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Secretário aponta redução de pacientes de Rio Preto no HB

Adilson Vedroni disse que regulamentação feita pela DRS diminuiu leitos para a cidade

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Divulgação/TV Câmara

O secretário de Saúde, Adilson Vedroni, afirmou que fez um levantamento e concluiu que houve uma redução de 72,2% na quantidade de pacientes atendidos pelo Hospital de Base (HB) nos últimos sete anos. Os dados apresentados na audiência pública de prestações de contas do primeiro quadrimestre do ano, na Câmara de Rio Preto, nesta quarta-feira (29), mostram que 900 pacientes da cidade eram atendidos em 2017. Hoje, não passa de 250.

O debate se deu em torno da reclamação dos vereadores presentes sobre a falta de leitos hospitalares e a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Segundo o presidente da Comissão Permanente de Saúde, Celso Peixão (MDB), pacientes são mantidos internados de forma precária aguardando leitos em hospitais.

De acordo com Vedroni, “solução definitiva não tem, a capacidade instalada não atende a demanda. Estamos promovendo ações junto aos hospitais para ampliar os leitos. Houve uma redução significativa de internações de rio-pretenses no HB. Em 2017, foram 900 pacientes. Hoje são cerca de 250. Apenas 18% das internações no HB são de Rio Preto”.

O assessor especial e ex-secretário, André Baitello, afirmou que a regulação das internações nesse hospital é feita pelo Estado, e que a Diretoria Regional de Saúde atende cerca de 100 municípios da região. “Mas Rio Preto é o maior, que mais contribui e não recebe atendimento de leitos compatível. É preciso que a classe política se una a faça uma ingerência no governo estadual”, disse Baitello.

Segundo os dados apresentados, as cinco UPAs de Rio Preto atenderam 794,3 mil pacientes nos quatro primeiros meses do ano, média de 3,5 mil por dia. “A demanda é muito alta, mas destaca só o negativo. Mas atendemos 3,5 mil pessoas por dia na urgência e emergência. Aumentou muito o número de doentes, questão econômica, pessoas não pagam mais plano de saúde e procuram a rede pública”, completou Vedroni.

Prestação de contas

Em relação à prestação de contas financeira e técnica, os dados relativos aos meses de janeiro, fevereiro, março e abril foram apresentados pelos técnicos da Secretaria de Saúde que iniciaram com a demonstração do orçamento da pasta. O saldo atual das receitas e despesas da pasta é de R$ 81,2 milhões, recurso resultante dos repasses das esferas federal, estadual, outras fontes, operações de crédito e fundo especial e do município. Já o orçamento do quadrimestre fechou em R$ 139,9 milhões, ante um orçamento total para 2024 previsto em R$ 691 milhões. O percentual aplicado em ações de saúde atingiu 21,05% no período, ficando acima do mínimo de 15% exigidos de aplicação.

O levantamento apresentado revelou que os processos judiciais para fornecimento de insumos e prestação de serviços vem registrando queda sucessiva desde de 2018 quando registrou 528 demandas, média de 44 por mês, sendo que neste último levantamento a judicialização está em 75 ordens, média de 19 por mês.

Nos indicadores de saúde, a Atenção Básica realizou 839.322 consultas e procedimentos, além de 290.117 visitas domiciliares. Já as consultas em especialidades, como ortopedia, neurologia e cardiologia, entre outros, somam 72.957 consultas, tendo sido realizados 837 mil exames como raio-x e tomografia.

No primeiro quadrimestre do ano, foram registrados ainda 9.472 casos confirmados de dengue, 1.041 casos de chikungunya e 1.129 de zika, contra nenhum do ano passado, caracterizando epidemia das três doenças.  As mortes infantis foram 17 nos primeiros quatro meses do ano, índice menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 20 crianças menores de um ano faleceram.

A prestação de contas apontou ainda que o Disque Saúde registrou 1.825 chamados, sendo reclamações de usuários respondendo por 991 ligações. A motivação maior de contato com a Central foram relatos sobre demora agendamento de consultas especializadas (417) e demora no agendamento de exames (186).

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