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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 20 de maio

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

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Insegurança

Depois de uma sentença do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ) que julgou ilegal modificações feitas nas regras para contratação de cargos comissionados (indicados) e também nas gratificações de servidores públicos, o prefeito Edinho Araújo (MDB) obteve 120 dias de prazo para adequá-la e torná-la legal. Para isso, os vereadores têm que votar um novo projeto de Lei que faz as alterações. A ação é do diretório estadual do Psol. Mesmo enviando o projeto para corrigir a Lei, Edinho entrou no STF para manter tudo como está.

Filme antigo

Mas, o medo é generalizado. Eles temem a repetição do que aconteceu no governo Valdomiro Lopes. À época, os vereadores aprovaram a criação de 120 cargos em comissão, o Tribunal considerou ilegal, mandou abrir processo contra quem votou a favor, penhorou bens de quem tinha e eles acabaram denunciados por improbidade administrativa. Vereadores que apoiam o prefeito Edinho Araújo estão com um pé atrás e temem que a história se repita. Em caso de ilegalidade eles podem ser enquadrados na lei de improbidade administrativa, ficarem inelegíveis e serem processados.

Correção

Na sentença, o TJ manda demitir todos os comissionados e acaba com as gratificações. Cinco dos cargos, que formam uma Comissão de Fiscalização do Executivo, devem ser ocupados por concursados. A base do prefeito teme ilegalidades no projeto. Renato Pupo (PSDB) diz que há inconstitucionalidade. É isso que o atual projeto que foi encaminhado para a Câmara, faz. Além de tudo isso, eles também têm outro receio: que o projeto remova os seus indicados.

Dor de cabeça

O problema é que, à época, Valdomiro fez a mesma promessa e teve vereador (hoje, ex) que perdeu muito dinheiro e foi ameaçado de ir para a cadeia. Um deles, já depressivo, tentou o suicídio. Por isso, a insegurança toma conta. Alguns, estão com medo de votar para legalizar a situação. Além do medo da ilegalidade, alguns estão pensando nos seus apadrinhados. Querem a garantia de que muda a nomenclatura, classificação, mas o apadrinhado fica.

Unguento

Para acalmar a turba, nesta sexta-feira (20) às 9h, os vereadores se reúnem com os secretários (chamado núcleo duro do governo Edinho) no nono andar da Prefeitura para serem esclarecidos sobre as diferenças entre o que era e o que será, e ouvir, principalmente, que ninguém vai perder nenhuma indicação. Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça.

Desgostoso

Essa reunião causou um novo mal-estar entre o prefeito e o presidente da Câmara, Pedro Roberto Gomes (Patriota). Pedro já tinha marcado uma audiência pública para o dia 25, às 18h, na Câmara para discutir o projeto com vereadores, servidores e a população. O presidente anunciou com antecedência, após receber mensagens pelo WhatsApp, que não vai na reunião de hoje porque tem compromisso agendado no mesmo horário.  E manteve a audiência do dia 25. Espera-se que os secretários apareçam na reunião do Pedro.

Teatro

Interessante que para alguns vereadores o discurso é sempre bem diferente da prática. Em sessões anteriores, alguns desses mesmos vereadores disseram que votam como querem, que não têm medo, e que colocam o mandato em risco para atender às suas “consciências”. Quando o bicho papão aparece, eles colocam o rabo entre as pernas. Não deviam, afinal os comissionados (indicados) são indicados por eles.

Aluvião

Rio Preto tem confirmados cinco pré-candidatos a deputados federais. Geninho Zuliani (União Brasil), Luiz Carlos Motta (PL), Eleuses Paiva (PSD), João Paulo Rillo (Psol) e Edinho Filho (MDB). Um sexto, quase local, Fausto Pinato (PP) sai por Fernandópolis. Outros nomes na ponta da agulha são a do promotor licenciado Marco Antônio Lélis Moreira e da bolsonarista Danila Azevedo (PTB).

Fonte do desejo

Nas redes sociais, a campana é desbragada. Vídeo do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) só não pede o voto e dá o número. Tem com o eterno gaúcho que faz suas músicas chicletes. Com uma inflação de dois dígitos ao ano, comendo o poder de compra do trabalhador, Valdomiro faz campana na fonte luminosa da represa e diz que era linda, sonorizada, colorida e que a água dançava no ar.

Eu posso

Na última sessão o vereador Cabo Júlio Donizete (PSD) voltou a usar a TV Câmara ao vivo para bater no governador Rodrigo Garcia (PSDB). Desta vez, detonou o rapaz de Tanabi porque ele interferiu na atividade dos açougueiros. Garcia impediu que eles façam embutidos (salsichas e linguiças) nos açougues. A legislação eleitoral proíbe tanto a propaganda positiva quanto a negativa em TVs públicas, nas sessões parlamentares ao vivo. O vereador Renato Pupo (PSDB) interveio, fez a defesa de Rodrigo, e pediu que a TV Câmara suprima o trecho em que o Cabo Júlio espinafra. Está virando rotina editar sessões para reprises. Enquanto o Ministério Público Eleitoral não mostrar a cara, vai ser assim mesmo.

Bolçone é Pupo

Renato Pupo ganhou um cabo eleitoral de peso para sua candidatura a deputado estadual. O vice-prefeito, secretário do Planejamento e ex-deputado estadual, Orando Bolçone (União Brasil). Por ora, é conversa de corredor. Mas há empresários que dizem ter ouvido da boca dos protagonistas que Bolçone está declarando apoio a Renato Pupo. Se o cenário se confirmar, uma peça importante no tabuleiro para a eleição a deputado deste ano, sai de cena. Bolçone deixa de ser pré-candidato, contra todos os prognósticos. E, no caso, indica que ele também está desistindo de buscar a vaga como candidato a prefeito em 2024, para substituir Edinho Araújo. O ex-governador mineiro Magalhães Pinto dizia que política é como as nuvens. Toda vez que se olha, o cenário já mudou.

É nossa

Após a intervenção de Renato Pupo, Anderson Branco (PL) desafeto do delegado, foi ao microfone pedir liberdade de expressão. O vereador Branco deve estar confundindo liberdade de expressão com privilégio de quem tem mandato sobre quem não tem. Quer usar uma TV pública, paga por todos, para fazer propaganda dos antecipada dos seus.

Lamento

Bruno Moura (PSDB) faz campanha de coitado nas redes sociais ao se auto intitular injustiçado em banner durante 227 dias afastado de todas as atividades como parlamentar do PSDB. Reclama, principalmente, de ter sido excluído como membro de todas as Comissões que ocupava nas vagas do PSDB. Virou um vereador-zumbi. Marco Vinholi, presidente estadual do PSDB, anunciou que Bruno seria expulso após uma reunião do Conselho de Ética do partido e que só faltava arcar a data da votação. Faz uns 3 meses e nunca mais e tocou no assunto.

Sabe nada, inocente

Bruno Moura foi suspenso do partido após se comportar de forma agressiva no Plenário durante as sessões e atacar diretamente o então governador Joao Doria (PSDB). Chegou a ameaçar outro vereador fisicamente. Durante um evento em Rio Preto na presença de Rodrigo Garcia, Moura também teve problemas com um dos proprietários do partido no estado, o presidente da Assembleia, Carlão Pignatari (PSDB). Foi tirar satisfação com a pimenta de Votuporanga.

Floresta

Obra de drenagem do córrego Aterradinho, que fica no meio da Avenida Murchid Homsi, está dando o que falar. Embora o projeto fosse conhecido, sua implantação vai obrigar a derrubada de muitas árvores do que se convencionou a chamar de a última floresta urbana de Rio Preto. A Prefeitura vai alargar e aprofundar o córrego, fazer pista de caminhada e de ciclismo. Moradores reclamam do corte das árvores. Elas são exóticas (de outras regiões) e nativas poderão ser plantadas.

Ninguém viu

O Rio Preto Esporte Club e a Construtora Rio Mauá foram notificados a entregar uma área pública. Ela estava concedida ao clube, mas o atual presidente decidiu emprestá-la para a construtora fazer um canteiro de obra para uma construção ao lado. A construtora, de um ex-diretor, cercou o local como se fosse propriedade particular. O dono da construtora, Sebastião Dias Filho, disse ao telefone que os jornalistas eram vagabundos. O local foi interditado.

 

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