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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 15 de abril

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

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O gestor

Na reunião de trabalho entre a Comissão Permanente de Saúde da Câmara, administradores de hospitais, Conselho Municipal e a Divisão Regional de Saúde (DRS-15), a diretora Silvia Elisabeth Forti Storti disse que Rio Preto não tem mais leitos nos hospitais porque o gestor local não compra. O gestor é a Secretaria Municipal de Saúde. O secretário não estava presente. Todos, incluindo Aldenis Borim, voltam a se reunir na semana que vem.

O dinheiro

Silvia disse que o Estado repassa dinheiro para os gestores municipais. Afirmou, no entanto, que a Prefeitura pediu dinheiro para a construção de infraestrutura. O Hospital Domingo Braile (da região norte) e a construção de duas unidades de Saúde (UBSs). Vieram R$ 23 milhões. Se tivesse solicitado para custeio (compra de leitos), o Estado teria liberado, garantiu. Ninguém contradisse a delegada. Jorge Fares, do HB, diz que não adianta ficar brigando enquanto não tiver dinheiro para leitos para o SUS. Esse é o problema, disse.

Menos de 1

Declaração de Jorge Fares quase coloca abaixo o mito da “Cidade da Medicina”. Podemos ter expertise para a medicina de ponta, como serviço terciário (cirurgia cardíaca, por exemplo) e alta complexidade (transplantes). Mas, temos menos de um leito para cada mil moradores, disse, quando a ONU determina que o ideal é entre 1 e 3. O Brasil tem 2,2 e o estado, 2,3. Claro que estamos falando de pacientes do SUS. 

640 leitos SUS

Hoje o gestor municipal (a Prefeitura) compra em torno de 420 leitos do SUS, no HB, 180 na Santa Casa e 40 no Hospital João Paulo II. Os outros 400 leitos do HB são comprados para pacientes das outras 101 cidades do Noroeste e 200 para particulares e planos de saúde. Ele disse que o SUS dá prejuízo e que os destinados a pacientes particulares bancam a diferença para manter a porta aberta. A tabela do SUS não é reajustada há 20 anos e Austa, Santa Helena e Beneficência romperam os convênios e caíram fora.

O assunto

Essa discussão acaba contaminando as sessões da Câmara. O vereador João Paulo Rillo (Psol) propôs e pede a assinatura para abrir uma CPI da Saúde. Tem 3 assinaturas. E ameaçou “com condução coercitiva” na ausência do secretário. No café, alguém disse que “contra o Lula, condução coercitiva é crime”. Pedro Roberto (Patriota), na Tribuna também pediu a presença de Adenis. “Será coincidência (a ida na próxima reunião) que só agora ele resolveu sair da toca?”. Prometeu pedir sua convocação caso ele não “compareça de livre e espontânea vontade”.

Pressão

Anderson Branco (PL) bateu em João Doria (PSDB) pela falta de leitos e também pediu uma CPI. Mas não assinou a que está proposta. Odélio Chaves (PP) disse que vai fazer pressão, mas só no gogó. Sem CPI. Ele se recusa a assinar este tipo de investigação.

Candidato

Um dos entraves ouvidos na Câmara é que este é ano de eleição. Se assinarem a CPI do Rillo, que é candidato, vão dar palanque eleitoral e um mandato de deputado. Aliás, ele foi candidato a deputado estadual durante dois anos. Agora, deve sair à federal. Ele disse que é “quase certeza” que isso aconteça. Guilherme Boulos deve ter mais de um milhão de votos para federal, apenas na capital, e puxar candidatos com menor densidade eleitoral. Estratégia Tiririca. Vai funcionar.

Fazendo caixa

O prefeito Edinho Araújo (MDB) já está de olho na execução do orçamento de 2022. Mandou para a Câmara projeto para um novo Programa de Pagamento Incentivado (PPI) para parcelamentos ou reparcelamentos de dívidas com o município. Se for aprovado, vai vigorar entre 2 e 31 de maio. Os descontos são generosos, podendo chegar a 100% de juros e multas. Vai depender se a dívida original for paga à vista ou parcelada.

Fomento

Em maio a Prefeitura vai abrir inscrições no Bolsa Trabalho, Bolsa Empreendedor e linhas de crédito no Banco do Povo.

Censurada

Daqui a pouco o Ministério da Justiça vai pedir que a sessão da Câmara de Rio Preto seja proibida para menores de 18 anos. Palavras como “merda” e outras impublicáveis viraram termos legislativos refinados com TV ao vivo. Na última sessão, Bruno Moura (PSDB), que mais faz uso de termos chulos gratuitamente, ao comentar o desespero dos pacientes nas UPAs, disse: “o povo que se f***”. Depois reclamam da novela das nove. Pérola final de Moura na Tribuna: “Eu sei que as pessoas dizem que eu não sei o que falo”. Ainda bem que ele sabe.

Motta com Garcia?

Falando em desespero, o que será que Luiz Carlos Motta (PTB) e seu fiel escudeiro na cidade, Fábio Marcondes (PL) foram fazer ao baterem na porta do governador Rodrigo Garcia (PSDB)? Oferecer apoio? E Tarcísio de Freitas (Republicamos) candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL)? Fábio tem relação estreita com Garcia e um irmão nomeado em cargo comissionado no governo estadual. É a cruz ou a espada. 

PM ganhou

Depois de uma guerra silenciosa pelo prédio da antiga Codasp, ele acabou ficando para o BAEP, da Polícia Militar. Depois de extinta pelo governo João Doria, a estrutura ricamente arborizada perto da igreja do São Judas, foi cogitada por muitos. Prefeitura queria uma base da Guarda Civil Municipal (GCM), cogitou-se uma escola, depois uma creche e até ser ocupada pela Secretaria de Esportes. Não rolou. Agora a PM se instalou e vai ficar.

A perder de vista

Com mais que o dobro do tempo previsto para o término da obra de recuperação da pista de atletismo e reforma do Complexo Poliesportivo do Eldorado, a Secretaria de Esportes aprovou um novo aditivo de prazo. O consórcio J.A. Playpiso ganhou mais 90 dias para concluir as obras. A reforma começou em outubro de 2019 com prazo de conclusão de 405 dias e deveria ser entregue em novembro de 2020. O contrato com a empreiteira foi firmado em quase R$ 5,8 milhões. Já são 920 dias e as reformas ainda não foram concluídas. A previsão é que as obras sejam entregues em julho.

Coletivas, 1 a 0

Projeto de prevenção ao suicídio do Coletivas foi aprovado com voto do vereador Jean Charles, que votou contra a legalidade, mas foi até a Tribuna e defendeu o mérito. Tudo bem que o voto de Jean pela ilegalidade não ia mudar o resultado final da aprovação, mas quem vê, não entende muito o que está acontecendo.

Bateu

Proposta de Carlos Henrique, ex-presidente do PT e do Sindicato dos Servidores, para instalar uma Comissão Processante contra o prefeito Edinho Araújo, por infração administrativa, não foi aprovada. Mas, causou tumulto. Ela precisou ser interrompida por 10 minutos. Carlos Henrique acusou conselheiros da Riopretoprev de falsificar o déficit atuarial do Fundo de Pensão. Jair Moretti é o superintendente da autarquia. A proposta foi massacrada: 16 a 1.

Troco 1

Jair Moretti (MDB), na sequência, emitiu a seguinte nota: “Primeiramente, devemos ressaltar que o pedido do Conselheiro foi recusado por 16 a 1 votos na Câmara. O voto favorável foi do vereador (João Paulo) Rillo, conhecido opositor do governo Edinho Araújo. Segundo, o (déficit) atuarial apresentado segue as regras da Secretaria da Previdência Federal, qual são meros cálculos matemáticos que não chegou a assustar quem possui um pouco de intimidade com a matéria.

Troco 2

“Terceiro, a pessoa que apresentou a denúncia, foi um antigo conhecido do governo atual, que insiste em denegrir a Previdência. Em tempo, este conselheiro na eleição desta semana, foi derrotado para um novo mandato, obtendo apenas 13% dos votos da categoria, resultado que já demonstra o grau de apoio junto aos sindicalizados”.

Desenvolvimento

Marina Bragante, secretária-executiva de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo vem a Rio Preto. A data não foi anunciada.

É a vacina

Boletim semanal de Covid em Rio Preto mostrou 1 óbito ao longo da semana. Foi dia 8, mas confirmada apenas nesta quinta-feira (13). A Prefeitura mantém a aplicação da vacina para todos os públicos.

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