Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 07 de outubro
Coluna Giro Político traz as principais notícias do poder regional
Ressaca eleitoral
Passado o pior período para os candidatos, agora é hora do deleite. Aceitos ou não nas urnas, aqueles que enfrentaram o desafio de passar pelo crivo da população devem partir para a autoavaliação. Reavaliar estratégias, repensar atitudes e reorganizar os roteiros. Afinal, daqui dois anos teremos tudo isso de novo.
Polarizou
Como era de se esperar, a disputa ficou entre a esquerda e a direita. A chamada terceira via não colou. Ainda mais em Rio Preto, reduto conservador no interior. Impressionou, no entanto, a mudança do rio-pretense nas urnas em relação à eleição de 2018. João Paulo Rillo (PSOL) foi o candidato a deputado federal mais bem votado da cidade, com 22.161 votos. Mesmo não eleito, o esquerdista está satisfeito. Ajudou a eleger o colega de partido Guilherme Boulos, que não passou de 5 mil votos na cidade.
A dama do barraco
Em segundo lugar entre os rio-pretenses ficou Carla Zambelli (PL). A deputada, que deu o que falar incitando a violência contra petistas em pleno calçadão da cidade, acabou que levou, de novo, uma parcela significativa dos votos, 17.235. Pode parecer pouco diante da quantidade de eleitores em todo o Estado e dos 946.244 votos que ela recebeu, mas muita gente lamentou que os votos não foram para representantes da região.
Republicanos
Diferentemente do resultado entre os candidatos a deputados federais da região, a disputa entre os candidatos a deputados estaduais teve um caráter mais local. Destaque para o partido Republicanos que ficou com dois postulantes entre os mais votados em Rio Preto. Coronel Helena, em primeiro, e Danilo Campetti, em terceiro, não decepcionaram o presidente do diretório municipal da legenda, Diego Polachini. Porém, não foram eleitos. Na verdade, se consagraram como puxadores de votos. Ajudaram a eleger Celso Russomano.
Ele está de volta
Depois de enfrentar um calvário nas eleições, Valdomiro Lopes (PSB) conseguiu carimbar o passaporte na Assembleia Legislativa de São Paulo. O ex-prefeito que enfrenta um processo por improbidade administrativa estava fora da disputa até os 40 minutos do segundo tempo. No entanto, tudo se ajeitou e o juiz eleitoral assinou a elegibilidade. 28.923 eleitores de Rio Preto gostaram da ideia e ajudaram a eleger Valdomiro Lopes.
Legislativo pós-eleição
Como era esperado e não podia ser diferente, o assunto eleições foi parar no plenário da Câmara Municipal. Vereadores que participaram do pleito aproveitaram para agradecer aos votos e parabenizar quem entrou. Renato Pupo (PSDB) manteve apenas o discurso de agradecimento mesmo, com foco no resultado do primeiro turno. Já o João Paulo Rillo foi além. O psolista, claro que agradeceu, mas cinco minutos é muito tempo para quem fala e ele aproveitou o tempo. Lamentou a necessidade do segundo turno e fez um discurso muito parecido com aquele que foi usado em toda a campanha do PT, citando o combate à fome, a atenção na economia do país, a falta de vacinas e o negacionismo durante o período mais crítico da pandemia.
Doeu
O discurso de Rillo foi enfático nas bandeiras empunhadas pela esquerda em todo o país. Porém, não foram pronunciadas palavras como “Lula”, “PT”, “13” e “vote”. Ainda assim, o vereador Jean Charles (MDB) se incomodou. Pegou o microfone e alertou o presidente da casa, Pedro Roberto (Patriota), sobre o discurso de cunho eleitoral e a transmissão da sessão por meio do rádio e da TV. Os membros da Mesa Diretora não esconderam o sorriso. Estranhamente, os discursos dos parlamentares direitistas, no mesmo tom, não incomodaram o Coronel da reserva.
“Perdemos votos, sim!”
Paulo Pauléra (Progressistas) e Celso Peixão (MDB) também não perderam a oportunidade de falar sobre o resultado das urnas. Pauléra parabenizou o colega de partido Fausto Pinato, Carlão Pignatari (PSDB), Luiz Carlos Motta (PL) e Valdomiro Lopes. Porém, esqueceu Itamar Borges (MDB). Já o Peixão foi aplaudido de pé pelo ex-chefe de gabinete de Valdomiro, Alex de Carvalho. O parlamentar relembrou o boletim de ocorrência registrado pela equipe de campanha do PSB que flagrou a distribuição de panfletos com informações inverídicas sobre o ex-prefeito. “Foi jogo sujo de outro partido aí, que não vou falar qual. Perdemos votos, sim! Mas o importante é que a campanha foi vencedora”, disse Peixão na tribuna.
Pé de orelha
Alex de Carvalho ficou sentado na galeria durante todo o tempo em que os vereadores fizeram uso do tempo regimental de cinco minutos na tribuna. Com sorriso largo, o ex-chefe de gabinete conversou com Pauléra, abraçou Peixão e também falou com Robson Ricci (Republicanos). O “menino banhado a ouro”, como disse Polachini, foi contra a própria legenda e apoiou Valdomiro Lopes na campanha.
Pelas galerias
Também ali nas galerias estava o vice-presidente do diretório municipal do PL. Acusado de injúria e importunação sexual, José Félix Sobrinho aproveita os últimos momentos para passear pela Câmara. Depois que duas mulheres, funcionárias no prédio, registraram boletim de ocorrência contra ele na Delegacia de Defesa da Mulher, uma medida protetiva foi pedida. Ainda não saiu, mas as vítimas aguardam ansiosamente o dia em que o conhecido Paraíba seja impedido de adentrar a casa.
Engravatados
Pegou muito mal junto da opinião pública a história da mudança do Regimento Interno da Câmara de Rio Preto que desobrigou o uso da gravata pelos vereadores. A proposta, de Cabo Júlio Donizete (PSD), foi alvo de comentários espinhosos dos eleitores pelas redes sociais. O vereador sentiu o baque e chegou a desabafar na tribuna. Por outro lado, o que realmente impressionou foi a participação de Boulos no programa Roda Viva, da TV Cultura. Quem diria que o recém-eleito deputado federal mais bem votado de São Paulo, e esquerdista ferrenho, teria algo em comum com o vereador rio-pretense e bolsonarista? Pois é. Boulos defendeu o fim da obrigatoriedade da gravata na Câmara dos Deputados e insistiu bastante no assunto. Ao menos no tema ‘vestimenta’ há consenso.
Chateado
A Lei Orçamentária Anual para 2023 nem bem chegou na Câmara e já deu o que falar. Isso porque a proposta quase que dobra o orçamento disponível para a Secretaria de Cultura. No entanto, a notícia não é tão boa assim, segundo o secretário Pedro Ganga. O chefe da pasta está triste com o prefeito e já fala até em jogar a toalha. “A verdade é que aquela verba é tudo da lei Aldir Blanc. O aumento de repasses para a realização de eventos na cidade é pífio. Coisa de R$ 200 a R$ 300 apenas. Eu vou só jogar o dinheiro daqui para os artistas da cidade. Ainda teve vereador que veio me parabenizar. Eles não pararam para ler e estudar o projeto ainda”, lamentou Ganga.
Mistério
Não pegou bem o clima de mistério que Edinho tentou fazer sobre o apoio aos candidatos que disputam o segundo turno para presidente e governador. Durante o lançamento da Expô 2022, no gabinete, a assessoria avisou aos jornalistas que o prefeito iria falar apenas sobre o evento e não tocaria no assunto ‘política’ porque tinha compromisso agendado na sequência. “É muita falta de respeito”, bradou um profissional na porta do prédio. Por fim, um vídeo de Edinho declarando apoio à Tarcísio de Freitas foi encaminhado. Nas imagens, o prefeito não chegou nem perto de citar qualquer posicionamento sobre a disputa presidencial.
-
Cidades1 diaPolícia investiga morte de instalador de som encontrado dentro de carro de cliente
-
Cidades1 diaMotorista foge da PM, invade contramão e provoca acidente em Rio Preto
-
Cidades1 diaAcidente entre caminhão e picape deixa um morto na BR-153 na região
-
Cidades1 diaPolícia prende dois acusados de homicídios na região norte de Rio Preto
