Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 21de janeiro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

União Brasil

A coluna tem informado que o grupo do PSL de Rio Preto, na futura fusão do partido com o DEM, e o nascimento do União Brasil, reivindica a legenda para a disputa de deputado estadual. O DEM ficaria com a legenda para deputado federal. Sem fusão, a legenda para estadual no DEM é, naturalmente, do ex-deputado e vice-prefeito Orlando Bolçone. A fusão dos dois partidos é praticamente líquida e certa. O presidente do diretório local do DEM, jornalista Roberto Toledo, revela que as tratativas passam por São Paulo. Ele aguarda.

Em casa

Os arranjos estão em fase final. Sabe-se que o deputado federal Geninho Zuliani (DEM), de Olímpia, deve ocupar a Secretaria Geral do Diretório paulista da nova legenda. Esse é um indicativo de que o grupo do vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), que permanece no DEM, é quem vai dar as cartas no estado.

O cara

Do ponto de vista eleitoral, não faz sentido algum o grupo local do PSL tentar impor o desejo de lançar um de seus membros a deputado estadual no lugar do prefeito em exercício, Orlando Bolçone (DEM). O ex-deputado passou por dois mandatos na Assembleia, é vice-prefeito eleito de Rio Preto, tem capilaridade regional, densidade eleitoral, 40 anos de militância histórica e referência de equilíbrio e lucidez no Palácio dos Bandeirantes. O PSL não tem um nome com chance de eleger um vereador, como se viu na eleição municipal. E, ao contrário de 2018, o PSL não é mais novidade nem esperança de qualquer mudança na vida política do país.

Costura e prega botão

Na tarde de ontem (20) Bolçone esteve reunido com o vice-governador Rodrigo Garcia. Fontes oficiais relatam que a conversa foi sobre o período de interinidade de Bolçone até o dia 31 de janeiro como prefeito em exercício. Um dos assuntos teria sido o avanço da Covid-19. No entanto, seria ingênuo acreditar que o prato principal não tenha sido a fusão dos partidos, a futura eleição e o destino da legenda. Bolçone tem dito que, antes de se decidir se candidatar ou não, que vai consultar três lideranças: Rodrigo Garcia, Edinho Araújo e Geninho Zuliani.

Café amargo e frio

Falando em eleição para deputado, embora a cada dia mais longe da legenda, o ex-deputado estadual Vaz de Lima (PSDB) vem à cidade no final de semana. Pretendia ter postergada conversa com Renato Pupo (PSDB), candidato natural a deputado estadual pela legenda, do diretório local, do diretório estadual, do Palácio dos Bandeirantes e do secretário do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi (PSDB, de Catanduva). No entanto, desta vez, quem não estará na cidade é Renato Pupo, que viaja. O vereador disse que se não for possível o “cafezinho”, vai resolver o imbróglio por telefone. Afinal, o tempo passa.

Arrastão

Um dos indicativos de que o pré-candidato à presidência da República, Sérgio Moro (Podemos), vai cair matando em cima dos votos bolsonaristas em um dos redutos mais fiéis ao presidente Jair Bolsonaro (PL) é a decisão de esticar a estada em Rio Preto e região de um para três dias. Previsto para passar apenas o dia 1º de fevereiro nas terras de São José, decidiu esticar e fazer uma varredura regional durante três dias. Dia 31 de janeiro ele dá o start em entrevista à CBN no período da manhã. 

Caldeirão

O ex-ministro chega dia 31 de janeiro às 10h55 e vai embora às 12h do dia 2 de fevereiro. Ainda sem data, ele realiza um evento político no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Ciesp, regional Rio Preto. Reduto da centro-direita na cidade e região, o local não foi escolhido por esse motivo. O ato não tem nada a ver com o Ciesp, que apenas aluga o espaço a quem se interessar. O presidente do Podemos em Rio Preto, Renan Moura disse, no entanto, que aguarda a liberação da programação que o diretório local definiu para Moro, para despachar os convites. A presidente do Ciesp, Aldina Clarete D’Amico, e a diretoria, serão convidados. Aldina e seu vice, Maurício Bellodi, ex-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp) são militantes do empreendedorismo, e têm posições políticas bem definidas.

Em casa

Embora empresários, presidente e vice do Ciesp são do ramo. Aldina D’Amico não se elegeu vereadora por uma margem muito pequena de votos. Maurício Bellodi foi candidato a prefeito pelo PV, ao lado da jornalista Marisa Amorim, candidata a vice.

Chazinho

Geralmente, calmaria é sinal de problemas. Na sequência, sempre vem a tempestade. O oitavo andar da Prefeitura, onde é o gabinete do prefeito Edinho Araújo, reina uma calmaria difícil de se ver no dia-a-dia. Não é o caso de se esperar mares revoltos. Na verdade, o prefeito está de férias e o prefeito em exercício, Orlando Bolçone, trabalha a partir de seu gabinete, instalado no Parque Tecnológico. Por outro lado, com a volta do prefeito, e as articulações eleitorais para este ano, devem chacoalhar um pouco o barco. É muito aliado picado pela mosca azul. Haja camomila.

A volta do UFC

A Câmara Municipal retoma as sessões dia 25 de janeiro. Serão duas sessões na terça-feira. A matinal e a vespertina. Deveremos ter na Casa o presidente e um dos dois secretários. Como será híbrida (online e presencial) a maioria deve optar pela segurança e fazer home office. A galeria, de onde se assiste a sessão presencial, deverá estar fechada ao público. Até o fechamento da edição, a Câmara estava revisando quantos funcionários ainda estão afastados. Eram 57. Mas, sete retomaram ao trabalho presencial, depois da temporada da ômicron. Não se sabe se o secretário que vai tocar a sessão ao lado do presidente será Renato Pupo ou Robson Ricci (Republicanos). A vereadora Karina Caroline (Republicanos) também demonstrou nas sessões que presidiu ou secretariou, que dá conta do recado. E, muito bem.

Em casa

Seria incômodo o clima no Republicanos local. As informações dão conta que a relação entre o vereador Robson Ricci e o presidente do diretório local, Diego Polachini, não anda bem. Um dos motivos, seria a demissão de um assessor do gabinete do vereador, indicado por Diego Polachini. Quem informa, diz ainda que Ricci decidiu fazer parte da base do prefeito. A princípio, o Republicanos é oposição. Polachini e Ricci foram questionados sobre o assunto. Polachini não retornou. 

Não foi demissão

O vereador Robson Ricci afirma que da sua parte “não existe problema nenhum com o Polachini, muito pelo contrário, sempre me dei bem com ele. Sobre a demissão, não trato como demissão, mas como a conclusão de um ciclo de trabalho e o presidente do partido sabe que isso é algo normal”. Confirmou ainda que a CEI (CPI) do Transporte Coletivo, termina dia 14 de fevereiro, quando será apresentado o relatório final. Ela investiga a atuação das empresas de transporte público durante pandemia. Informa que alinha o texto final “diretamente com o relator” e que “está tudo sob controle”.

Volta ao batente

Após a primeira sessão de 2022, a Câmara volta a promover discussões importantes. Dia 28, uma sexta-feira, o Parlamento da Região Metropolitana de Rio Preto promove uma discussão com os presidentes dos parlamentos regionais de Campinas, vereador Zé Carlos e Ribeirão Preto, vereador Maurício Gasparini. No dia anterior, 27, temos uma audiência pública para discutir os 20 anos da Riopretoprev, chamado Desafios do Regime Próprio de Previdência Social. Para fechar o mês, recebe o ex-deputado federal pelo PCdoB, Aldo Rebelo. Na verdade, parte dos vereadores veraneou e outra parte trabalhou normalmente.

Ato falho

Em duas notas na coluna da última sexta-feira (14) a coluna errou ao informar que o vice-prefeito Orlando Bolçone buscava legenda para a eleição de 2024. Ele busca sair candidato na eleição deste ano. Em 2024 a eleição é para a Prefeitura e a Câmara Municipal. Isso não quer dizer, no entanto, que ele não está se preparando para conquistá-la.

Por Rubens Celso Cri em 21/01/2022 00:33