Saúde
Atividade física cresce no estado de SP, mas jovens reduzem ritmo em 2025
Levantamento da Fundação Seade aponta aumento geral na prática de exercícios, impulsionado sobretudo por idosos
A prática regular de exercícios ganhou força entre os moradores do estado de São Paulo em 2025. Um levantamento da Fundação Seade mostra que 55% da população afirma se exercitar, índice 16 pontos acima do registrado em 2019. O estudo foi realizado em setembro, por meio de entrevistas remotas com pessoas de todas as regiões.
Apesar do avanço geral, a pesquisa indica que nem todos os grupos acompanharam essa tendência. Entre os jovens de até 29 anos, a adesão caiu de 61% para 53% em um ano, o maior recuo entre as faixas etárias. Especialistas apontam que a redução pode estar ligada à perda da rotina criada no período pós-pandemia, somada à retomada intensa das atividades de trabalho e estudo presenciais.
O hábito de se exercitar também revela desigualdades: homens se mantêm mais ativos (61%) do que mulheres (52%), e a prática aumenta conforme sobem os níveis de renda e escolaridade.
O segmento que mais impulsionou o crescimento foi o de idosos. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais que realizam atividades físicas saltou de 33% em 2019 para 52% em 2025. O estudo aponta que esse público tem demonstrado maior conscientização sobre autocuidado e manutenção da capacidade funcional, além de contar com mais disponibilidade de tempo. Mesmo assim, questões de saúde seguem como o principal obstáculo para quem não consegue manter uma rotina ativa.
Interior Paulista
O interior paulista apresenta o maior percentual de praticantes, com 58%, acima dos 52% registrados na Região Metropolitana de São Paulo. Entre os que se exercitam, 80% afirmam treinar ao menos duas vezes por semana, e cerca de um terço dedica mais de uma hora diária às atividades.
Ainda assim, 45% dos moradores do estado não praticam nenhum tipo de exercício. Entre os motivos mais citados estão problemas de saúde (39%), falta de tempo (25%) e ausência de locais adequados (14%).
A pesquisa também revela que apenas um terço dos entrevistados considera suficiente a infraestrutura esportiva dos bairros onde vivem. Embora 47% afirmem ter centros esportivos ou quadras públicas próximos de casa, somente 32% utilizam esses espaços — que são mais frequentados por pessoas de menor renda, evidenciando a importância de equipamentos públicos acessíveis para estimular hábitos saudáveis.
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