admite que teve toda a orientação dos técnicos da Câmara, “mas é a primeira vez que eu uso”.

Branco diz que "talvez estivesse vendo um vídeo, não lembro, alguma coisa no meu celular. O meu microfone estava aberto na fala do Renato" e afirma que vários vereadores também estavam com microfone aberto e que “ouvi músicas pelo sistema”. “Para mim é muito novo, é a primeira vez e não tem nada a ver com maldade da minha parte, de jeito nenhum. Não foi intencional, mas por acidente técnico”. Reafirma que fato é muito insignificante e que tudo não passa de perseguição política. "Não cabe Conselho de Ética, é uma perseguição pessoal’.

Conclui afirmando: “Quanto mais batem (em) ne mim mais eu cresço”.

Por Rubens Celso Cri em 09/07/2020 12:50