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Obesidade infantil

Cresce a cada dia o número de crianças obesas no Brasil. Especialistas afirmam que a família desempenha papel fundamental para combater a doença

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Considerado um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, a obesidade se agrava ainda mais com o crescimento nos índices de sobrepeso entre as crianças. No Brasil, o percentual de crianças com excesso de peso, entre 5 e 9 anos, já chega a 33,5% e chamam a atenção para a questão.

Tanto que o dia 11 de outubro deste ano, que já é o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, passa a ser o Dia Mundial da Obesidade. A IASO – Wolrd Obesity Federation – adotou a data como oficial.

Mais sedentárias e comendo pior, as crianças estão engordando e adoecendo. Sintomas como pressão sanguínea alta, manifestação de diabetes tipo 2 precocemente e níveis elevados de colesterol no sangue são alguns dos sintomas sentidos pelos pequenos. Há também, efeitos psicológicos, como a baixa autoestima, imagem corporal negativa e depressão.

A Organização Mundial de Saúde estima que, se nada for feito para mudar esse quadro, até o ano de 2025, poderemos ter 75 milhões de crianças com sobrepeso e obesidade no Brasil.

De acordo com Flávia Ribeiro Funes, médica que atua na área de endocrinologia da Clínica Nuclehum, de Rio Preto, para saber se a crianças faz parte desta estatística é necessário medir o IMC (Índice Médio Corporal), que é o peso dividido pela altura ao quadrado, no caso da criança. “Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde (OMS) do IMC, que preconiza que quando a criança está acima do p85 é considerada sobrepeso. Quando está acima do p95 e obesidade”, afirma a médica.

A especialista afirma que a criança come o que os pais oferecem. “Existe uma tendência a alimentação fast food, com comidas que têm pouco nutrientes e muitas calorias. Além disso, a introdução de refrigerantes e doces na alimentação desde cedo pioram esse processo”.

Outro aspecto que influencia também as crianças é o uso abusivo da televisão, computador e jogos eletrônicos, que acabam fazendo com que a criança fique sedentária, ou seja, não faz nenhuma atividade física para gastar energia.

Sobre o tratamento

De acordo com o especialista no tratamento de diabetes e pesquisador na área da nutrição, o médico Patrick Rocha, o tratamento da obesidade infantil exige a participação da família de forma a incentivar a criança a adotar estilos saudáveis de vida que ajudam a combater a obesidade. “É importante que os adultos desenvolvam maior consciência sobre o consumo de alimentos e que as crianças comecem a aprender isso desde cedo. Quanto mais cedo começar a educação alimentar, melhor será para a saúde”, afirma o especialista.

 

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