Cidades
Vizinho ofende racialmente e agride mulher trans com capacete
Vítima precisou ser levada para UPA e depois para hospital, onde permaneceu um tempo em observação
Confusão entre vizinhos no Jardim Antunes terminou na UPA Norte e na delegacia na madrugada desta terça-feira (15). De acordo com informações do boletim de ocorrência, uma mulher trans foi ofendida racialmente e agredida por um homem, que mora na mesma rua, mas que ela não sabe o nome.
A discussão começou por volta de 1h, quando a vítima, de 31 anos, foi guardar o carro e a cachorra dela que está no ‘cio’ escapou. O cachorro do vizinho, segundo ela, está sempre na rua. O agressor saiu de casa com uma vassoura para bater na cachorra, momento em que ela chamou atenção dele.
O homem teria dito “tinha que ser preta mesmo” e a agredido com chutes e socos, quando ela correu para casa. Algum tempo depois voltou para rua para procurar pela cachorra. Por coincidência, o agressor estava saindo de moto e, ao vê-la, e teria dito “você é homem, então tem que apanhar como homem”. Após a ofensa, pegou o capacete e acertou o rosto da vítima com um golpe.
Ela conseguiu pegar o capacete e jogar longe e fugiu novamente para a própria residência. A vítima chamou a Polícia Militar e foi levada pela equipe para a UPA Norte, sendo encaminhada em seguida para a Santa Casa, para realizar exames, permanecendo em observação, além de ter recebido pontos no supercílio esquerdo.
Após sair do hospital, ainda com a roupa ensanguentada, a mulher foi até a delegacia, onde ressaltou que o cachorro do vizinho sempre está na rua, fez questão de salientar que houve mudança de nome no documento de identidade, sendo, portanto, uma mulher. Disse ainda que próximo ao local, existem câmeras de segurança que podem ter registrado as agressões.
A vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses que tem para representar criminalmente (processar) o agressor. O prazo se inicia assim que o suspeito seja devidamente identificado.
