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Estado e HB dão esclarecimentos em reunião da Comissão Permanente de Saúde

As duas entidades não estavam presentes no encontro realizado na semana passada para tratar de lotação de hospitais e unidades de saúde do município

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A Comissão Permanente de Saúde realizou, na tarde de ontem (11/04), a segunda reunião de trabalho para tratar de reclamações sobre ineficiência do Sistema Municipal de Saúde para responder ao aumento da demanda pelos serviços e demora na transferência de pacientes das unidades de pronto atendimento para hospitais da cidade. Além disso, a Comissão discute a dificuldade para conseguir atendimento na área pediátrica na rede municipal.

Além dos membros da Comissão – Celso Luiz de Oliveira Peixão (PSB), presidente, Karina Karoline (Republicanos) e Odélio Chaves (Progressistas) – participaram do evento Valdir Roberto Fernandes, da Santa Casa, presidente do Conselho Municipal de Saúde, Fernando Araújo, o gerente técnico da Urgência e Emergência Pediátrica, Antonio Guizilini, além de Sílvia Elisabeth Forti Storti, diretora da Diretoria Regional de Saúde (DRS XV) e Jorge Fares, diretor do Hospital de Base, que não puderam comparecer à reunião realizada na semana passada. O promotor de Justiça Carlos Romani também participou da reunião, de maneira remota.

Jorge Fares, do HB, destacou os pontos que culminam na superlotação dos hospitais e falta de leitos. “Nos últimos 15, 20 anos, houve perda de leitos em Rio Preto e região e aumento populacional. Atendemos, atualmente, 31 cidades de uma região metropolitana. A pandemia represou atendimentos eletivos e urgências que não eram covid e fez aumentar a demanda pelo SUS, devido à situação econômica. Somado a tudo isso, há uma questão imunológica (como o caso das crianças que voltaram ao convívio social, por exemplo) e sindêmica, que é uma soma de doenças que se agravaram com o período da pandemia”, explica.

O presidente da Câmara, Pedro Roberto, afirma que os vereadores estão sendo pressionados pela população que não encontra atendimento adequado nem na rede e nem nos hospitais. “É uma situação muito crítica e parece que a população está abandonada pelos gestores de saúde.”

A diretora da DRS XV, Sílvia Elisabeth Forti Storti, afirmou que o Governo do Estado está ciente da demanda e está se planejando e agindo para atender os usuários. “Não sei se os vereadores sabem, mas está em construção um hospital regional em Mirassol, o Hospital São Pedro. Essa unidade deve somar aos atendimentos regionais já realizados pelo Hospital de Base e o Ambulatório Regional de Especialidades, no Hospital João Paulo II, que realiza cirurgias eletivas.”

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