Política

‘Valdomiro Lopes é o mais popular’, diz Marco Casale sobre o apoio que recebeu do ex-prefeito

Marco Casale, PSL, foi o entrevistado de hoje na sabatina realizada na redação do jornal Gazeta de Rio Preto

O entrevistado de hoje na sabatina realizada na redação do jornal Gazeta de Rio Preto foi o candidato Marco Casale, PSL.

Entre muitos assuntos abordados, Casale disse ter cinco eixos em plano de governo, criticou o prefeito Edinho Araújo e afirmou não acreditar em desgaste devido ao apoio recebido de Valdomiro Lopes. “Valdomiro é o prefeito mais popular de Rio Preto”, afirmou. Questionado sobre uma possível rejeição do ex-prefeito, Casale foi enfático: “Vamos ver nas ruas, nos próximos dias, se existe essa rejeição mesmo”.

Marco Casale disse que se sente preparado para ser prefeito de Rio Preto depois de uma vida de trabalho de 30 anos como engenheiro. Disse que se envolveu ainda em 2017 com as mobilizações políticas e, desde então, tem sido convidado para organizar a direita na cidade e na nossa região. Sua candidatura a deputado estadual em 2018 fez parte desta estratégia.

O candidato começou criticando a forma pela qual a Prefeitura administrou a pandemia de coronavírus. Disse que Rio Preto teria que ter testado pelo menos 40% da população, algo em torno de 200 mil habitantes. Para ele, faltou uma estratégia de combate à pandemia que incluísse um plano de emergência para atender às pessoas que criam empregos e geram renda. Acredita que nesse assunto o presidente Jair Bolsonaro, sem partido, está com a razão. E culpa o Supremo Tribunal Federal por ter tirado a administração da pandemia do governo federal e transferido para governadores e prefeitos. Ele também disse que o veto à cloroquina foi política. Ainda sobre o assunto, revelou que seu grupo político tem a melhor pessoa dentro da cidade para uma situação desta. Terezinha Pachá, candidata à vice, foi secretária de Saúde no governo Valdomiro Lopes.

Dedicou parte de seu tempo para criticar os deputados Carla Zambelli e Coronel Tadeu. Ambos são de seu partido e estão apoiando outro candidato aqui na cidade, Paulo Bassan, PRTB. A vinda do deputado Tadeu causou constrangimento. Entre outras coisas, disse que Zambelli não tem representatividade, respeito e poder político dentro do partido. Alguns deputados não têm compromisso partidário e alerta: “podemos ter uma surpresa”. Casale criticou Paulo Bassan, outro candidato bolsonarista. Disse que não conseguiu construir o partido, saiu para tentar montar outro e dividiu os grupos do PSL que existiam. 

O bolsonarista registra que seu plano de governo tem cinco eixos: saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda e bem estar social. Entretanto, ele ainda citou esporte e cultura como dois temas que não podem ser diminuídos dentro do grupo. Por outro lado, Casale acentua que neste momento o mais importante é a saúde pública. A atual gestão depreciou alguns trabalhos, diz.

A Prefeitura de Rio Preto tem 26 secretarias, empresas públicas e autarquia. O candidato diz que elas serão ocupadas desde o primeiro dia por pessoas que são do ramo, que entendem do assunto, por meritocracia e não vão virar cabide de emprego por causa de acordos políticos que o PSL não fez e não faz. 

O candidato do PSL também acredita que as queimadas tem data marcada e poderiam ter um plano preventivo para evitar os incêndios. Disse o mesmo sobre o racionamento. Nos meses de agosto e outubro não chove. Por isso é necessário um trabalho de desassoreamento da represa municipal, principalmente nos lagos 2 e 3, que podem ser um grande reservatório. Também acredita que para o futuro é necessário buscar água no rio Grande. “Para uma cidade de um milhão de habitantes”, disse. O candidato também não vê mais sentido na retomada das aulas presenciais a esta altura, a menos de dois meses para o fim do ano letivo.

Casale acredita que a favela da Vila Itália é uma situação fácil de ser resolvida. Com vontade política, a própria Prefeitura pode comprar aquela terra e resolver. Ele citou ainda a acomodação dessas famílias em programas oficiais do governo federal. Outra possibilidade: citou que o ex-prefeito Valdomiro Lopes, que conseguiu trazer 10,8 mil casas para Rio Preto. Ele é a pessoa correta, disse, para abrir portas em Brasília e São Paulo para conseguir alocar essas pessoas em projetos do governo.   

Para ele, em caso de vitória, a prioridade dia 1º de janeiro de 2021 será o atendimento ao cidadão que está desamparado, sem emprego e renda. E para aqueles que estão falindo. E até se preparar para uma segunda onda de Covid-19, como está acontecendo em países que passaram pela primeira.

Marco Casale foi o sexto candidato a prefeito de Rio Preto a conceder entrevista ao vivo, direto da redação da Gazeta de Rio Preto.  Amanhã, às 11h, será a vez da candidata Celi Regina, PT. A série segue até o dia 21 de outubro.

Veja a entrevista completa com Marcos Casale clicando aqui.

Por Priscila Silva em 15/10/2020 14:50