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Cai em 67% a incidência de incêndios nas Unidades de Conservação do Estado

Nos primeiros seis meses deste ano foram registradas 37 ocorrências. Já no mesmo período de 2021, ocorreram 117 focos de incêndios florestais

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O Painel Geoestatístico dos Incêndios Florestais em Unidades de Conservação e Áreas Protegidas publicado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, registrou uma queda de 67,26% na incidência de incêndios no Estado de São Paulo.

Nos primeiros seis meses deste ano foram registradas 37 ocorrências. Já no mesmo período de 2021, ocorreram 117 focos de incêndios florestais. A queda nos números pode ser atribuída a uma série de fatores, dentre os quais se destaca a intensificação das ações preventivas e de comunicação, tanto do setor privado como público, bem como a boa distribuição das chuvas nos meses de inverno. 

O incêndio florestal prejudica a vegetação e causa a morte de animais silvestres, além de aumentar a poluição do ar, diminuir a fertilidade do solo, oferecer risco de queimaduras, acidentes com vítimas e causarem problemas de saúde na população. Para prevenir e combater incêndios florestais, o Governo de São Paulo, conta com a Operação Corta-Fogo, inciativa que vigora o ano inteiro, mas é intensificada durante o período mais seco do ano, que vai de junho a outubro.

Incêndios criminosos provenientes da queda de balão, uso irregular do fogo em atividades agropecuárias e o vandalismo estão entre os motivos que mais causam incêndios florestais em São Paulo, segundo dados do Painel Geoestatístico. 

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Em 2021, por exemplo, mais de 75% dos 234 focos tiveram como causa ações humanas que poderiam ter sido evitadas, que culminaram com a queima de mais de 23 mil hectares de mata, sendo 14.993 dentro das Unidades de Conservação- UCs e 8.864 nas zonas de amortecimento. Em 2022, das 37 ocorrências registradas, a maior parte também está relacionada ao uso irregular do fogo.

A população pode ajudar: não faça fogueiras, queime lixo ou jogue bitucas de cigarro em áreas de mata. Além de crime ambiental, soltar balões é um dos grandes vilões dos incêndios, evite a prática e denunciei a fabricação, transporte e a soltura por meio do 190 ou pelo canal de denúncias da Polícia Militar Ambiental. Para nunciar, clique aqui.

A Operação Corta-Fogo

Em 2010, o estado de São Paulo instituiu o Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, que visa, dentre outras ações, a diminuir os focos de incêndio no estado e estimular o desenvolvimento de alternativas ao uso do fogo para o manejo agrícola, pastoril e florestal.

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Esse sistema, chamado de Operação Corta-Fogo, é composto por diversos órgãos e desenvolve uma série de atividades de forma permanente, de acordo com as necessidades e priorizações que cada período exige, dentro de um cronograma ao longo do ano.

Fases da Corta-Fogo

Fase verde (janeiro a março, novembro e dezembro): essa fase é dividida em duas etapas. A primeira delas, de janeiro a março, é dedicada a atividades de planejamento e início das medidas de prevenção e preparação. No final do ano, é realizada uma avaliação da temporada de incêndios e são iniciados os preparativos para o ano seguinte.

Fase amarela (abril e maio): a fase amarela requer foco nas ações preventivas e de preparação para enfrentar os incêndios florestais. Nessa fase, as atividades de treinamento, capacitação, elaboração e revisão de planos preventivos e de contingência ganham prioridade.
Fase vermelha (de junho a outubro): nessa fase, as ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas preventivas ganham reforço.

Participam da operação

A Operação Corta-Fogo conta com o apoio de diversos órgãos estaduais como a Coordenadoria Estadual de Proteção Defesa Civil (CEPDEC), o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e a Fundação Florestal (FF). A coordenação do sistema é realizada pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, por intermédio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB).  A articulação entre essas instituições ocorre por meio do Comitê Executivo, que tem como objetivo delinear ações integradas e complementares.

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