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UM PAÍS QUE ACORDA E LUTA

A evolução do mundo sempre passou pela história dos movimentos sociais, em sua grande parte, responsáveis pelo atual desenho do cenário geopolítico global.

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Este ainda início do segundo milênio tem sido marcado por um caminhar maiúsculo da humanidade em busca de suas reivindicações e anseios de mudanças. A evolução do mundo sempre passou pela história dos movimentos sociais, em sua grande parte, responsáveis pelo atual desenho do cenário geopolítico global.  O Brasil, ao contrário dos tabus que contra ele pesam de ter um povo pacato e sem voz, tem sim uma gente que sabe fazer seus manifestos e ir à luta por seus ais. E está ficando ainda melhor, aperfeiçoando seu uníssono na cobrança por ética na política e respeito na gestão dos interesses comuns.

A prova é o agir cada vez mais eficaz das manifestações populares, com o surgimento de movimentos organizados e apartidários que expressam com força e clareza o querer do povo. Essa nova estrutura social, formada por variados segmentos da população, é necessária e mais que oportuna. São cidadãos que não se conformam em viver um tempo de ética ao avesso, em que o bom é ser ruim e onde o mal anda vencendo o bem com muita tranquilidade e cinismo.

Neste momento, um questionamento urgente: como educaremos nossos filhos e netos neste mundo as avessas da ordem, da decência e da moral? Será que as próximas gerações de brasileiros terão que se adaptar ao modo e ao estilo de vida de um mundo cada vez mais bizarro e disforme em seus valores e conteúdo? Qual será o repertório de conceitos e o lastro do caráter das crianças e jovens que convivem hoje com uma Justiça que se curva, envergonhada? Que sofrem as consequências dos desmandos e crueldades da corrupção e da roubalheira sem fim? Irão se moldar e se acostumar com os espinhos da maldade e da dureza de um território sem lei? Como nossos filhos e filhas estão recebendo e processando os sinais de que o bem e o mal estão mais juntos e misturados do que nunca? Como conduzir nossa juventude até o necessário alimento da alma, da verdade e da generosidade? Como cuidar dos jovens se nós também precisamos de ajuda, socorro, esclarecimentos e caminho seguro? Diante do desânimo e do medo que a violência nos infringe, haveremos de ser refratários de coragem e fé.

À falta de escrúpulos dos governantes, mostraremos nossas reivindicações com civilização, ordem e respeito. Aos fatos que nos assombram diariamente, usaremos o diálogo, a franqueza e a nossa resistente alegria para sinalizar aos nossos jovens que há, sim, outras opções de vida e dignidade.  Dentre as tantas iniciativas que hoje desfilam suas reivindicações de ética e justiça, uma se destaca: o Movimento Vem Pra Rua. Seu ensejo é “resgatar a esperança sequestrada pela corrupção, exigir mais eficiência e transparência no gasto público e defender a redução da carga tributária e da burocracia.” O que movimentos como esse querem é o que os governos deveriam querer e buscar, com propósitos leais ao povo e ao crescimento da Nação.

Um Estado que garanta segurança, educação, saneamento básico e saúde pública; uma sociedade com igualdade de oportunidades, sem distinção e um Brasil em que cada cidadão possa viver do seu trabalho e ser atuante na construção de uma sociedade próspera. Assim é que, ou mudamos o Brasil, ou mudamos do Brasil. Como a segunda opção não é aceita por qualquer um que ama essa terra e reconhece o potencial desse povo, cabe a nós lutarmos pela mudança e, principalmente, pelo despertar deste País.

Roberto Lima, Doutor em Ortodontia pela UFRJ – Diplomado pelo “American Board of Orthodontics”.

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