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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 2 de junho

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Nem esquentou lugar

Rafa Bernardo nem bem chegou e já anunciou a partida. Na verdade, nem chegou. Ex-candidato a deputado estadual pelo Novo, o empresário anunciou desfiliação da legenda, fez mistério e depois encostou no PSDB. Político em busca de espaço para as próximas eleições, Bernardo ficou bem perto dos tucanos nos últimos meses, mas anunciou a partida do ninho, nesta semana. Ele nem chegou a ser filiado e se despediu com uma mensagem no WhatsApp agradecendo “esses poucos momentos” no grupo.

Em ascensão

O empresário não está sozinho na revoada do ninho tucano. O influencer Washington Luís também deve seguir os passos de Rafa Bernardo. O destino definitivo ainda é incerto, dado o longo tempo que falta para as eleições. No entanto, o fato é que ambos estão se debandando para o Podemos. O partido de Renan Moura está angariando nomes para a próxima disputa e não tem descansado na empreitada. Recentemente, o presidente da legenda foi visto tomando um café com o ex-deputado Vaz de Lima.

Entrando no jogo

Os primeiros rumores de que João Paulo Rillo (PSOL) deve sair candidato a prefeito em Rio Preto começam a ficar mais encorpados. O que era visto apenas como uma remota possibilidade, mas sem muitas vantagens para o atual vereador, agora já tem sido tomado como quase certo. Rillo tem que enfrentar o desafio de articular junto ao PT, do presidente Lula, para garantir a vaga na disputa. Resta saber se o ex-deputado estadual pelo partido vai seguir uma negociação com o diretório municipal ou vai jogar com bola alta e cabecear para o gol diretamente com a estadual. Em jogo, está o tempo de TV para a campanha eleitoral.

Em busca de espaço

Enquanto o prefeito Edinho Araújo (MDB) se esforçava para receber bem os chineses da comitiva da cônsul-geral Chen Peijie, e Xu Lei, vice-presidente do Banco da China, representantes do PDT o aguardavam para uma reunião rápida. Os encontros foram no Parque Tecnológico (Partec). Os estrangeiros conheceram a região, conversaram com representantes do Executivo e com a imprensa e falaram sobre a impressão que tiveram. Ao final, Edinho, muito sorridente, se fechou em uma sala com os membros do PDT. O conteúdo da conversa não foi divulgado.

Cacique chegando

O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estará em festa na próxima semana, em Rio Preto. Está prevista, para segunda-feira (5), a inauguração do primeiro diretório regional da legenda na cidade. O presidente municipal, o deputado federal Luiz Carlos Motta, vai promover uma festa para receber o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador astronauta, Marcos Pontes. Pode ser que os holofotes ainda iluminem o vereador licenciado e secretário municipal de Esportes, Fábio Marcondes.

Desencontros

O PL de Rio Preto passou por um verdadeiro turbilhão de emoções nos últimos tempos. Depois de anos nas mãos de Marcondes, Valdemar Costa Neto deu o partido para Motta. Com a negociação de cima para baixo, o deputado federal, agora como dirigente ativo, insiste que a legenda vai lançar candidato próprio à Prefeitura, enquanto o ex-presidente já se ofereceu para ser ocupar o cargo de vice-prefeito para mais de um partido. Marcondes, enquanto vereador, criticou bastante a atuação de Bolsonaro na presidência.

Expectativas

Marcondes segue apagado dos noticiários e também das redes sociais. Ainda correm rumores de que grandes puxadores de votos, como o vereador Anderson Branco (PL), devem deixar a legenda. Outro boato que ronda o partido é que Marcondes não está mais interessado em Rossini Diniz, que hoje ocupa a cadeira dele na Câmara por ter sido o primeiro suplente. A única certeza que se tem até agora é que poucos acertam o nome do presidente nacional do PL. O encontro deverá servir de termômetro.  

Nem sombra de bolsonaristas

Em palestra realizada no auditório da Ciesp de Rio Preto, o ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, falou de muita coisa. O objetivo era a aproximação com o setor industrial. Cabrera apresentou várias opções que julga como viável para a economia, entre elas, a redução de impostos e a desburocratização do setor público. Mesmo criticando algumas faltas de atitudes do governo petista, não se ouviu um elogio ao governo anterior saído da boca do ex-ministro.

Mera coincidência

Brevemente, antes do encerramento, o ex-ministro deixou uma pulga atrás da orelha dos mais atentos. Cabrera citou uma ideia de dar dinheiro aos pais para escolherem a escola dos filhos. Atualmente, as políticas de educação pública obrigam os alunos a frequentarem a unidade de ensino mais próxima da residência. Se o programa Bolsa-Família, do Governo Federal, sempre foi alvo de críticas e coloca comida na mesa dos mais pobre, como ninguém se levantou para criticar a ideia de Cabrera?

Esquentou

O clima esquentou na última sessão da Câmara de Rio Preto. O bate-boca entre Rillo e o presidente da casa, Paulo Pauléra (Progressistas), parou o plenário. O tema foi a orientação da Diretoria Jurídica do Legislativo de não realizar audiências públicas depois das 17h. Segundo Pauléra, o problema é que não são pagas horas extras para os servidores acompanharem os atos. No entanto, o apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) na reprovação das contas de 2020 e 2021, justamente de Pauléra, não cita algo neste sentido.

Está escrito

Entre vários apontamentos, encontramos o seguinte trecho: “a fiscalização constatou que a Câmara vem realizando o pagamento de gratificação por serviço especial parlamentar, no importe de 35% dos vencimentos aos funcionários ocupantes de cargos efetivos e comissionados que colaborarem nas reuniões à noite, domingos e feriados e nas sessões solenes (ordinárias e extraordinárias)”. E segue: “o pagamento dessa gratificação a servidores comissionados contraria a dedicação naturalmente exigida dos ocupantes desses cargos”. Portanto, resta claro que os concursados não são o real problema.

Uma nova frota

A decisão de comprar novos veículos para a Câmara contraria o relatório deixado pela administração anterior. No documento, elaborado pela diretoria de Pedro Roberto (Patriota), consta que a “falta de recursos impediu que a Diretoria Administrativa autorizasse tais manutenções” na atual frota. A recomendação do antigo grupo foi de abrir licitação para aluguel de veículos, suprimindo gastos com seguro, manutenções e, dependendo do contrato, até com combustível, que é sempre um fator determinante para reprovação das contas pelo TCE.

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