Política
Estudo revela que Rio Preto tem só 16% de cobertura arbórea
Levantamento realizado pela Esalq mostra ainda um déficit de 128 mil árvores
Rio Preto possui apenas 16% de cobertura arbórea em seu perímetro urbano e um déficit estimado de 128 mil árvores. O diagnóstico, elaborado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), foi apresentado nesta quinta-feira (13) durante audiência pública na Câmara, que discutiu o Plano Municipal de Arborização Urbana. O encontro foi promovido pela Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo vereador Abner Tofanelli (PSB).
O estudo aponta que 33 mil das árvores faltantes são consideradas prioritárias para reduzir as chamadas ilhas de calor, especialmente na região central. Segundo o engenheiro agrônomo Otton Arruda, da Secretaria de Meio Ambiente, essas áreas mais quentes demandam espécies de grande porte e copa ampla. A primeira etapa do plano — que contempla o plantio dessas 33 mil mudas — deve exigir investimento de aproximadamente R$ 6 milhões.
Outro dado relevante mostra que, nas vias públicas, a arborização é ainda mais baixa, chegando a apenas 9%. Para que a cidade perceba benefícios como sombra, redução de temperatura e melhora do conforto térmico, o ideal seria atingir ao menos 20% de cobertura arbórea. As podas excessivas também comprometem o resultado: muitas árvores têm até 60% da copa retirada, quando o recomendado é 25%.
O levantamento da Esalq revelou ainda impactos diretos sobre a infraestrutura urbana. Ruas sem árvores apresentam, em média, seis buracos no asfalto; nas vias arborizadas, a média cai para 2,5. A redução de 58% nos danos é atribuída à menor variação de temperatura sobre o pavimento, graças à sombra proporcionada pelas copas.
O secretário de Meio Ambiente, Paulo Pagotto, destacou desafios adicionais da pasta, como a destinação dos resíduos de poda. A área conhecida como Fazendinha recebe material há 16 anos e enfrenta notificações da Cetesb e do Ministério Público. Ele também reforçou que o maior obstáculo não é o plantio, mas a manutenção das mudas — etapa incluída no orçamento previsto para a primeira fase do plano. Pagotto anunciou ainda o desenvolvimento de um aplicativo para controlar e autorizar podas, além de orientar moradores.
Com a conclusão do diagnóstico, o próximo passo é a elaboração do projeto executivo que dará início ao plantio das árvores prioritárias. A audiência reuniu vereadores, representantes do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Condema), ambientalistas e moradores interessados na expansão da chamada “floresta urbana” de Rio Preto.
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