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Em meio a bate-boca, criação de Conselho LGBTQIAP+ é rejeitado pela terceira vez

Vereador diz que não vai acionar o Conselho de Ética após ameaça

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Reprodução/YouTube TV Câmara

Em uma sessão marcada por bate-boca entre os vereadores João Paulo Rillo (PSOL) e Bruno Moura (PRD), o projeto que cria o Conselho Municipal dos Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero, chamado de Conselho LGBTQIAP+, foi reprovado pela Câmara de Rio Preto pela terceira vez, nesta terça-feira (11). Após ser ameaçado por Moura, Rillo afirmou que não vai acionar o Conselho de Ética da Câmara.

O projeto foi apresentado pelo vereador Rillo e recebeu pareceres jurídicos pela ilegalidade e inconstitucionalidade pela Comissão Permanente de Justiça e Redação e pela Diretoria Jurídica da casa. Outro parecer, assinado pela advogada Gabriela Carolina dos Santos Pinto, ativista da causa LGBTQIAP+, contrário aos pareceres do Legislativo, foi rejeitado pelos vereadores.

A discussão ficou por conta de Moura que, durante a votação de outro projeto, voltou ao tema. Ao se dirigir a Rillo, o vereador do PRD justificou o voto contra a proposta. “Você está forçando a barra para falar que defende uma classe. No dia em que o projeto vier do Executivo, de onde deveria vir, a gente senta e conversa. Você é um cara, João, que na hora que você menos esperar, você vai ter”, declarou Moura.

Rillo, então, relembrou que outras duas propostas semelhantes já haviam tramitado na Câmara e que Moura também foi contra. “Este projeto já veio do Executivo e você foi contra. O que vai fazer? Vai me bater?”.

Na sequência, Moura respondeu que “se for necessário” e Rillo rebateu dizendo que já foi ameaçado pelo vereador do PSD em outras ocasiões. A discussão foi encerrada pelo presidente Pauléra.

Questionado sobre as atitudes a serem tomadas diante da fala de Moura, Rillo afirmou que não pretende levar o caso ao Conselho de Ética e nem denunciar junto à Polícia Civil.

Votação  

Além de Rillo, que foi autor do projeto, votaram a favor do parecer os vereadores Celso Peixão (MDB), Renato Pupo (Avante), Pedro Roberto (Republicanos), Francisco Júnior (União Brasil) e Jorge Menezes (PSD).

Foram contrários ao parecer os vereadores Moura, Anderson Branco (Novo), Bruno Marinho (PRD), Robson Ricci (PSD), Cláudia de Giuli (MDB), Odélio Chaves (Podemos), Karina Caroline (Podemos) e Jean Charles (MDB).

Fábio Marcondes (PL) não participou da sessão e cabo Júlio Donizete (PSD) se ausentou do plenário no momento da votação. O presidente da Câmara, Paulo Pauléra (Progressistas), não vota neste tipo de proposta.

 

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