Política

Renato Pupo depõe no Conselho de Ética e nega ter ofendido Anderson Branco

O Conselho tem 15 dias para apresentar um relatório apontando se houve quebra de decoro por parte do vereador Renato Pupo ao acusar Anderson Branco de ter um "sócio" na Polícia Civil

O vereador Renato Pupo, PSDB, depôs na manhã desta quarta-feira (21) na Comissão Especial de Investigação (CEI – o mesmo que uma CPI). Ele foi acusado pelo vereador Anderson Branco, PL, de ter cometido um ato de improbidade durante uma sessão. Seu depoimento previsto para ontem, foi adiado após ele apontar uma série e ilegalidades que foram cometidas pelo Conselho ao convocá-lo. Celso Luiz Peixão, presidente da Comissão Processante, admitiu os erros e reconvocou Pupo para esta manhã.

O vereador é acusado de ter cometido um ato de improbidade administrativa por ter dito em uma sessão que Anderson Branco tem um “sócio” na Polícia Civil. Branco acusou o ex-delegado seccional José Mauro Venturelli de ter assediado sua esposa sexual e moralmente. Ela é policial civil e trabalhava na mesma repartição que Venturelli. O caso foi parar na Corregedoria da Polícia e no Ministério Público. Acabou arquivado.

Branco alega que, ao dizer que ele tem um "sócio" na Polícia Civil, Renato Pupo teria extrapolado o ambiente político e ofendido sua família durante uma sessão. Renato Pupo contrapõe o argumento dizendo que apenas trocou a palavra desafeto por sócio. Ele afirma que chamar alguém de sócio não é uma ofensa.

O depoimento foi curto e nele Pupo ouviu do presidente da Comissão, Celso Peixão, que ele estava lá como delegado. Pupo corrigiu e aproveitou para lembrar que todo mundo erra, troca de palavra, e isso não significa um ato de improbidade. Pupo se negou a prestar depoimento ontem porque Anderson Branco fez um adendo (quase uma nova denúncia) e o Conselho de Ética não informou o processado. O que é ilegal.  

O vereador tucano disse ainda que, caso o Conselho lhe aplique alguma punição, vai representar contra Anderson Branco. Na mesma sessão em que Renato disse que Branco tem um sócio na Polícia Civil, ouviu em troca por duas vezes que “não tem vergonha na cara”. Pupo fez esse pedido no início dos trabalhos, mas o Conselho não apurou esse fato. Pupo pediu, então, que essa informação conste do relatório final desse processo.

Pupo depôs acompanhado do advogado e professor universitário, Paulo Yunes.

Por Rubens Celso Cri em 21/07/2021 15:50