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Avaliação do governo Lula diminui e chega a 54%; em agosto a aprovação era de 60%

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, o crescimento da desaprovação está associado à percepção de que a economia piorou

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Evaristo Sá / AFP/Brasil de Fato

A atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no governo tem uma aprovação de 54%, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (25). O instituto realizou 2 mil entrevistas presenciais, com brasileiros de 16 anos ou mais, em todos os estados, entre os dias 19 e 22 de outubro.  

O índice caiu seis pontos percentuais em relação à última pesquisa, realizada e publicada em agosto. Na ocasião, o petista teve seu trabalho aprovado por 60% dos entrevistados. Ainda assim, a aprovação continua acima dos 50%, como esteve desde o início do governo.  

Segundo o professor Felipe Nunes, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor da Quaest, o cenário desenhado pela pesquisa de outubro é parecido com o de abril, “quando o governo ainda não havia conseguido avançar nas pautas econômicas”. 

“A queda na aprovação identificada pela pesquisa deste mês não está concentrada em nenhum segmento. Pelo contrário, ela se deu de forma generalizada, em todas as regiões e em quase todos os estratos sociais”, analisou em seu perfil no X, antigo Twitter. 

A pesquisa desta quarta-feira também mostrou que 42% dos entrevistados desaprovam o trabalho de Lula. Em agosto, esse índice era de 35%. Isso significa um aumento de sete pontos percentuais. Entre aqueles que não souberam analisar ou não responderam são 4%. Esse índice era de 5% em agosto. 

Nunes afirma que o crescimento da desaprovação está associado à percepção de que a economia piorou: de 23% para 32%. Tal sensação, por sua vez, se deve à compreensão de que as contas de água, luz e telefone e o preço dos alimentos e dos combustíveis subiram no último mês. Também há a expectativa de que a inflação e o desemprego vão aumentar nos próximos meses.  

“Mas não é só a economia que está pesando contra o governo neste momento. As notícias positivas sobre o governo não conseguem se destacar em relação às negativas”, afirma Nunes. 36% dos entrevistados escutam mais notícias negativas do que positivas. Já o grupo contrário, daqueles que escutam mais notícias positivas do que negativas, é de 34%. 

“No noticiário negativo encontramos temas da última campanha como corrupção, relação com a Venezuela, pautas de moral e costumes; mas também encontramos novos temas como o excesso de viagens e a posição do país em relação ao conflito em Israel.” Um dos pontos sensíveis em relação ao confronto na Faixa de Gaza é que o governo Lula não classifica o grupo Hamas como terrorista, de acordo com a Organização das Nações Unidas.  

Outros dados 

Por região, o Nordeste continua a ser a fração do território nacional onde o presidente tem maior aprovação (68%), ainda assim é menor do que o registrado em agosto deste ano (72%). No Sudeste, a aprovação é de 49%; no Sul, 50%, e no Centro-Oeste e Norte, também de 50%.  

A desaprovação no Nordeste continua baixa (29%), mas um pouco maior do que a registrada em agosto (25%). No Sudeste, o índice é de 45%. No Sul, 45%. E no Centro-Oeste e Norte, 46% desaprovam a atuação de Lula frente ao governo.  

A aprovação do presidente é melhor entre as pessoas do sexo feminino, mantendo-se no padrão de índices de meses anteriores. Entre as mulheres, a aprovação é de 55%. Entre os homens, de 53%. Já o índice de desaprovação é de 40% entre as mulheres, o mesmo índice contabilizado pelo instituto em abril deste ano. Entre os homens, a desaprovação é de 44%, também o mesmo registrado em abril.  

Por idade, os entrevistados com 60 anos ou mais são aqueles que mais aprovam o trabalho de Lula (62%). Entre aqueles que têm entre 16 e 59 anos, o índice é de 52%. A desaprovação, por sua vez, é maior na percepção dos entrevistados de 16 a 34 anos (44%). 

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