Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 27 de fevereiro
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

Semana passada
Durante a sessão de quinta-feira (19), o vereador Abner Tofanelli (PSB) leu um ofício assinado pelo secretário de Cultura, Robson Vicente. No documento, o chefe da pasta afirmou que iria a uma audiência pública da Comissão de Cultura da Câmara, mas não da Comissão de Cidadania, para falar sobre o Carnaval. Robson Vicente já sabia que estaria de férias a partir da segunda-feira (23) e não compareceria.
Explicou, sqn
A alegria dos vereadores de oposição que queriam debater o assunto durou pouco. Já na sessão de terça-feira (24), João Paulo Rillo (PT) ironizou a situação e chegou a rir do drible que o secretário deu nos vereadores. No entanto, com a audiência mantida, quem apareceu foi o secretário interino, o número dois da pasta, Érick Soares. O também organizador da festa sertaneja pouco explicou daquilo que deveria ter explicado.
Superávit
Segundo o Érick, a verba de R$ 6 milhões para realizar a folia sertaneja saiu de um superávit do ano passado. É fato que existe um decreto de alteração orçamentária esclarecendo isso. No entanto, não disse como “sobrou” este dinheiro. Aqui, caiu por terra o argumento de parte do governo de que o dinheiro tinha que ser gasto em Cultura porque era verba carimbada. Se “sobrou”, poderia ter ido para setores como a Saúde.
Mais dúvidas
As explicações do agora secretário geraram mais dúvidas ainda. De acordo com Érick, a festa começou a ser organizada em 29 de dezembro de 2025. No entanto, dias antes ele tinha dito para as escolas de samba que não tinha verba. Quem entende de organização de eventos foi bastante taxativo: “até dá para fazer uma festa daquele tamanho em pouco tempo, mas sai muito caro. E o que tem a ver sertanejo com Carnaval?”.
Tretas
O clima de tensão era perceptível antes mesmo da audiência começar. Tinha gente que foi só para ouvir e questionar, mas outros foram para tentar desviar o foco. E conseguiu. Em um destes momentos, Rillo estressou com Gabriel Lima quando o jovem tentou levantar o debate de que o vereador, quando deputado estadual, foi flagrado empurrando um policial militar. Gabriel já foi presidente do PDT e agora defende o governo.
Foi, sqn
Outro momento alto da audiência foi quando Rillo passou a questionar Érick sobre a organização do evento. O vereador queria saber se o empresário que ganhou a licitação para explorar a folia sertaneja já sabia das atrações e como foi possível organizar shows concorridos em tão pouco tempo. Érick ameaçou deixar a reunião, mas acabou convencido de que era melhor voltar, e voltou.

Não apareceram
Além de Robson Vicente, quem também não apareceu para prestar esclarecimentos foi o chefe de gabinete Rodrigo Carmona. Mais uma vez ele encaminhou ofício informando que não deveria ser convocado pelas comissões. Algumas presenças ligadas ao governo foi o que chamou a atenção. Além de Gabriel Lima, estavam lá Jaqueline Barros, assessora da Secretaria de Administração, e Cláudia Lacerda, assessora do Semae.
Postura petista
Rillo demonstrou uma postura crítica com Érick Soares, digna de um político do PT e dele, como parlamentar de longa data. Mais do que demonstrar uma oposição crítica ao governo, Rillo teve a chance de mostrar ao público que não age daquela forma apenas com mulheres, como foi acusado pela secretária de Desenvolvimento Social, Sandra Reis. Não se trata de violência de gênero, mas de oposição no grito.
Avalanche
A péssima repercussão do Carnaval, com custo milionário, informações desencontradas e falta de transparência, virou uma bola de neve que deve ir parar no Ministério Público, conforme Rillo prometeu. Toda a movimentação teria levado o prefeito Fábio Candido (PL) a desistir de algo parecido no aniversário da cidade, em 19 de março. Dizem que a próxima festa deverá dar preferência aos artistas da cidade.
Não volta
Pelos bastidores, corre a história de que Robson Vicente não deve voltar para a Cultura depois do fim das férias, dia 16 de março. A especulação é de que ele deve se filiar ao PL e ser o candidato da legenda de Rio Preto ao cargo de deputado estadual. Pelo sim ou pelo não, já tem gente guardando prints e cortes de vídeos para garantir uma daquelas campanhas eleitorais disputadíssimas, como há muito não se vê por aqui.
Ela foi
Depois de falar um pouco com o PRD, Helena Reis decidiu pelo PSD. A escolha pela legenda de Gilberto Kassab era um tanto óbvia, uma vez que ela continua ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de onde não deveria se afastar muito. A atual secretária estadual de Esportes deve disputar novamente uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo, com certa torcida para não bater na trave de novo.
E ele?
Muito se especula sobre o destino do ex-prefeito Edinho Araújo (sem partido). Recentemente ele divulgou nas redes sociais que deixou o MDB, sem mais detalhes. Dizem que ele pode desembarcar no PRD, no Progressistas ou ainda no União Brasil. No entanto, a verdade é que, por mais que tenha especulações de sobra, os mais próximos dizem que Edinho não teria saído do MDB sem um destino certo.
Voltando
Rodrigo Garcia está dando os primeiros passos para ser o candidato da região ao Senado Federal. Mesmo que ainda não tenha um partido para chamar de seu, ele já tem voltado à cena, fazendo aparições esporádicas. Nesta sexta-feira (27), o ex-candidato ao governo de São Paulo deverá estar em Olímpia, ao lado do então colega de chapa, Geninho Zuliani (União Brasil). A proposta é mostrar ao eleitor uma direita moderada.

Sem nome
Depois de efetivar Ronaldo Oliveira como secretário de Serviços Gerais, a assessoria da Prefeitura informou que o prefeito iria fazer o anúncio do novo subprefeito de Talhado nos próximos dias. O que aconteceu, na verdade, foi que nesta quinta-feira (26), segundo publicação no Diário Oficial do município, Ronaldo Oliveira foi mantido no cargo de chefe do distrito. Ele continua com acúmulo de função, ao menos por enquanto.
Mais um
A Prefeitura entrou com ação na Justiça para reaver a posse de um terreno doado ao Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo. O processo envolve uma área de mais de mil metros quadrados. A alegação é de que a entidade teria que iniciar a construção de uma sede dentro de um ano após e concluir em dois anos. A ação chega num momento de crise no governo envolvendo a nova Planta Genérica de Valores (PGV).
Sem elas
Uma audiência pública sobre saúde da mulher, realizada na Câmara, virou alvo de críticas das mulheres. O evento, realizado no último dia 21, tinha apenas homens compondo a mesa. Além do Conselho da Mulher, que assinou uma nota oficial em conjunto com outras 33 entidades, Felipe Alcalá (PL), organizador do evento como presidente da Comissão da Família, ainda levou um puxão de orelha daqueles de Márcia Caldas (PL).
Debate delas
O Conselho classificou a situação como “retrocesso democrático” e criticou o uso do espaço público para discutir temas relacionados ao aborto. Ainda de acordo com a entidade, o debate nem deveria ter sido classificado como audiência pública. O Conselho ainda cobrou as deliberações do encontro e, se existir alguma, que não seja dado andamento. “Nenhum debate sobre mulheres sem nós mulheres”.
Fez falta
Na presença de diversas autoridades de Rio Preto e região, o 13º Grupamento de Bombeiros da Polícia Militar realizou uma solenidade em comemoração aos 70 anos. Claro que um evento deste não ia ser realizado sem a presença de políticos da cidade e da região. A única ausência sentida foi do deputado estadual Itamar Borges (MDB). O parlamentar cumpria agenda na capital paulista e não pode estar presente.
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