Cidades
Riopretão volta a se chamar Estádio Victor Britto Bastos após decisão do Conselho
Proposta apresentada pela diretoria do Rio Preto Esporte Clube resgata homenagem ao benemérito que teve papel fundamental na aquisição da área onde foi construído o estádio
O estádio Riopretão, pertencente ao Rio Preto Esporte Clube, voltará a se chamar oficialmente Estádio Victor Britto Bastos. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Deliberativo do clube, em uma reunião marcada por aplausos e emoção. A proposta foi apresentada pelo presidente esmeraldino, José Eduardo Rodrigues, e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Itamar Rubens Malvezi.
A mudança resgata uma homenagem histórica ao benemérito que teve papel decisivo na formação do patrimônio do Verdão da Vila Universitária. O nome Victor Britto Bastos já havia sido atribuído ao estádio inaugurado em 1968, mas, ao longo dos anos, o local passou a ser conhecido como Riopretão e, posteriormente, recebeu a denominação de Estádio Anísio Haddad.
Segundo a diretoria, a homenagem a Anísio Haddad não teve sua aprovação regularmente concluída pelo Conselho Deliberativo, situação que gerou um impasse histórico. A questão foi esclarecida por meio de documentos, registros e atas de reuniões anteriores, que fundamentaram a decisão de restabelecer o nome original.
História e reconhecimento
A ligação de Victor Britto Bastos com o Rio Preto Esporte Clube remonta a 14 de setembro de 1922, quando ele realizou a primeira doação de um terreno à instituição. Na área, foi construído o primeiro estádio do clube, conhecido como Fortim da Vila.
A doação previa uma cláusula de reversão do imóvel à família caso o clube deixasse de utilizar o espaço. Após a morte do benemérito, em 30 de agosto de 1945, seus herdeiros abriram mão desse direito, permitindo que os recursos provenientes da venda do terreno fossem destinados à aquisição de uma nova área para o clube.
Com a autorização da família, o antigo imóvel foi vendido e, em 27 de outubro de 1964, Ulisses Jamil Cury e Alcides Soler adquiriram, em nome do Rio Preto Esporte Clube, o terreno de aproximadamente 68 mil metros quadrados onde seria construído o atual estádio, inaugurado em 1968.
Decisão
O presidente José Eduardo Rodrigues destacou que a decisão não representa qualquer desmerecimento à memória de Anísio Haddad, com quem manteve uma relação de amizade e respeito ao longo de sua trajetória política.
“Nada contra Anísio e tudo a favor da verdade. Anísio foi um companheiro meu. Dei o nome dele à avenida em frente ao estádio, quando era vereador, e à Delegacia Agrícola de São José do Rio Preto, quando era deputado. Sempre tive com ele o melhor dos relacionamentos”, afirmou.
Rodrigues explicou que a denominação anterior provocou divergências entre os conselheiros e que, em 25 de maio de 1978, a viúva de Anísio Haddad encaminhou uma carta ao Conselho Deliberativo manifestando a recusa à homenagem diante das discordâncias existentes.
Para o dirigente, a aprovação unânime representa não apenas uma correção histórica, mas também um momento de reencontro do clube com suas origens.
“No momento em que a proposta foi aprovada, sob aplausos, todos os presentes se emocionaram. Foi um momento diferente, até espiritual. O Rio Preto Esporte Clube está renascendo, porque está se reencontrando com sua história e fazendo justiça a Victor Britto Bastos”, concluiu Rodrigues.
Com a decisão, o clube oficializa o reconhecimento a um dos principais responsáveis pela formação de seu patrimônio, eternizando o nome de Victor Britto Bastos no estádio que há décadas faz parte da história do futebol de São José do Rio Preto.
O presidente José Eduardo Rodrigues
José Eduardo Rodrigues com o presidente do Conselho Deliberativo, Itamar Rubens Malvezi

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