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Conheça os candidatos a deputado estadual mais votados em Rio Preto

Votação para a Alesp mostra força de candidatos locais e garante retorno de João Paulo Rillo à Assembleia

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Divulgação/TV Câmara
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A eleição para deputado estadual em Rio Preto teve um componente essencialmente local. Dos dez candidatos mais votados na cidade, oito têm ligação direta com Rio Preto, e quatro deles conseguiram uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp): João Paulo Rillo (PT), Valdomiro Lopes (PSB), Danilo Campetti (Republicanos) e Itamar Borges (MDB).

O resultado também produziu uma das principais disputas da apuração na região. João Paulo Rillo recebeu 41.045 votos em Rio Preto e foi o candidato a deputado estadual mais votado na cidade. A votação foi determinante para garantir seu retorno à Alesp. Até a apuração dos votos de Rio Preto, Rillo estava atrás de Beth Sahão (PT) na disputa por uma das cadeiras. A virada veio justamente com a votação na cidade.

Rillo terminou eleito com cerca de 72,5 mil votos no Estado, em uma das vagas distribuídas pelo sistema proporcional.

O resultado representa a volta do petista à Assembleia depois de ter ficado fora do Legislativo estadual nas últimas eleições. Rillo já havia sido deputado estadual por dois mandatos e, em 2024, voltou à Câmara de Rio Preto, quando foi o vereador mais votado da história do município, com 9.968 votos. A atuação no Legislativo municipal, com forte presença em debates políticos e na oposição ao governo, ajudou a reconstruir sua base eleitoral.

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Rillo é exceção entre os vereadores

A eleição também deixa um recado para os vereadores que decidiram disputar uma vaga na Alesp. Bruno Moura (PL), com 4.715 votos, e Dr. Tedeschi (PL), com 3.064, tiveram praticamente o mesmo desempenho municipal, na faixa dos 3 mil a 5 mil votos, mas não conseguiram transformar a votação de Rio Preto em uma candidatura competitiva no Estado.

Bruno Moura, vereador eleito em 2024, disputou pela primeira vez uma eleição para deputado estadual e terminou com pouco mais de 7,3 mil votos em todo o Estado. Tedeschi, ex-vereador e com trajetória política construída em Rio Preto, também não conseguiu alcançar votação suficiente para retornar ao Legislativo.

Rillo foi a exceção. A diferença está justamente na capacidade de transformar uma base municipal em votos fora dela. Com mais de 72 mil votos no Estado, o petista conseguiu ultrapassar o patamar de uma candidatura essencialmente local e assegurar a cadeira.

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Valdomiro mantém força, apesar da derrota de 2024

Segundo colocado em Rio Preto, Valdomiro Lopes recebeu 30.005 votos e confirmou que sua força eleitoral na cidade continua relevante. O resultado tem um peso político especial porque ocorre apenas dois anos depois de o ex-prefeito ter sido derrotado na disputa pela Prefeitura, quando sequer chegou ao segundo turno.

A votação para deputado estadual mostra que a derrota de 2024 não significou o fim de sua base eleitoral. Pelo contrário: Valdomiro ficou à frente de Itamar Borges em Rio Preto e conseguiu a reeleição para a Alesp.

O resultado reforça uma característica da política local: o eleitor pode separar a avaliação de um candidato para o Executivo municipal daquela feita para o Legislativo. Valdomiro não conseguiu retornar à Prefeitura, mas manteve uma parcela expressiva do eleitorado quando disputou novamente uma cadeira de deputado.

Campetti transforma suplência em mandato

Danilo Campetti foi outro destaque. O candidato do Republicanos recebeu 26.049 votos em Rio Preto, quase o dobro dos 15.572 obtidos na cidade em 2022. No Estado, chegou a aproximadamente 120 mil votos e conquistou, desta vez, um mandato próprio.

Em 2022, Campetti havia recebido 52.393 votos e ficado como suplente. Durante a legislatura, chegou a assumir uma cadeira na Alesp em junho de 2024. Também atuou como assessor do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Agora, o resultado é diferente: Campetti deixa de depender da condição de suplente e passa a ter um mandato conquistado diretamente nas urnas. A evolução da votação em Rio Preto é um dos principais indicadores desse crescimento.

Itamar vence no Estado, mas fica atrás de Valdomiro

Itamar Borges (MDB) teve um desempenho estadual muito superior ao registrado em Rio Preto. Foram quase 160 mil votos em todo o Estado, suficientes para colocá-lo entre os deputados estaduais mais votados e garantir a reeleição. Na cidade, porém, ficou em quarto lugar, com 24.561 votos.

O resultado expõe uma dificuldade de Itamar em transformar sua presença regional em predominância no eleitorado rio-pretense. Natural de Santa Fé do Sul, onde construiu sua carreira política e foi prefeito por três mandatos, ele chegou a disputar a Prefeitura de Rio Preto em 2024 e foi para o segundo turno.

Mesmo assim, na eleição estadual, ficou atrás de Valdomiro, que tem uma relação política muito mais direta com o eleitorado da cidade.

Eduarda é fenômeno estadual, mas não local

A quinta colocada em Rio Preto foi justamente a candidata que dominou a eleição estadual. Eduarda Campopiano (PL) recebeu 18.144 votos na cidade, apesar de não ter feito campanha presencial relevante no município.

No Estado, porém, o desempenho foi histórico: 1.956.238 votos, a maior votação entre todos os candidatos a deputado estadual em São Paulo. Aos 23 anos, a vereadora de Praia Grande se tornou o principal fenômeno eleitoral da disputa pela Alesp.

Sua campanha, marcada por discurso conservador e pela identificação como “antifeminista”, conseguiu ultrapassar os limites de sua base municipal e mobilizar um eleitorado espalhado pelo Estado.

Em Rio Preto, contudo, ela ficou atrás de quatro candidatos diretamente ligados à cidade, o que reforça a força das candidaturas locais.

Helena e Sebastião confirmam bases eleitorais

Coronel Helena Reis (PSD) recebeu 4.939 votos em Rio Preto, mas não conseguiu repetir o desempenho de 2022, quando terminou como segunda suplente. A ex-secretária estadual de Esportes de Tarcísio de Freitas teve pouco mais de 10 mil votos no Estado e ficou fora da Alesp.

Sebastião Santos (Republicanos), por outro lado, confirmou sua força local e foi reeleito. Recebeu 3.307 votos em Rio Preto e terminou com 68.118 votos no Estado, garantindo uma das cadeiras da Assembleia.

Tenente Coimbra (PL), com 2.632 votos na cidade, fecha a lista dos dez mais votados. Diferentemente dos demais, não tem uma base política construída em Rio Preto, mas teve desempenho estadual suficiente para garantir a eleição. Ele recebeu 198.342 votos em São Paulo, ficando entre os candidatos mais votados do Estado.

A força do voto local

O resultado da eleição para deputado estadual é, sobretudo, uma demonstração da força das candidaturas ligadas a Rio Preto. Oito dos dez nomes mais votados na cidade têm relação direta com o município. Apenas Eduarda Campopiano e Tenente Coimbra aparecem na lista sem uma trajetória política local.

E, entre os quatro eleitos ligados à cidade, há perfis bastante diferentes: Rillo representa a esquerda e voltou à Alesp após reconstruir sua base; Valdomiro mantém uma estrutura política construída em anos de Prefeitura e Legislativo; Campetti transformou uma suplência em mandato próprio; e Itamar, mesmo tendo uma relação eleitoral importante com a região, ainda encontra em Rio Preto um eleitorado menos consolidado do que o de seus principais adversários locais.

A votação também mostra que ser vereador não foi suficiente para garantir uma candidatura estadual competitiva. Bruno Moura e Dr. Tedeschi tiveram desempenho semelhante na cidade, mas ficaram muito abaixo dos eleitos quando considerados os votos de todo o Estado.

Nesse cenário, Rillo aparece como a grande exceção. A atuação na Câmara, a exposição política e a capacidade de ampliar sua votação para além de Rio Preto foram decisivas para transformar uma disputa que parecia incerta em uma cadeira na Alesp.

Para Rio Preto, o resultado significa a manutenção de quatro representantes na Assembleia e a recuperação de um nome histórico da política local. Para a política municipal, porém, o dado mais importante talvez seja outro: mesmo depois de uma eleição municipal em que houve forte renovação, o eleitor voltou a apostar majoritariamente em nomes que já conhece e que têm trajetória construída na própria cidade.

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