Economia
Ar-condicionado: escolhas certas ajudam a economizar energia no verão
Ajustes simples no dia a dia ajudam a economizar energia

Com a intensificação do calor, o ar-condicionado se torna um dos principais responsáveis pelo aumento no consumo de energia nas residências, podendo representar uma parcela significativa da conta de luz durante os meses mais quentes. No entanto, escolhas adequadas e hábitos corretos de uso podem transformar o equipamento em um aliado do consumidor, e não em um problema para o orçamento.
Segundo o especialista em pesquisa e desenvolvimento, Romenig Magalhães, aparelhos equipados com tecnologia inverter se destacam pela eficiência. Esse tipo de sistema permite um controle mais preciso do funcionamento do compressor, evitando picos de energia causados pelo liga e desliga constante, o que pode gerar uma economia expressiva no consumo elétrico, especialmente em períodos de altas temperaturas.
De acordo com o setor, o gasto mensal de um ar-condicionado está diretamente relacionado à potência do equipamento, medida em BTUs, e ao tempo de utilização. Modelos residenciais entre 9 mil e 12 mil BTUs, quando usados de forma moderada, apresentam consumo mensal que pode variar consideravelmente. Já os aparelhos mais antigos, sem a tecnologia inverter, tendem a gastar mais energia, sobretudo em épocas de bandeira tarifária vermelha.
Outro fator relevante é a verificação do selo de eficiência energética do Inmetro. Equipamentos classificados com nota A indicam menor consumo e maior eficiência, refletindo diretamente em economia para o consumidor ao longo do tempo.
Além da escolha do modelo, a forma de uso também influencia no gasto energético. Manter portas e janelas fechadas durante o funcionamento, reduzir a incidência direta do sol com cortinas ou persianas e garantir que o ambiente esteja bem vedado são medidas que contribuem para um melhor desempenho do aparelho. A manutenção periódica, com limpeza dos filtros e revisões regulares, também é essencial para evitar perda de eficiência.
A definição da temperatura é outro ponto decisivo. Segundo o especialista, manter o termostato entre 23 °C e 25 °C proporciona conforto térmico adequado e ajuda a controlar o consumo. Temperaturas muito baixas, por outro lado, elevam significativamente o gasto de energia e podem causar desconforto, como ressecamento do ar.
Como alternativa, a função “Sono”, presente em muitos modelos, ajusta gradualmente a temperatura ao longo da noite, reduzindo o esforço do equipamento e, consequentemente, o consumo de energia, sem comprometer o conforto durante o descanso.
Com atenção a esses detalhes, o uso do ar-condicionado pode ser mais eficiente, econômico e sustentável, mesmo nos períodos de calor intenso.
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