Política

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 05 de março

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

Disputa I

As próximas eleições para a diretoria da Famerp, Faculdade de Medicina de Rio Preto, terá neste ano uma nova chapa como opção na disputa pela gestão de uma das mais importantes instituições da cidade. Ela é formada pelos médicos Mário Abbud Filho e Fernando Nestor Fácio. A chapa da situação é encabeçada por Francisco de Assis Cury (diretor) e Helencar Ignacio com apoio do atual diretor, Dr. Dulcimar Donizeti de Souza. As eleições acontecem ainda este mês, no dia 25 de março.

Disputa II

Muitos não sabem, mas a Faculdade de Medicina é responsável por um dos maiores orçamentos da cidade. A Famerp é a instituição-mãe que gerou, após sua criação, o Hospital de Base (Funfarme) e todos os seus aparelhos institucionais como Hospital da Criança e Maternidade, ambulatório, Hemocentro e os convênios de atendimento a várias unidades de saúde espalhadas em Rio Preto.

Parlamento Regional

Nesta sexta-feira, dia 5 de março, o presidente da Câmara, Pedro Roberto Gomes, Patriota, faz uma reunião virtual com presidentes e vereadores de Câmaras Municipais da região para discutir o Parlamento Regional, após a implantação da Região Metropolitana. Serão 35 cidades e 650 mil habitantes. 

Caducando

Ontem, quinta-feira, os vereadores se reuniram por teleconferência para discutir dois concursos que foram realizados, não foram homologados e os aprovados temem que caduquem. São nas áreas de Saúde e Administração.

O dono da bola

João Paulo Rillo, Psol, começa a “engolir” os outros vereadores durante as sessões. A condição intelectual, o domínio absoluto da palavra, o raciocínio na velocidade da luz, a cultura geral, a memória de elefante e a rapidez no gatilho começam a incomodar.

Diferentão

Sozinho, tem imposto o ritmo das sessões, postergado votações, mudado posturas e votos. Principalmente junto à base do prefeito. É um “cabra” raro no sertão do Avanhandava. A língua é rápida, afiada como Django em faroeste italiano. O interlocutor morre antes de piscar.

Mundo maravilhoso

Há 2 sessões em um de seus discursos, João Paulo conseguiu fazer com que o seu maior opositor e coordenador da base do prefeito, Paulo Pauléra, PP, retirasse de votação um veto que favorecia a Prefeitura. Na última sessão, votou a favor e elogiou o vereador bolsonarista Anderson Branco, PL.

Na gaveta

Do jeito que a banda toca, além de candidato a deputado estadual, o Psol começa a construir a quarta candidatura de João Paulo à Prefeitura de Rio Preto. Foi em 2008, 2012 e 2016. Em 2008 perdeu a eleição para o Edinho por apenas 3 mil votos.

Agulha no palheiro

Pela primeira vez em décadas é possível afirmar que a atual Câmara é melhor do que a passada. São vários atores. Políticos lúcidos e debatedores qualificados. Renato Pupo, PSDB, Jean Charles Serbeto, MDB, Pedro Roberto, Patriota, o ex-presidente Paulo Pauléra, PP, são os “bons de boca”. Com a chegada dos advogados conservadores Odélio Chaves, PP, e Bruno Marinho, Patriota, e do progressista João Paulo é nítida a qualidade dos debates.

Na massa

A palavra não é a única arma do vereador. Celso Luiz Peixão, MDB, trabalha 20h por dia. Jorge Menezes volta para a Câmara pela 5ª vez. Isso não acontece por acaso. Karina Caroline tem um trabalho intenso junto a famílias, associações assistenciais e defesa dos direitos das mulheres. 

Branco, o maduro brasileiro

É visível e palpável o amadurecimento (pela postura em Plenário) do vereador Anderson Branco, PL. Não domina a palavra como alguns poucos, mas é corajoso, defende seu ponto de vista com unhas e dentes e enterra o dedo na ferida. O tempo vai dizer qual é.

À esquerda, o que é da esquerda

A nomeação da advogada Luciana Fontes, presidente do diretório municipal do Psol em Rio Preto, para o gabinete do vereador João Paulo Rillo, foi publicada ontem no Diário Oficial do Município. A coluna antecipou a informação. 

De Giuli, borocochô

Depois de perder seu principal assessor e articulista político, o jornalista Tiago Passos, a vereadora Cláudia De Giuli, MDB, anda um pouco calada. Foi assim na última sessão. Entrou quieta e saiu muda. As castrações de animais, uma de suas maiores bandeiras, estão paralisadas.

Mostrar serviço

Em que pese sua produção volumosa, Jean Charles perde, neste primeiro momento, para o Cabo Júlio, PSD, e Bruno Marinho. Os dois novatos são os que mais protocolaram projetos nesse começo dos trabalhos. Cabo Júlio quer que as crianças com Déficit de Atenção tenham lugares especiais nas classes do ensino municipal.

Orelha quente

Mesmo com o aumento do horário de funcionamento das igrejas das 18h para às 20h o prefeito Edinho Araújo, deve ter ficado com as orelhas muito quentes na última terça-feira. Vereadores cristãos, evangélicos e católicos criticaram a medida. Alegam que no momento da pandemia as igrejas são uma espécie de porto seguro apara os fiéis. 

Zerados

A nomeação de Beto Perosa para coordenar a coleta do lixo na capital paulista é o último pagamento ao PSDB local por ter aberto mão da candidatura a prefeito sem espernear publicamente e entrado na coligação que elegeu Edinho Araújo. Após a eleição para a Mesa da Câmara, a jornalista Luciana Machado, a esposa de Perosa virou diretora na Câmara.

Em casa

Os “Perosa” não são neófitos. Não chegaram ontem. Antônio Perosa, o Agrônomo de Urupês, foi amigo de Mário Covas, Aloysio Nunes e FHC, um dos fundadores do PSDB, e deputado constituinte em 1986. Um dos autores da Constituição de 1988. Beto Perosa está em casa. O reinado dos Vaz de Lima afastou os verdadeiros tucanos do partido aqui na região. O partido tinha dono. Nem Aloysio Nunes conseguiu tirar o diretório da mão do clã. Só estão voltando para casa. 

Memória

Rio Preto vive de pandemia em pandemia desde 1901. Em 1901 e 1902 a peste bubônica e a varíola matavam casa sim e na outra também. A região convivia com a Malária, a febre e as mortes cotidianamente (a região era uma grande Mata). Em 1918 chegou a Gripe Espanhola e ao mesmo tempo a varíola, que voltou com tanta intensidade, que em 1921 a Prefeitura foi obrigada a criar o “Isolamento Municipal”. Em 1945 a malária “matou” Monte Belo (entre Nova Itapirema e Nova Aliança). A previsão é que a Vila ia ser tanto ou maior que Rio Preto. Sobraram 200 pessoas. Entre 1901 e 1918 essas doenças fizeram nascer a Casa da Caridade e, na sequência, a Santa Casa. Ambas exatamente onde é a Santa Casa até hoje.

Falta história

Não falta doença. Falta memória. Sem ela, a pandemia de 2020 será apenas uma nota de internet daqui a 100 anos, em 2120. Sem ela, esquecemos toda a lição. Veja a diferença: em 1918 morreram 17 mil pessoas no Rio e 5 mil em São Paulo, capital. Nem é necessário comparar com a Covid. À época, foi um ano de tristeza e luto. Hoje, quase 300 mil mortes são naturais.

Por Rubens Celso Cri em 05/03/2021 08:00