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Após Justiça suspender CPI, Rillo cancela depoimento de secretário

Ulisses Ramalho deveria prestar esclarecimentos à comissão na próxima quarta-feira (6)

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Divulgação/TV Câmara

Após o Tribunal de Justiça (TJ) suspender a liminar que permitiu a abertura da CPI das Terceirizadas, o vereador que atuava como presidente da comissão, João Paulo Rillo (PSOL), cancelou o depoimento de Ulisses Ramalho, secretário de Serviços Gerais, que estava marcado para ser realizado na próxima quarta-feira (6). Além da oitiva para ouvir o chefe da pasta, também havia a expectativa de que o gestor da empresa WWS Service, Luiz Guilherme Garcia, também prestasse esclarecimentos.

O objetivo de Rillo era que o secretário explicasse situações dentro da pasta. Além de investigar o descumprimento das regras pela WWS Services, o vereador também queria apurar denúncias de irregularidades em contratos da Prefeitura de Rio Preto com outras empresas terceirizadas.

Segundo o requerimento de abertura da CPI, protocolada por Rillo na Câmara, houve a necessidade de adaptação do objeto de investigação devido ao “número excessivo de contratos com empresas prestadoras de serviços terceirizados”, resultando em “quebra ou falência delas deixando enormes prejuízos aos trabalhadores e ao próprio erário”.

A comissão foi instaurada no Legislativo na sessão da última terça-feira (27), com base em uma liminar concedida pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marcelo Haggi Andreotti. Um recurso foi apresentado pela Diretoria Jurídica da Câmara, a pedido do presidente Paulo Pauléra (Progressistas).

O Tribunal de Justiça entendeu que a manutenção da liminar traria danos, uma vez que os custos da CPI teriam que ser com dotação própria, além de não haver urgência na concessão da medida. Dessa forma, o desembargador deferiu o efeito suspensivo, suspendendo os efeitos da liminar que determinava a abertura da CPI das Terceirizadas.

Segundo Rillo, Ulisses Ramalho já havia sido convocado. No entanto, Luís Guilherme Garcia se recusou a receber a convocação pessoal por duas vezes e chegou a ser oficiado através de e-mail e WhatsApp.

Com a suspensão dos trabalhos de investigação pela Justiça, Rillo informou que já recorreu da decisão. “Vou até a última instância para defender a instalação da CEI das Terceirizadas. É o mínimo que podemos fazer pelos trabalhadores diante do golpe que eles sofreram do prefeito e dos vereadores Paulera e Jean Charles. Recorreremos da decisão monocrática que suspendeu a liminar determinando a instalação imediata. A CPI é um instrumento importante para revelar as maracutaias e defender os trabalhadores, mas não é o único. Nosso trabalho vai continuar”, consta em nota oficial.

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