Política

Representante LGBTQIA+ ocupa a Tribuna e acusa vereadores de preconceito

Lila Santiago disse que Rio Preto não pode ser considerada uma das melhores cidades para se viver, uma vez que não é inclusiva; também relembrou que 11 vereadores são investigados por suspeita de corrupção

Representante da Comunidade LGBTQIA+ e do Conselho da Comunidade Negra, Lila Santiago, disse na Tribuna da Câmara na sessão desta terça-feira, 14, que “aqui temos uma posição contra nosso segmento” e que desta forma ela é proibida de “avançar para educação de qualidade, saúde, segurança, cidadania e trabalho”.

Lila foi na Tribuna para pedir diálogo entre o Legislativo e a Comunidade LGBTQIA+, após duas rejeições pela criação do Conselho de Diversidade Sexual. Ela disse que a única reivindicação do grupo é a abertura de diálogo com o Legislativo. Segundo ela, em Rio Preto a comunidade sofre os mesmos preconceitos, pobreza e violência. 

Segundo ela revelou, o Brasil é pela 15ª vez seguido o que mais mata pessoas LGBTQIA+ por preconceito e falta de políticas públicas que protejam o grupo. Sem reconhecer esse grupo, a cidade não pode ser considerada uma das melhores do país para se viver. Para isso, Rio Preto precisa ser mais inclusiva. Disse que outro flagelo da comunidade é a pobreza e a segregação.

Dirigindo aos vereadores, disse: “ Vocês legitimam esse tipo de opressão”? E perguntou: “Não é uma cidade preconceituosa, uma cidade vazia de representatividade e que não valoriza e não respeita a diversidade”? E completou: “Não pode ser chamada de uma cidade boa de se viver”. “São vocês que repudiam a nossa existência”, fulminou. Concluiu dizendo que quem vota contra ofende a Constituição. 

Ela também registrou que estamos no mês amarelo, que busca conscientizar e impedir o suicídio, mas que entre os membros da comunidade ele acontece 8 vezes mais do que pessoas com outra orientação sexual. “A gente está lutando pela nossa existência, andar sem ser discriminada” e disse ao final: "Espero um legislativo que assuma o fazer política de uma cidade inclusiva”.

E mesmo afirmando que não foi lá para brigar e sim para tentar estabelecer uma relação, Lila lembrou que a Casa tão ciosa de seus deveres morais é a mesma que tem 11 vereadores suspeitos de cometimento de crime de rachadinha pela Polícia Civil, em inquérito na Seccional de Polícia.

Por Rubens Celso Cri em 14/09/2021 18:00