Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 6 de fevereiro
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

Ainda não colou
Mesmo pagando para a imprensa publicar a nota de esclarecimento, a desculpa não colou. O povo continua revoltado com o aumento do IPTU e indignado com a nova Planta Genérica (PGV). Não adiantou colocar culpa no PT e nem tentar desviar o foco com Carnaval e recapeamento. A cobrança continua alta e ninguém caiu no discurso do prefeito Fábio Candido (PL) de que a coisa foi feita para “impedir o pior”.
Explicações
A nota publicada em diversos veículos de imprensa, com os custos devidamente expostos, traz a mensagem do prefeito, já contestada por juristas. No entanto, ainda cabe uma análise um tanto mais minuciosa do texto. Primeiro, a Prefeitura diz que a “regra federal mudou a forma de calcular o valor dos imóveis”, mas não explica se foi o valor venal, o grande problema neste momento, ou o valor de mercado.
Segue
O texto também diz que “a prática poderia abrir caminhos para aumentos abusivos de IPTU”, ou seja, a Prefeitura admite que não tem certeza se a nova regra federal vai aumentar ou não. Apenas diz que “poderia”. E, se poderia, qualquer um poderia comprar uma casa em um condomínio de luxo e pagar com dinheiro vivo. O problema é que, com o advento da tecnologia, a maioria das pessoas não tem nem uma moedinha no bolso.
Mais um pouco
Quando se diz que a lei aprovada pela Câmara garante uma barreira contra futuros reajustes, se refere ao fato de que consta na referida legislação que os vereadores deverão analisar possíveis mudanças, ou seja, nada impede que o prefeito encaminhe um novo texto para a Casa e mobilize a base aliada para a aprovação. Quem não se lembra do áudio de Celso Peixão (MDB) falando sobre o compromisso para a aprovação do texto?
Acabando
O texto divulgado pela Prefeitura termina induzindo o cidadão pagador de impostos a pensar que a lei municipal vale mais que a regra federal e que o prefeito “salvou” a cidade, e o bolso do rio-pretense, de ter que acatar as decisões do Governo Federal. Se isso fosse verdade, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, não teria mandado mudar a lei de concessões de Rio Preto. Foi um longo processo.
Por fim
Dino, respeitando a Constituição Federal, mandou que a Procuradoria-Geral do Município mude a lei de concessões e passe a realizar licitações para a concessão de área pública para entidades, desprezando o argumento da Prefeitura de que não haveria entidades disputando áreas na cidade. Eis um assunto que deveria ser prioridade para o jurídico municipal e eis um campo para aumentar a arrecadação ou economizar verbas.
E rendeu mais
Depois que o deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) foi às redes sociais para se posicionar contra o aumento de 20% no IPTU, a coisa ficou feia para todos os lados. Apoiador do prefeito durante as eleições, Valdomiro fez um discurso encorpado e aproveitou para dar um “conselho de amigo”. O deputado pediu para que Fábio Candido recolha os carnês e mande novas cobranças, sem o aumento.
Na Câmara
Abner Tofanelli (PSB), o menino do Valdomiro na Câmara, usou a tribuna para pedir “perdão” por ter votado a favor do aumento do IPTU. O colega de bancada, Alex de Carvalho, foi no mesmo caminho. O discurso de Abner foi lindo, mas ele não se segurou e entregou que a mudança de atitude se deu depois que o prefeito “traiu” Valdomiro ao anunciar Ronaldo Oliveira como secretário de Serviços Gerais.

Secretariado
Abner fez aquilo que raramente se faz em política: admitir a troca de favores no governo. Segundo Abner, a Secretaria de Serviços Gerais era para ter um chefe indicado por Valdomiro. O partido chegou a cogitar alguns nomes. No entanto, o deputado, que por diversos momentos esteve ausente devido ao tratamento de câncer, só ficou sabendo da escolha do prefeito pela imprensa. Parece que foi ali que o negócio azedou.
Cortes
Agora, diante de todo o desgaste causado pela treta pública, dizem que Fábio Candido deverá cortar os cargos indicados pelo deputado. Entre eles, está a ex-candidata a vice-prefeita de Valdomiro, a secretária da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial, Rosicler Quartieri, e a filha do ex-prefeito, que ocupa cargo de assessora na pasta. Há ainda outros nomes ligados a Valdomiro que correm o risco de perderem o emprego.
Sorte no azar
A oposição está de olho grande nesse desenlace entre o PSB e o PL. Com o climão já instalado, só falta o movimento para arrebanhar Abner e Alex. Com os cinco vereadores de oposição hoje, João Paulo Rillo (PT), Renato Pupo (Avante), Pedro Roberto (Republicanos), Jean Dornelas (MDB) e Alexandre Montenegro (PL), o “time dos contra” passa a ter sete vereadores. Quase que número suficiente para abrir uma CPI.

Cortina de fumaça
Para tentar abafar o impacto na imagem do governo, a Prefeitura lançou o “Carna Virou”. Ao custo de R$ 6 milhões, o evento vai trazer à cidade estrelas da música sertaneja. Outro trunfo tirado da cartola neste momento de crise foi o recapeamento de ruas. Será algo em torno de R$ 95 milhões, adquiridos por empréstimo. Por parte da base, até agora ninguém pediu o cancelamento do Carnaval para colocar o dinheiro na Saúde.
Não apareceu
Apesar da Secretaria de Obras ser a principal estratégia do governo para mudar o foco da treta, ao que parece, a relação entre o prefeito e o vice não anda muito boa. Fábio Marcondes (PL) foi um dos únicos membros do governo a não estar presente no evento de lançamento do carnaval 2026. Há quem diga que a ausência dele foi uma demonstração pública de que ambos já não se entendem mais dentro e fora da Prefeitura.
Azedou na Câmara
A primeira parte da sessão da Câmara, na terça-feira (3), foi bastante animada, principalmente para o vereador Dr. Tedeschi (PL). O único parlamentar da base aliada que ainda argumenta com a oposição foi um dos grandes destaques. A moção que ele apresentou para homenagear o presidente dos EUA, Donald Trump, pela captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi o ponto alto da manhã.
Depois do almoço
Algo aconteceu no almoço e Tedeschi voltou mais quieto. Ele até falou um pouco para defender o governo durante a votação em um dos projetos, mas parece que não estava muito dedicado. Dizem que, depois da sessão, Tedeschi tomou um puxão de orelha do secretário de Governo, Anderson Branco, por ter votado a favor da prorrogação da CPI das Terceirizadas. O vereador foi o único culpado, mas a aprovação foi unânime.
Empregado
Quem viu a cena disse que Branco falou com Tedeschi como se fosse um patrão falando com um escravo que errou o trabalho de propósito. “O cara é suplente, mas não é assim que a coisa funciona. Precisa ter respeito. O Klebinho, que foi eleito, está na Secretaria de Esportes e não volta para a Câmara. Suplente não é garoto de recado”, afirmou uma pessoa que viu tudo. Vereadores da base saíram em defesa de Tedeschi.
CPI da gravidez ou gravidade
O pedido de CPI apresentado por Tedeschi agitou os bastidores. Quem seria o vereador que teria engravidado a amiga da esposa? Opções não faltam e a única certeza é que Márcia Caldas (PL) não é cogitada. O pré-requisito é que seja homem casado. Com isso, parte dos vereadores já ficou de fora. Entre os que se enquadram no perfil, alguns já negaram. Até o fechamento desta coluna, ninguém assinou o pedido, além do autor.
Cidades1 diaRio Preto se despede de Dona Maria, fundadora da tradicional Maria Bolachas
Política1 diaVereador pede CPI para apurar denúncias de uso de gabinete para encontros sexuais
Cidades1 diaLadrão de fios é detido em casa pelo próprio morador em Rio Preto
Cidades1 diaMulher é detida pela GCM por furto de calcinhas no Centro de Rio Preto



