Esportes
Rio-pretense realiza o sonho de trabalhar como fotógrafa na Olimpíada em Tóquio
A fotógrafa rio-pretense Cristiane Ishizava, que vive atualmente no Japão, com seus filhos, está realizando seu sonho e participando da Olímpiada ao fotografar as lutas de judô, em Tóquio
A rio-pretense Cristiane Ishizava, 51 anos, mora desde dezembro de 2019 na cidade de Tsukuba, que fica a cerca de uma hora de Tóquio. Ela mora com dois dos seus três filhos, Leonardo e Matheus. Leonardo é casado e Matheus treina judô na Universidade de Tsukuba. Outro filho dela, Felipe ainda vive no Brasil. Desde o dia 24 ela está fotografando as lutas do judô para o portal Judô Nacional. “Está sendo uma experiência fantástica. É a segunda Olimpíada que fotografo. Já fotografei no Rio 2016 (e dois mundiais de judô Rio 2013 em Brasília 2019) que são as eliminatórias para a Olimpíada”, afirmou Cristiane que trabalha numa fábrica na cidade de Tsukuba, assim como seus dois filhos.
Ela comenta que chegou no Japão antes da pandemia e se adaptou fácil ao estilo de vida dos japoneses. “Me adaptei muito rápido por já conviver com orientais (meu marido). Com 20 dias de Japão já consegui minha habilitação japonesa (que não é fácil de tirar, mas consegui passar de primeira), o que facilitou bastante a minha vida. Estou estudando Nihongo, um idioma bastante difícil, mas já consigo me virar nos lugares em que preciso ir (convivo diariamente com japoneses da fábrica, o que me ajuda muito”, afirmou a fotógrafa que trabalha na Fujikin, na cidade de Tsukuba em uma fábrica de válvulas de alta pressão (automação). No seu trabalho, ela é responsável por verificar defeitos nas peças. “É um serviço leve e já me adaptei. Quanto a comida não tenho nenhum problema e quase não sinto falta da nossa comida brasileira. O povo japonês é muito educado, nunca fui maltratada por nenhum deles, procuram sempre ajudar a gente no que for preciso e a educação deles é incrível. Eles possuem muita paciência para falar conosco e para tentar nos compreender, fico encantada com tudo aqui. Sem falar a segurança no Japão. Aqui você não vê ninguém passeando ou andando a toa na rua. Os japoneses só saem finais de semana para ir as compras ou ao shopping. As crianças vão a escola sozinhas desde pequeninas. Até uns 6 anos os pais levam nos pontos (locais onde passa o ônibus). Após esta idade elas vão sozinhas”.
Cristiane comentou sobre os Jogos até aqui. “Estou acompanhando as medalhas dos brasileiros pela televisão. Já o judô acompanha diariamente no ginásio Nippon Budokan, em Chiyoda-ku, aqui em Tóquio”. Ela fez registros dos medalhistas olímpicos do judô e ainda aproveitou para tirar uma selfie com os atletas Daniel Cargnin e Mayra Aguiar, ambos vencedores de bronze em Tóquio. E para registrar todos esses momentos, Cristiane conta com máquinas fotográficas potentes. “A Canon do Japão nos empresta todos os equipamentos de última geração para fotografar os Jogos. Tão importante quantos captar belas imagens, é o contato com os fotógrafos de diversos países e a experiência que vamos adquirindo. Chego a carregar 20 quilos em média de peso nos braços e costas em equipamentos. É bastante desgastante, mais também tão gratificante que na hora a dor vai embora, só sentimos quando chegamos em casa para descansar, mas no outro dia fazemos sempre a mesma rotina”.
-
Política2 diasNa reta final das eleições: Rio Preto tem 30 candidatos na disputa
-
Política1 diaEquipe de panfletagem de Lula e Haddad é agredida em Rio Preto
-
Cidades1 diaEngenheira de Rio Preto faz Pix errado e recebedor não devolve dinheiro
-
Cidades2 diasCâmeras com IA flagram motoristas sem cinto e usando celular em Rio Preto
