Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 16 de outubro
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Bom de coração
As últimas notícias envolvendo o vereador Alexandre Montenegro (PL) serviram para provar que o GCM licenciado está com o coração muito bem, obrigada! A confusão em torno do mandato do parlamentar se deu após a divulgação de uma nota pela assessoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A informação dizia que Montenegro havia perdido a cadeira e, pela demora na divulgação da decisão judicial, foi tratada como real.
Perdeu
Segundo a divulgação do TRE, após o vereador entrar com uma ação pedindo desfiliação do partido alegando perseguição política, mas fazendo questão de manter o mandato, a juíza do caso, Fernanda Massad, teria tomado uma decisão no mínimo controversa. A primeira informação foi a de que Montenegro se manteria filiado ao PL, mas seria condenado a perder o mandato. Aqui foi o primeiro mini-infarto do dia.
Estranhamento
Montenegro reagiu à sentença divulgada. Segundo o vereador, era preciso ver o acórdão, uma vez que a decisão da magistrada não fazia sentido legal. Montenegro caiu, mas caiu atirando: “recebo com respeito, mas com estranheza a decisão do TRE-SP, caso o acórdão confirme a notícia do Tribunal. Ainda não há a publicação do acórdão e minha ação foi apresentada justamente de forma preventiva”, disse o vereador.
Passou
Já no fim do dia, o TRE voltou atrás na primeira informação e divulgou uma errata. Desta vez, segundo o Tribunal, Montenegro permanece como membro do PL e com mandato. Se ele resolver se desfiliar do partido antes da janela eleitoral, e somente “se”, ele perde a cadeira na Câmara. A confusão só foi definitivamente desfeita com a publicação do acórdão, mesmo com o TRE dizendo que Montenegro ainda era vereador.
Mortos e feridos
Assunto encerrado? Para Montenegro, sim. Depois de esclarecida a tal cassação que não foi cassação, o vereador não se pronunciou. Montenegro não quis falar do susto e nem apontar culpados. No entanto, a história serviu para relembrar o caso de Dr. Tedeschi (PL). O primeiro suplente do partido que já foi diretamente ligado ao primeiro escalão do governo e já exerceu mandato na Câmara, chegou a alimentar uma esperança de voltar.
Ficou, mas ainda é provisório
Ligia Cavassani, que assumiu a Saúde como interina depois da saída de Rubem Bottas, Frederico Duarte e de Mauro Alves, foi mantida no cargo de forma provisória, conforme publicação no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (15). Segundo dizem, a manutenção é um aceno do governo ao secretário estadual de Saúde Eleuses Paiva, que deve permanecer firme e forte no segundo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Operação suplente
Começaram as especulações sobre os suplentes que poderão ocupar os mandatos de eleitos. Entre os nomes, Eleuses Paiva (PSD), filho do secretário de Saúde, que teve 88 mil votos e pode ser catapultado à Câmara dos Deputados. Outro que surgiu recentemente é o de Marco Vinholi (Republicanos), que espera a definição do segundo turno para poder ser encaixado no lugar de Marcos Pereira (Republicanos), que pode virar ministro.
Polarização
A disputa do segundo turno das eleições presidenciais deve ganhar um fôlego a partir desta sexta-feira (16), em Rio Preto. A expectativa é a de que atos políticos tomem as ruas e se tornem mais presentes na vida dos rio-pretenses até o dia 25 de outubro. Já tem manifestações e atos políticos marcados para os próximos dias e, por mais que seja apenas uma conversa com a própria bolha, o engajamento está bom de todos os lados.
Ela volta
Erika Hilton (PSOL), reeleita deputada federal por São Paulo e uma das candidatas mais votadas em Rio Preto, deve voltar para participar de mais um ato em favor da reeleição do presidente Lula (PT). A mobilização da esquerda ainda terá, no domingo (18), uma manifestação e passeata de estudantes. Chamado de Marcha pela Democracia e Soberania, o ato deverá ser realizado em frente ao prédio da Prefeitura.
Ele vem?
Apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) também marcaram uma mobilização de campanha para o domingo. O ato deverá reunir motos, carros, bicicletas e até cavalos para mais um adesivaço, com concentração no Centro Regional de Eventos. Apesar da ação buscar os eleitores que ainda estão indecisos e aqueles que não votaram no primeiro turno, não há uma expectativa real de visita do candidato Flávio a Rio Preto antes do pleito.
Tem apoio
Além do prefeito Fábio Candido (PL), a campanha de Flávio Bolsonaro também ganhou o apoio declarado do deputado estadual reeleito Itamar Borges (MDB). O homem de bigode se reuniu com a cúpula emedebista na capital paulista, na última terça-feira (13), e garantiu que o partido vai trabalhar pelo candidato da direita. O MDB tomou o mesmo rumo do Republicanos e agora ambos seguem juntos pela eleição do PL.
Homenageado
Deputado estadual eleito por Rio Preto, Danilo Campetti (Republicanos) já ganhou homenagem na Câmara. O parlamentar, que ainda nem tomou posse na Alesp, foi escolhido pelo presidente do Legislativo, Luciano Julião (PL), para receber o título de Cidadão Honorário de Rio Preto. O decreto legislativo foi aprovado pelo plenário na sessão secreta do último dia 6. A sessão solene ainda não foi marcada.

Palanque na diversidade
A Parada da Diversidade, realizada no último domingo (11), em Rio Preto, virou palanque da esquerda. Quem subiu ao palco e pediu votos para Lula foi o vereador João Paulo Rillo (PT). Com um discurso que colocou a direita como vilã da pauta LGBTQIAP+, o eleito deputado estadual exaltou o presidente. O vereador Abner Tofanelli (PSB) também foi e, mais uma vez, pediu desculpas por ter apoiado o prefeito. Ambos foram aplaudidos.
Não foi
Bruno Moura (PL), candidato a deputado estadual que não conseguiu ser eleito e um dos três vereadores que destinou emendas para o evento, foi o único do trio que não compareceu. A organização recebeu um total de R$ 160 mil em emendas impositivas de parlamentares, sendo uma de R$ 100 mil de Abner e duas de R$ 30 mil, de Rillo e Moura. A estimativa de público presente no evento foi de cerca de 5 mil pessoas.
Ganhou corpo
A ação de usucapião movida pela Prefeitura de Rio Preto por uma área da Coopec ganhou um novo episódio. Na última sessão, além da presença de um dos fundadores da cooperativa, Francisco Augusto César Serapião Júnior, o ex-vereador Jean Charles também ocupou a tribuna para falar do assunto, na condição de representante de moradores do bairro. Ambos esclareceram fatos documentados em torno da ação.

Andamento
Serapião diz que a ação é motivada pela compra do terreno ao lado da escola pelo vice-prefeito Fábio Marcondes (PL) e falou em uso da máquina pública para benefício particular. Jean Charles, mais técnico, acredita que a Prefeitura vai perder. Rillo agora tenta dominar o assunto e, por meio da comissão de Cidadania, convocou Marcondes e Luis Roberto Thiesi, procurador-geral do Município, para explicar a ação ao público.
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