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Médico morto em confronto com a PM tinha 8 armas e medalha nazista

Cirurgião vascular morreu após atirar contra policiais durante atendimento a uma ocorrência de violência doméstica, na região de Rio Preto

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Reprodução/ arquivo pessoal
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O médico cirurgião vascular Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, que morreu após um confronto com policiais militares no domingo (18/10), mantinha em casa, em Catanduva, um arsenal com mais de oito armas de fogo, munições de diferentes calibres e uma medalha com o símbolo da suástica nazista. Os objetos foram apreendidos e serão submetidos à análise policial.

A ocorrência começou após a esposa do médico acionar a Polícia Militar e denunciar ameaças de morte. Segundo o registro na Polícia Civil, ela relatou que o marido estava agressivo e armado depois de um churrasco em que teria consumido bebida alcoólica, no bairro Jardim Aeroporto.

Quando as equipes chegaram ao endereço, a mulher já estava na área externa da residência. Os dois filhos do casal, de 14 e 10 anos, continuavam dentro do imóvel e se refugiaram no banheiro de um dos quartos durante a ação.

Ao perceberem que Luciano estava armado no portão, os policiais iniciaram uma tentativa de negociação. Conforme o registro da ocorrência, o médico apontou a arma em direção aos agentes e disparou. Os policiais revidaram, atingindo o homem, que morreu no local.

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As crianças foram retiradas da casa sem ferimentos e ficaram sob os cuidados de uma tia. A esposa do médico também não sofreu ferimentos, mas foi encaminhada a um hospital para atendimento.

Armas, munições e objetos apreendidos

Na residência, a polícia encontrou quatro pistolas, duas espingardas e dois revólveres, incluindo armas dos calibres .380, .357 e .38. Também foram recolhidas seis armas brancas: três espadas, dois espetos e um facão.

O material apreendido inclui ainda 352 munições intactas e outras 98 já deflagradas, de diferentes calibres, guardadas em um estojo. Os policiais localizaram também um radiocomunicador, equipamentos de monitoramento da residência e a medalha com o símbolo nazista.

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O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, foi chamado depois que um objeto semelhante a uma granada foi encontrado no imóvel. Após avaliação com equipamento de raio-X, a equipe constatou que se tratava de uma réplica decorativa de uma granada de mão alemã, sem explosivos.

Como não havia documentação disponível que permitisse verificar a regularidade de todas as armas e munições, os itens foram apreendidos para análise. A arma que estava com o médico e as armas utilizadas pelos quatro policiais que efetuaram disparos também foram recolhidas para perícia.

O caso foi registrado como morte decorrente de oposição à intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência.

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