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Após acidente, motorista de caminhão e dono de empresa são ameaçados

De acordo com testemunho na delegacia, pai da vítima teria dito por telefone “que isso não iria ficar assim não”

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Divulgação/Ilustrativa
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Um acidente de trânsito acabou em ameaça e registro de boletim de ocorrência nesta sexta-feira (7) em Rio Preto. De acordo com informações do documento, o representante de uma empresa de transportes, 33 anos, afirmou na delegacia que o funcionário dele, de 46, conduzia, por volta de 11h, o caminhão WV/BT branco pela avenida de Maio, sentido bairro/BR-153. Ele diminuiu a velocidade e sinalizou que iria virar para a esquerda com intuito de acessar a ria Anastácio Rocha.

No trajeto, um jovem de 19 anos com uma moto CG 150 preta vinha em alta velocidade pela mesma via, forçou uma ultrapassagem pela esquerda e bateu na lateral esquerda do caminhão, entrando debaixo do veículo. Em depoimento, o motociclista contou que seguia com a moto pela avenida de Maio e o caminhão estava à frente dele e, ao aproximar-se, o motorista não viu a moto e fez uma manobra à esquerda e houve a colisão com a motocicleta. Apesar do susto e da gravidade do acidente, o rapaz ‘apenas’ fraturou a mão esquerda e teve lesão na perna direita.

O motorista do caminhão acionou o SAMU, que fez o atendimento à vítima. Ele aguardou até que o motociclista fosse devidamente atendido e encaminhado para a UPA Jaguaré. Nesse momento um homem que não se identificou, apenas disse ao caminhoneiro disse a ele que o veículo estava em um local de grande fluxo e como não apresentava danos sugeriu que o motorista fosse embora do local, “pois estava tudo resolvido”. Descobriu-se mais tarde que se tratava de um outro funcionário da empresa.

Desta feita, o motorista foi com o caminhão para a cidade de Nova Granada na sede da empresa e comunicou o ocorrido. Em seguida entrou em contato um indivíduo desconhecido pelo celular, com voz alterada, contou que era o pai do jovem motociclista, questionando quais as medidas cabíveis da empresa e o que o proprietário da mesma tinha para alegar. Por fim, teria dito que “isso não vai ficar assim não”.

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Já na delegacia, o proprietário da empresa, um homem de 33 anos, declarou que o funcionário dele conduzia o caminhão em velocidade compatível com a via e que havia efetuado a sinalização para efetuar a manobra. Temendo pela própria integridade física de algum mal que possa ser feito pelo pai da vítima, decidiu registrar a ocorrência.

As vítimas foram orientadas quanto ao prazo de seis meses para representar criminalmente contra os respectivos acusados, foi expedia requisição para exame do motociclista no IML e o caso será investigado.

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