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Adolescentes denunciam ameaças em escolas estaduais de Rio Preto

Ocorrências distintas foram registradas na Central de Flagrantes

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Reprodução/ imagem ilustrativa

Dois estudantes de 14 anos procuraram a polícia em Rio Preto, nesta segunda-feira (18/8), para denunciar ameaças sofridas dentro de escolas estaduais da cidade. Os casos aconteceram em bairros diferentes e seguem sob investigação.

No primeiro registro, uma aluna compareceu à Central de Flagrantes acompanhada do pai e relatou ter sido intimidada por colegas no Jardim Dom Lafayete. Segundo contou, ao término das aulas, duas adolescentes se aproximaram e afirmaram que, “se tivessem uma arma, resolveriam o problema”, exibindo uma tesoura. O motivo da desavença não foi esclarecido. A ocorrência será apurada pelo 4º Distrito Policial.

Mais cedo, na Vila Maceno, outro adolescente também buscou a polícia após receber ameaças de quatro colegas. Acompanhado da tia, ele relatou que os agressores o advertiram de que “iria apanhar” caso estivesse em companhia de outro estudante, citado por apelido. Também teria sido avisado de que sofrerá represálias se denunciar a situação. Este caso será investigado pelo 3º DP.

Violência Escolar 

Um panorama recente sobre a violência escolar no Brasil revela a gravidade do problema. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontam um crescimento de 360% nas postagens com ameaças a escolas entre 2021 e 2025, enquanto o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) registrou aumento de 50% nas denúncias de violência escolar somente em 2023.

O relatório da Unicamp mostra que, entre 2001 e 2023, ocorreram 36 ataques violentos em instituições de ensino, resultando em 40 mortes e mais de 100 feridos.

As formas mais comuns de violência são as físicas, seguidas por agressões psicológicas/morais e, em menor escala, a violência sexual. O bullying segue prevalente: uma pesquisa nacional indica que 19,8% dos estudantes admitem praticá-lo, especialmente entre meninos.

Em resposta, o Ministério da Educação (MEC) e o MDHC têm desenvolvido ações preventivas, cursos de capacitação e estratégias de apoio, mas especialistas destacam que a sensação de insegurança persiste, com relatos de evasão escolar por medo. A questão, segundo os levantamentos, é multifacetada, influenciada pelo ódio disseminado em redes sociais, pela banalização do bullying, pela falta de preparo das escolas para lidar com discriminações e também pelos reflexos da violência doméstica.

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