Política

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 07 de maio

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

Pedro anuncia duas sessões por semana

A partir da próxima semana, a Câmara Municipal de Rio Preto passa a realizar sessões às terças e quintas-feiras. A decisão vem na esteira de uma série de críticas dos próprios vereadores. Dizem que as sessões são improdutivas e que não se vota nada. Pedro Roberto, Patriota, disse que “adora a observação” de que a Casa só discute questões da cidade.

Objetivo alcançado

O presidente disse que, ao realizar discussões ao longo de 4 horas e não conseguir votar projetos que estão na fila, a Casa realiza o seu papel. Discutir os problemas e apontar os rumos corretos ou questionar os que foram tomados. “Aqui nós discutimos a cidade, os problemas da cidade, essa é a função do Parlamento”, disse ele. Ufa! Alguém entendeu o que significa Parlamento. 

Compasso de espera

O Conselho de Ética da Câmara aguarda o prazo para que o vereador João Paulo Rillo, Psol, entregue sua defesa. Ele é acusado de quebra do decoro parlamentar ao chamar os vereadores de “canalhas” durante a discussão da criação do Conselho da Diversidade Sexual. Ele tem 15 dias úteis para entregar a defesa.

O dia D

Segundo o presidente do Conselho de Ética, Paulo Pauléra, PP, a Comissão Processante pediu à Diretoria de Comunicação a transcrição e a cópia da sessão em que Rillo faz a acusação. Assim que o vereador entregar a defesa e o material requisitado chegar começam as investigações, audiências e depoimentos. O vereador tem até o dia 12 de maio para entregar a defesa e a Comissão 30 dias para produzir o relatório.

Oi, sumido!

Após sair de cena quase que completamente ao virar secretário de esportes, o vereador licenciado Fábio Marcondes (PL) tentou emplacar aula de zumba na TV Câmara. O projeto foi barrado pela diretora Thais Machado com o argumento de falta de equipe devido a pandemia. Funcionários trabalham em sistema de rodízio e não há previsão para voltar à normalidade.

À unha

Fábio Marcondes é bem mais atrevido noutra situação. Arrumou uma briga com o ex-deputado estadual pelo antigo PMDB José Eduardo Rodrigues, presidente do Rio Preto Esporte Clube. Quer que ele se demita. O poder econômico da cidade tenta destituir Rodrigues faz tempo. Não consegue nem no voto, nem na Justiça. Todos concordam que o Clube é fechado, cheio de segredos e, talvez, com alguma irregularidade. De outro lado, pessoas ligadas ao time e ao Zé Eduardo afirmam que o secretário deu murro em ponta de faca.

Origem

Quando Edinho Araújo, MDB, foi prefeito de Santa Fé do Sul, José Eduardo era deputado estadual do PMDB, para a região da Alta Araraquarense (hoje, Noroeste Paulista). Eram do mesmo partido. Em 1981 Zé deixou a Assembleia e Edinho chegou em 1982. Não se sabe a quantas andam a relação atual dos dois.

Ops

Vereador Odélio Chaves (Progressistas) não participou da última sessão porque sofreu um acidente doméstico enquanto cuidava dos filhos e machucou algumas costelas. Ajudou muito na articulação do projeto de anistia do Semae, mas não votou. Apesar do escorregão, segue firme no propósito de ser líder do governo na Câmara. Matheus Barbosa, filho do veterano Gilberto Barbosa, é o suplente de Odélio.

Também quero

João Paulo Rillo (PSOL) gostou da ideia de Odélio Chaves e também ousou. Durante a fala na Tribuna, na última sessão, o psolista convidou a secretária de Educação para live em redes sociais. O vereador sugere que a chefe da pasta vem tropeçando desde que assumiu o cargo e, se aceitar, poderá ficar com as rédeas e definir hora, local e plataforma virtual. Rillo só não abriu mão de uma coisa: perguntar. E agora, Fabiana Zanquetta?

Desbravando

Vereador Bruno Moura, PSDB, estava em São Paulo realizando reuniões com caciques tucanos e deputados. Na quarta-feira esteve em reunião com o Geraldo Alckmin e ontem, quinta-feira, 6, esteve com o deputado federal Luiz Carlos Motta, PL.

Fala muito

Na última sessão, Moura voltou a se desentender com o vereador João Paulo Rillo. Pediu para o vereador do Psol falar menos e fazer mais. Voltando-se ao presidente da Câmara, Pedro Roberto, Patriota, Moura propôs que ele ceda a cadeira para João Paulo assumir, sugerindo que o homem do Psol conduz os trabalhos e manobra para levar a sessão para onde deseja.

No quadrado

O vereador do PSDB é voluntarioso, realiza programas sociais importantes para a comunidade, mas dizer que na Câmara não é lugar para falar e sim para fazer é, no mínimo, ser mal informado. Segundo a Constituição, vereador propõe Leis e fiscaliza o Executivo. Só isso.

Despachante?

Vereador que “faz as coisas” é apenas um despachante de luxo. Um pedinte que vaga entre gabinetes na tentativa de tapar um buraco, fazer um recape, encontrar uma vaga em creche. Vereador que pensa assim, se elegeu para o cargo errado. Essa é a função do prefeito e dos secretários. As pessoas veem no ato de “despachar” no varejo em favor do cidadão o toma lá, dá cá. Quem pede e recebe alguma coisa, tem que entregar os anéis. Eventualmente, os dedos.

Branco contra o assédio

“Como presidente Da Comissão de Direitos Humanos, me coloco a disposição das vítimas do assédio sexual do Hospital de Base e a que precisar”, sugere em nota o vereador Anderson Branco, PL. Ele se refere ao suposto caso de assédio sexual no HB. A Gazeta de Rio Preto revelou a história.  Branco diz que “os casos são crescentes em nosso país e em nossa cidade. Graças a divulgação e publicidades contra o assédio as vítimas estão denunciando. Como presidente dessa Comissão (me) coloco a disposição das vítimas de assédio para apoio, acolhimento e orientação na cidade”.

Conselho

O ex-vereador e presidente municipal do DEM, jornalista Roberto Toledo, escreveu que o vereador João Paulo Rillo queria fazer uma reunião do secretariado em plena sessão. Rillo pediu a convocação de dois secretários e o convite de um terceiro. Roberto Toledo (Bob, para os íntimos) registra, no entanto, que todos os três requerimentos foram derrotados. Alguém precisa sugerir ao vereador, conclui, que “moderação e temperança são virtudes notáveis”.

Guarda ou PM?

O vereador Paulo Pauléra homenageou 15 guardas municipais com uma moção de aplauso. Teria passado despercebida não fosse uma moção de aplauso a um trabalho policial feito pela Guarda Municipal. Ela não tem função de polícia. A Guarda existe para cuidar de bens públicos. Patrimônio da cidade. Numa situação como esta, ela tem que chamar a PM. Os 15 guardas recuperaram bicicletas roubadas e prenderam o ladrão. O vereador Tenente-Coronel Jean Charles votou a favor e não disse um “a”.

Por Rubens Celso Cri em 07/05/2021 00:18