Política

Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 17 de setembro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

Pescoço

Jean Charles Serbeto, MDB, pode ser punido pelo Tribunal de Contas do Estado, TCE. Suas contas do período em que foi presidente da Câmara foram, num primeiro momento, rejeitadas pelo TCE. A diretoria jurídica conseguiu empurrar a decisão final para o dia 30. Em troca, a Câmara vai alterar a legislação que regula a contratação dos assessores dos gabinetes. A Lei em vigor é ilegal. Todos os assessores têm que ter curso superior. Projeto atende aos apontamentos feitos pelo TCE e assim elimina a rejeição das contas de Serbeto.

Não é comigo

As observações para que a Lei fosse mudada começaram na administração do ex-presidente Fábio Marcondes, PL. Ele ignorou. Na sequência, Jean Charles Serbeto, também. As observações passaram a ser “apontamentos” (tem de obedecer). Depois de Serbeto, Paulo Pauléra, PP, tocou mais dois anos sem as mudanças.

Rebola, Pedro

Pedro Roberto, Patriota, novo presidente, foi informado. Com a intenção do TCE de rejeitar as contas de Jean, a Câmara se volta para o problema. A rejeição das contas leva o agente público à inelegibilidade. E o problema se dá com quem é considerado o maior conhecedor do Regimento Interno da Casa (entre os vereadores) e pessoa de extrema credibilidade. Para consertar a situação, Pedro Roberto rebola.

Respeito

O projeto faz malabarismo semântico e mantém o chefe de gabinete como “assessor chefe de gabinete”, e exige curso superior. Os outros funcionários passam a ser “assistentes” e não “assessores” e podem trabalhar sem o curso superior. Quando Jean Charles votou em Pedro Roberto para a presidência, estava salvando a própria pele. Hoje opositores, Pedro jamais tomaria essa atitude para salvar um dos outros presidentes. 

Se lixando

Hoje dez gabinetes atendem as regras do Tribunal. Em dois, os chefes estão fazendo cursos superiores e se formam em 2022. Cinco estão se adequando. E o gabinete de Rossini Diniz, PL, completamente irregular. Ele não está muito preocupado. Diz que não vai votar a favor da mudança porque não precisa de assessor com curso superior.

Restos

Rossini não acompanha a frequência de seus funcionários. Durante o período de home office, seu chefe de gabinete Kleber Mello (Klebinho Kizumba) teria se deslocado para o Rio de Janeiro. Publicou fotos nas redes sociais em dias úteis ao lado de celebridades. Não houve desconto nos holerites.

De Marcondes

Kleber seria homem de Fábio no gabinete de Rossini. Marcondes é presidente do PL, partido de Rossini. Reza a lenda que Fábio Marcondes teria ligado para Kizumba e perguntado o que ele fazia três meses seguidos no Rio? Caso ele tenha ficado três meses, o caracteriza funcionário fantasma.

A festa

Em 2016, Marcondes teve que demitir o pastor Idekim Júnior por ser um funcionário fantasma. Depois que a história de Kizumba veio à público, jornalistas começaram a receber denúncias de que outros fantasmas fazem morada no prédio da Silva Jardim. Quem sabe a polícia aparece.

À caça

O secretário de Esporte, Fábio Marcondes, vereador licenciado e também acusado de promover esquema de rachadinha, tem um plano perfeito para achar o “alcagueta”. Vasculhar as câmeras de segurança da agência dos Correios e da vizinhança para descobrir quem postou a denúncia anônima que chegou à delegacia de polícia e virou investigação. 

Com dinheiro público

O vereador João Paulo Rillo anunciou uma representação no Ministério Público para investigar a empresa de logística Imagem Aviação que teve os caminhões com a marca da Defesa Civil do Governo do Estado de São Paulo flagrados pela jornalista Bia Menegildo na passeata de 7 de setembro em apoio ao pretendido golpe e acabou virando um espetáculo circense. 

Curtidos no ódio

A divisão na Câmara está criando inimigos e não adversários. O grupo de 11 vereadores que está sendo investigado por um possível esquema de rachadinha em seus gabinetes decidiu radicalizar e eliminar a oposição e, em especial, o vereador Renato Pupo, PSDB. É maioria e tem votos para isso. Hoje é raro um requerimento, moção ou projeto de Renato Pupo ser aprovado. Ele homenageou voluntários e os vereadores rejeitaram. Ele fez uma moção de aplauso ao atleta Claudinei Batista dos Santos, medalhista de ouro nas Paraolimpíadas de Tóquio. Foi rejeitado.

Na trave

Na última sessão, Pupo apresentou uma moção de aplausos ao governador Joao Doria, PSDB, por instituir o Programa Dignidade Íntima, que vai distribuir itens de higiene menstrual para estudantes (basicamente absorvente íntimo). Muitas meninas, na verdade milhões em todo o estado, deixam de ir às aulas nesse período após bullying. Abandonam a escola. A votação ficou em 7 a favor e 7, contra. Pupo só conseguiu aprovar porque empatou e o presidente desempata. 8 a 7.

Contra o caixa

A base prejudica o próprio prefeito. Todo o dinheiro estadual que vem para Rio Preto, incluindo o anunciado pelo vice-governador Rodrigo Garcia, PSDB, para equipar o Hospital Municipal Domingo Braile, na região Norte, mesmo que seja de emendas, só é liberado após a autorização de Doria, de quem Edinho Araújo é próximo, apoia e precisa para administrar a cidade. Doria não é flor que se cheire. O tenente coronel de Sorocaba pode falar melhor.

 Rancor

O vereador Odélio Chaves, PP, não esconde o rancor que nutre pelo vereador JP Rillo, Psol. O tom de cada pronunciamento ou voto dado contra projetos de João Paulo vai desnudando o vereador, extremamente transparente em suas emoções. Na última sessão, ao descobrir que o requerimento era de João Paulo, votou contra com raiva.

O homem de Deus

Contradição de Odélio: voto contra projeto do vereador Renato Pupo que combatia a pobreza menstrual. Pastor, procura fazer o bem, é parte de uma importante igreja Cristã e fez 4 anos de medicina antes de fazer Direito. O que um homem de Deus, quase médico, diria para uma menina de 15 anos, pobre, alvo de bullying por menstruar na escola e abandonar os estudos por falta de um absorvente? Vereador esclarecido, instruído e bem informado. 

Bons ventos

Na última sessão Odélio Chaves anunciou o primeiro mandato coletivo da Câmara de Rio Preto. Revelou que uma assessora pensou e redigiu o projeto que assinou. Na quarta-feira à noite a Câmara dos Deputados aprovou a permissão para mandatos coletivos no novo Código Eleitoral.

Bom aluno

Robson Ricci, Republicanos, aprende rápido. Ao ficar claro que um projeto importante de sua autoria ia ser rejeitado e o pedido de adiamento de votação, negado, ele simplesmente foi fazer xixi. Quando o vereador não está no Plenário e um projeto de sua autoria entra em votação, fica prejudicado e é automaticamente adiado.

Baila, comigo

Durante audiência pública da CPI do Transporte Coletivo, na quinta-feira (16) o vereador Ricci foi engolido. A depoente, Mirian Wowk, diretora da Vigilância Sanitária, culpou o vereador pela superlotação durante a pandemia: "Vossa excelência também falhou porque não encaminhou a denúncia corretamente". 

Cabelo

Jorge Menezes, PSD, após fazer implante de cabelo em Catanduva, virou alvo de piadas dos colegas. Uns vereadores dizem que parece o Cascão, da Turma da Mônica. Outros, Ronaldo, o Fenômeno, quando cortou o cabelo ao estilo moicano.

Por Rubens Celso Cri em 17/09/2021 01:05