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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 14 de outubro

Coluna Giro Político traz as principais notícias do poder regional

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Paçoquinha de Schmitt
Robson Ricci (Republicanos) negou veementemente que tenha apoiado Valdomiro Lopes (PSB) como candidato à deputado estadual. Como representante da região, o vereador escolheu o colega de partido Danilo Campetti e, ainda assim, não agradou ao presidente municipal da legenda, Diego Polachini. Como articulador da companha de Tarcísio de Freitas ao governo do Estado, Polachini estaria, segundo Ricci, ainda chorando as pitangas por ter perdido mais uma cadeira na Câmara. “O paçoquinha de Schmitt não se conforma que política se faz na conversa, sem radicalismos”, declarou Ricci.

Não sobra um
A história mostra que tem sido tomados caminhos tortos. O Republicanos, antigo PRB, tem estado como prego na areia em Rio Preto. Além de não eleger uma prefeita na última eleição, ainda ficou sem representação na Câmara. Isso porque esperava-se oposição ao concorrente que ganhou a disputa do Executivo, mas foi uma debandada. Karina Caroline nunca esteve contra, a não ser oportunamente. Ricci desembarcou depois de menos de dois anos. Se voltar no tempo, ainda tem o Jean Dornelas que, eleito pelo partido, acabou expulso.

Bijuteria
O fato é que radicalismo nunca foi bom conselheiro e Ricci afirma que tem insistido em avisar seu presidente nos últimos tempos. O parlamentar disse, no entanto, que está cansado e, com ironia, fez alusão à música ‘bijuterias’ da dupla sertaneja Chrystian e Ralf. “Ele chora comendo paçoquinhas e ouvindo a música”, disparou.

Divagações
Com o lado conotativo aflorado, Ricci tem feito referenciais um tanto acima daquilo que o cidadão que acompanha a sessão da Câmara está acostumado. Diferente dos vereadores que costumam ser bem diretos nas críticas, Ricci filosofa na tribuna. Na última sessão, ele comentava sobre a abertura do Hospital Municipal da Região Norte quando chispou: “estava vendo a hora que iriam colocar uma Brasília lá na porta”. A referência foi ao veículo que ficou anos parado em frente ao prédio do antigo hospital Nossa Senhora da Paz.

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Basta ter fé
Uma das campeãs em ações diretas de inconstitucionalidade, a Câmara de Rio Preto já virou motivo de piada no Tribunal de Justiça. E não bastasse as gargalhadas dos desembargadores, os parlamentares ainda foram chamados de ‘pródigos’, isto é, que gastam muito. Ainda assim, o que se mais ouve dos vereadores durante a votação de um veto é: “deixa que o TJ decide”. Com 50 propostas barradas só neste ano, Jorge Menezes (PSD) tem protestado contra o prefeito Edinho Araújo (MDB). “Reza bastante para o Executivo não vetar. Tudo que a gente faz fica parado ali. Boa sorte”, disse Menezes para outro vereador, que usava a tribuna e falava de um projeto.

De médico e louco
Aprovada a resolução que permite aos vereadores contratarem mais um estagiário por gabinete, Jorge Menezes (ele de novo), disparou de novo. “É importante ter estagiário de administração e direito, mas a gente também está precisando de uns de psicologia”. Karina Caroline fez coro: “acho que deveria, pelo menos, liberar para estudantes de assistência social. Vai ajudar nos atendimentos”. Todo o plenário caiu na gargalhada e Menezes insistiu. “Se tivesse um psicólogo aqui, não teria deixado o Robson propor o projeto do barulho dos escapamentos de motos”.

Saúde não é o que interessa
Quase R$ 50 milhões estavam em votação na última sessão. Dois projetos de lei de autoria do Executivo. Pouco mais de R$ 7 milhões para a gestão do Hospital Municipal e R$ 40 milhões para recapeamento. Lendo os textos, é possível notar que existe um pedido de tramitação em regime de urgência da verba para a saúde, mas os vereadores ignoraram. A proposta chegou na casa no início do mês passado e, ainda assim, faltou tempo para Bruno Moura (Patriota) analisar. Ele pediu o adiamento da votação dizendo que precisa estudar melhor o repasse. O hospital, que deveria ter sido inaugurado no semestre passado, começou a funcionar nesta semana. Nenhum vereador foi contra o adiamento da votação. Parece até que ninguém vai usar a unidade nas próximas eleições municipais.

Buracolândia
Recapeamento de ruas também não parece importante aos vereadores. Diferentemente da verba à gestão do Hospital, nenhuma justificativa foi dada para adiar a votação dos R$ 40 milhões para melhoria nas ruas da cidade. Também nenhum vereador, eleito para representar o povo, foi contrário.

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Online
A participação de forma online nas sessões é uma boa estratégia para garantir a presença dos vereadores e evitar o desconto na folha de pagamento dos salários. O problema tem sido a participação a qualquer custo. Na última sessão, a conexão de Odélio Chaves (Progressistas) estava tão precária que virou motivo de piadas. “Le-e-ga-al”, repetiu Ricci. João Paulo Rillo (PSOL) também estava remotamente. O vereador, que não foi eleito como deputado federal, participou da capital, depois de acompanhar o candidato a governador Fernando Haddad (PT) no debate da Band, que foi no dia anterior.

Segundo turno
Enquanto Edinho Araújo faz suspense sobre quem vai apoiar para presidente no segundo turno, se é que ele vai sair de cima do muro, o ex-vice-prefeito Eleuses Paiva já se decidiu e até parece que se ajeitou, caso Tarcísio de Freitas ganhe a disputa para o Palácio Bandeirantes. Segundo o jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, o médico rio-pretense garantiu a Secretaria Estadual de Saúde junto ao mais novo paulista. A pasta, segundo o site, não será usada como moeda de troca porque Eleuses Paiva coordenou a formulação de propostas para a saúde no plano de governo.

No vácuo
Itamar Borges (MDB) foi junto com o partido e também declarou apoio a Tarcísio de Freitas. O deputado estadual já se adiantou no malabarismo político para dar continuidade às políticas do ex-governador João Dória (PSDB) e de Rodrigo Garcia (PSDB). Itamar esteve com o candidato a governador para negociar a continuidade de programas tucanos como o Novas Estradas Vicinais, Melhor Caminho, Rotas Rurais, entre outras iniciativas voltadas ao agro. Também pediu a formalização dos convênios em andamentos e a priorização de entidades sociais e de saúde, como Santas Casas e hospitais filantrópicos.

Feriadão
O discurso do arcebispo Dom Orlando Brandes, durante a homilia em missa na manhã de quarta-feira, no Santuário Nacional de Aparecida, repercutiu pelo sertão. Com a basílica superlotada, o catarinense falou sobre eleição: “É preciso vencer ódio”. Bolsonaristas rio-pretenses devolveram o que entenderam como insulto. “Não concordo com as falas dele! Só que alguns bispos não ajudam. É só lembrar o que aconteceu com o último bispo de Rio Preto”. Misturaram alhos com bugalhos e demonstraram não entender da hierarquia da Igreja Católica.

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