Política

Presidente de Conselho Afro ocupa Tribuna e pede fim do preconceito racial em Rio Preto

No mês da Consciência Negra, Elias Viana, o Darok, fez um breve relato da situação da comunidade

O presidente do Conselho Afro Descendente de Rio Preto, Elias Viana dos Santos Júnior, o Darok, ocupou a Tribuna Livre da Câmara na primeira sessão desta terça-feira (23) para falar sobre a inserção do negro na sociedade rio-pretense. 

Falou dos pontos cruciais para a superação do racismo entre os rio-pretenses. Entre eles, a mudança de olhar em relação aos negros como pessoas e não como coisas, a eliminação do racismo estrutural, o fim das diferenças salariais entre brancos e negros que têm as mesmas funções e políticas públicas de inclusão social. 

Ele fez um breve relato das lutas dos negros desde a abolição em 1888, passando pelos equívocos da libertação da escravidão, entre eles, a proibição da compra de terras pelos negros, a proibição das crianças irem à escola e as regras que impossibilitavam o voto da comunidade, permitindo que apenas alfabetizados ou abastados irem às urnas. 

Não havia negros alfabetizados e os que tinham algum dinheiro não era o suficiente para ter direito ao voto. 

Ao final, ele expôs propostas para pôr fim ao racismo estrutural da nossa sociedade, a inclusão do negro na vida econômica e política do país, com representação nos espaços onde se constroem políticas públicas. 

Uma das necessidades da comunidade, segundo ele, é ter uma representação na Câmara voltada para a luta dos negros e para construir políticas públicas de inclusão e de eliminação do preconceito na cidade.

Uma das reivindicações do Conselho é pela mudança do nome da Secretaria, que hoje é da Secretaria dos Direitos para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia para Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência e Raça.

Sessão

A sessão teve a apreciação de um veto do prefeito adiado e apenas um projeto sendo votado. Ele apenas altera a alíquota de cobrança de subitens do INSSQN. Outros dois projetos de resolução em segunda discussão dizem respeito ao funcionamento interno da Câmara Municipal. Entre eles, a obrigação de colocar no site da Casa um espaço para a divulgação da necessidade de doação de sangue.

Também foi aprovado em primeira votação, projeto do vereador Bruno Marinho, Patriota, sobre a obrigação de estudos preliminares antes da colocação de radares móveis. Ele teve voto contrário pela legalidade, mas acabou aprovado e volta para a votação final.

Por Rubens Celso Cri em 23/11/2021 12:22