Política

Confira os bastidores da política desta quinta-feira, dia 03 de junho

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

Bola cantada

Empossado como novo secretário estadual de Agricultura, Itamar Borges nomeou Edinho Filho, MDB, assessor. A coluna adiantou que a presença de Edinho Filho nas viagens e reuniões políticas do pai indicavam que ele seria candidato em 2022. Ele e Itamar Borges vão fazer uma dobrada na eleição do ano que vem. Itamar é candidato à reeleição e, Edinho Filho, à deputado federal. É a pá de cal nas pretensões do diretor do Procon, ex-vereador Jean Dornelas, que pretendia disputar esse cargo. Ao menos, pelo MDB.

Não sabe

Audiência pública com o secretário de Trânsito, Amaury Hernandes, para explicar porque a Prefeitura pode prorrogar o contrato do transporte coletivo foi tranquila até a intervenção do vereador João Paulo Rillo, Psol. Hernandes disse que não é possível propor um edital de licitação sem número de passageiros dia, quilômetros rodados. A pandemia retirou mais de 50 mil pessoas do transporte coletivo em Rio Preto e não é possível saber se as empresas vão querer continuar, mesmo se o contrato for prorrogado. Apenas na normalidade, diz, será possível saber exatamente quantas pessoas voltarão a usar o transporte coletivo. E assim, ter os dados para o edital de concorrência.

A real

Na verdade, nenhum dos 17 vereadores faz a leitura do projeto do prefeito para o transporte coletivo. Quando ele fala em “prorrogar” o contrato com as atuais empresas, não pensa em 10 anos. Ele pretende mesmo é fazer uma “revolução” no setor. Para isso, precisa do estudo da USP que contratou com problemas e soluções. O novo desenho da cidade, após um boom de crescimento que não para, vai dizer como está e o que fazer para mudar. Hoje a cidade é dividida em dez regiões, dezenas de novas avenidas e o anel viário. Odélio “quase entrou no assunto”. Pedro Roberto bateu na trave.

Impressão digital

Além de “mudar tudo”, ele quer deixar como uma de suas marcas. Para isso, vai prorrogar. Mas, até conseguir encontrar o “modelo correto”. Formatado o edital com as mudanças, abre a licitação. Edinho precisa “abrir” o seu projeto para um vereador de confiança defendê-lo na Casa. Sabe que o nosso modelo de transporte coletivo é equivocado, velho e maltrata os trabalhadores.  O trabalhador que vai num bairro há dois quilômetros tem que andar 10, ir ao centro e pegar outro que roda mais 10. Demora duas horas para fazer um trajeto de 10 minutos. 

Só “love”

Rillo após ouvir de Amaury que é necessário a estabilização nos dados para abrir uma licitação, propôs uma concorrência em que especialistas façam um edital cujo contrato seja flexível, se adequando a cada momento, dependendo da quantidade de passageiros, da quantidade de ônibus e quilômetros rodados. Hernandes, mais bravo do que nervoso, afirmou que Rillo não entende nada do assunto e não sabe do que fala. “Isso é impossível. As empresas nem participam. A concorrência corre o risco de ficar deserta (quando ninguém faz proposta). Elas precisam de garantia de equilíbrio financeiro para assinar um contrato desse tamanho”, afirmou. João Paulo diz que prorrogação sem consulta pública “é um sequestro da democracia”.

Faroeste

Na audiência sobre transporte coletivo, o vereador Cabo Júlio, PSD, perdeu o controle da direção. Disse que está cansado de ter o rosto estampado na internet (redes sociais) informando como ele vota. Para ele, os “banners” se parecem com cartazes de bandidos procurados em filmes de faroeste americano. Quem ouviu, ficou achando que o Cabo Júlio quer esconder da população como ele vota.   

“Arnesto nos convidou...”

Nove dos dezessete vereadores participaram da audiência pública com o secretário de Trânsito, Amaury Hernandes: Bruno Marinho, Patriota, Bruno Moura, PSDB, Cabo Júlio, PSD, João Paulo Rillo, Psol, Paulo Pauléra, PP, Pedro Roberto Gomes, Patriotas, Celso Luiz Peixão, MDB, Odélio Chaves, PP, e Karina Caroline, Republicanos. A audiência foi transmita ao vivo pela TV Câmara, canais aberto e fechado, YouTube e pelo site da Câmara. Os faltosos podiam ter deixado um bilhete na porta. Não é mesmo, “Arnesto”?

Enquadrado

Na última sessão, o vereador Bruno Moura, não alterou a voz nem foi acusado de fazer ameaça. Línguas que pingam ácido e vivem no escurinho do cinema juram que ele foi chamado para uma conversa com dirigentes tucanos. Passou grande parte da sessão ao celular. As mesmas línguas dizem que o interlocutor é um grã-tucano, servindo como GPS. Esse grã-tucano pode dizer ao vereador que a Câmara é um local para esgrimar. Com palavras. 

Curva de rio

A divisão e as rusgas entre os vereadores da base do prefeito e os da oposição estão parando todas no Conselho de Ética. A primeira foi uma representação do vereador Bruno Moura, Cabo Júlio e Anderson Branco, contra João Paulo Rillo. A segunda, do Psol contra Bruno Moura. A terceira, de Anderson Branco contra Renato Pupo.

Novo round

Existe uma quarta representação no forno. Renato Pupo aguarda decisão sobre seu caso. Ele foi acusado por quebra de decoro pelo vereador Anderson Branco. Se o Conselho aceitar, ele deverá entrar com uma representação contra o vereador do PL também por quebra de decoro.  

Provocação

Branco havia feito críticas a Renato e, nelas, disse que ele “não tem vergonha na cara”. A resposta de Pupo vista por Branco como ofensa à sua honra e à de sua esposa, foi: ele “tem lá seus motivos para não gostar da Polícia Civil parece que teve um sócio lá, um desafeto lá”.  Referiu-se à Polícia Civil.

Assédio

Essa briga particular começou há mais de dois anos quando o vereador Branco acusou o ex-delegado Seccional, José Mauro Venturelli, de assédio moral e sexual. A esposa de Branco é policial civil e trabalhou na Seccional. O caso foi enterrado no MP e na Corregedoria da Polícia. Mas, a briga não acaba.

Desgasta

Quem começa a sentir o desgaste que a divergência provoca é o presidente do Conselho de Ética, Paulo Pauléra, PP. Embora diga que “tá lá para isso”, as picuinhas começam a constranger e desgastar. São poucos parlamentares para tantas denúncias no Conselho. A Câmara Federal, com 503 deputados, tem meia dúzia de casos. 

Jogou a toalha

Jorge Menezes jogou a toalha e abandonou o Conselho de Ética. A vaga ficou com Cabo Júlio Donizete, do mesmo partido. No Conselho, “tá puxado”.

Prevenção

Ao saber que Conselho de Ética “poderia não aceitar a representação do diretório contra Bruno Moura porque o vice-presidente da legenda não teria comprovado o cargo”, o Psol se mexeu. Fez um anexo na denúncia e colocou a documentação fornecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, TSE. O Conselho é composto por cinco vereadores. Eles que decidem se aceitam ou rejeitam a denúncia.

Por Rubens Celso Cri em 03/06/2021 00:13